sexta-feira, 11 de junho de 2010

Bruges - Julho/2009

Oi pessoas!
De Paris, partimos de tem para Bruges, na Bélgica, por indicação do Craudio. Fomos de trem de Paris até Bruxelas, e em seguida de Bruxelas até Bruges. Mais ou menos umas 3 horas todo o trajeto. Foi uma super indicação! Bruges é uma cidadela minúscula e medieval. Dizem ser a cidade medieval mais conservada. E acho bem possível, tamanha é a beleza e estilo daquele lugarzinho.  De tão pequena a cidade, a escala do mapa é feita em minutos de caminhada. Ficamos 2 dias.
Chegando em Bruges, bem na saída da estação de trem, passamos por um gigante e impressionante estacionamento de bicicletas. Como alguém consegue achar sua bicicleta ali???  Fomos andando da estação até o hotel. Um pouco chata a caminhada, por causa das ruas de pedras. A mala fazia um barulho chato e ia balançando de forma mais chata ainda. Já deu pra ir entrando no clima da cidade, observando as ruelas...Achamos nosso hotel e achamos muito legal! Foi indicação da Nathália. Era um mix de hotel, hostel e restaurante. Chama-se Passage, o dono é casado com uma brasileira e fala português e a diária custou 60 euros, sem café da manhã. Também sem elevador, sem TV, sem frigobar, sem ar condicionado. E nada disso faz falta, acredite. A menos que você resolva ter 5 malas....Daí, nesse caso, arregace as mangas e subas as malas pela escada, ué, uma a uma :)
Bruges é assim: cheia de pessoas sorridentes, saudáveis, felizes. O comércio fecha abre às 10h e fecha às 18h, e os restaurante de 12h às 14h. Mesmo com a cidade bombando de turistas! Lá eles trabalham pra viver, e não o contrário. Nos pubs e praças é cheio de gente de lá também, não apenas de turistas. 
No hotel, pegamos um mapa da cidade super legal. Feito pelos próprios moradores, com coisinhas engraçadas e design bacana. É cheio de dicas, informações e foi nosso guia por lá. Graças a Deus era em inglês, porque a língua local, o flamengo, é foda. Cheia de consoantes e umas palavras gigantes. O nome das ruas era algo tipo Gruuthusestraat. 
Almoçamos ali pelas redondezas do hotel. Entenda redondezas a região a, no máximo, 3 minutos dali. Enquanto esperávamos a comida, que não foi muito boa (mas também a gente não entendia o cardápio direito e pedimos meio na sorte), pedimos uma cerveja (a era do vinho passou. Afinal, estávamos na Bélgica!)  e começamos a estudar o mapinha e programar os dias.
Saindo almoço, fomos perambular pela cidade e chegamos na praça principal. Uns prédios belíssimos, com torres e bandeiras. Sentamos num dos restaurantes e adivinhem, tomamos mais uma cerveja belga. Nesse dia tava bem quente. Depois andamos pelas ruelas, passeamos a margem do rio que passa pela cidade, fotografamos, namoramos, suspiramos. A cidade é linda! Na andança, descobrimos que estava rolando um festival de música alternativa. Olha que sorte! Era o Vama Veche. Voltamos lá e descobrimos uma banda bem legal, a Blackie & The Oohoos. Bebemos cerveja, e nos divertindo observando as pessoas...todos felizes, sorridentes e alguns bêbados, claro.  
  • Batata Frita: a batata frita é belga, e não francesa! Pode acreditar. Acham que é francesa pois, na Primeira Guerra Mundial, os comandantes belgas falavam francês. Daí quando eles faziam as batatas fritas os aliados se referiam a elas como French Fries. Lá tem várias lanchonetes que servem batatas fritas, bem barato.
  • Os chocolates belgas.....Existem umas lojas lindas e deliciosas, com umas vitrines todas de chocolate. Mas são caros!! Uns 20 euros o quilo. No Carrefour Express que tem na cidade tem chocolates belgas bacanas e o preço é bem melhor. 
  • Brugs Beertje: um pub fantástico. O cardápio do lugar era imenso, parecia um livro, e era só de cervejas belgas, de regiões da Bélgica! Logo vi um cachorro imenso e manso e quis sentar perto. Ele (o cachorro) estava com um casal, e batemos papo um tempão. Foi divertidíssimo. Não temos idéia dos nomes deles, mas sei que ela era cabelereira e ele professor de flamingo. O nome do cachorro eu sabia, mas esqueci. Talvez lá tenha rolado a maior ousadia da viagem: bebemos uma DeuScerveja "achampagnada". Custou 25 euros. Eu sei que assuta, mas foi o menor preço que já encontramos, então, essa era a hora de provar.  Parece mais champagne que cerveja, pois a textura, aparência, a garrafa, tudo lembra champagne, mas com um toque de cevada que te faz lembrar que é uma cerveja. Conclusão: ela é como toda champagne deveria ser :) Depois da DeuS bebemos mais algumas, o cachorro foi embora com o casal e na mesa deles sentaram 2 pessoas: uma velha (filha) e a outra mais velha ainda (a mãe). Que pessoas divertidas! Eram da Escócia, estavam lá há uns 4 dias, já tinham ido em Bruges antes e voltavam sempre pra beber. A mãe tinha uma cara "i'm fucking crazy" e a filha ia pelo mesmo caminho. Depois de muito papo e muitas risadas, voltamos pro hotel.
  • Beer Tour: custa 5.50 euros e é por uma pequena cervejaria de lá.  É legal, mas nada demais. Só vale a pena se tiver tempo sobrando. Tem uma guia que vai dando informações da cerveja, da história do local, faz umas piadinhas e tals. O local é cheio de escadinhas, às vezes tão toscas que o degrau não cabe meu pé 34/35 e outras vezes é preciso descer de costas! 
  • Passeio de barco: escolhemos um péssimo horário. Perto da hora do almoço, depois do Beer Tour, onde ganhamos um cerva de brinde....eu, literalmente, debrucei no banco da frente e dormi. Fora esse fato, é bem legal, porque enche os olhos de tanta paisagem bonita. 
  • Tentamos almoçar num restaurante muito bem indicado pelo mapa, o Pas Partout. Mas chegamos muito tarde, e o restaurante já estava fechado: 14:15h. Então rumamos para o Café Vlissinche, o bar mais antigo de Bruges, inaugurdo em 1515!! Foi muito legal, a comida estava boa e o encanto de estar num lugar inaugurado 15 anos após o descobrimento do Brasil é insuperável! 
  • Belfry: famosa torre na praça central da cidade. Custa 8 euros e são 366 degraus. Seguinte: se você acha um absurdo ir numa cidade e não fazer a atração principal, nem pense duas vezes. Vá. Se você não se importa tanto com a  falta da foto clássica no álbum pense duas vezes. A escada tem exatamente as características de uma escada construída há não sei quantas centenas de anos: estreita, torta, gastada. E pela mesma escada as pessoas sobem e descem. Daí congestiona, faz calor, bate um arrependimento de ter pagado praquilo. A vista lá de cima é linda, a cidade parece uma maquete de tão perfeitinha, telhados todos combinando. Mas de baixo também existem dezenas de paisagens de quebra-cabeça de 5 mil peças, sabe? Toda hora você quer tirar foto. So, it's up to you!
  • A Madonna With Child de Michelangelo está lá em Bruges, na Church of Our Lady. Infelizmente, a igreja estava em reforma e não visitamos. 
  • Holyblood Chapel: é uma igreja muito simpática. Bem pequena e colorida, com uns traços egípcios. É famosa por acreditarem que lá contém uma gota do sangue de Cristo num cilindro adquirido numa cruzada para Jerusalém no século 12. O cilindro pode ser tocado durante umas cerimônias específicas pra isso.
  • Passage: o restaurante do nosso hotel. Bem famoso por lá, e a comida é deliciosa. Comemos, bebemos, fizemos amizade com a mesa do lado, e fomos embora quando percebemos que quase só tinha a gente no restaurante e ainda não tínhamos conseguido provar nem metade do cardápio de cervejas.  
Outra visita depois desta aqui. Beijos! Vanessa

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