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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

Holanda - março/abril de 2019, com bebê de 1 ano e 7 meses

Lia,

acredita que conseguimos arrastar um monte de gente para Europa conosco? Foram a vovó Nice, o vovô Jair, a tia Ivenice e a tia Adeilde. Ficamos com eles 1 semana, entre Holanda e Itália, e depois fomos ficamos mais 1 semana só nos três perambulando pela Toscana.

Esse post será sobre a Holanda. O próximo, sobre a Itália. É muita foto!! Um post só ficaria gigante (bem gaaaaande, como você fala :-))

Conseguimos comprar as passagens numa promoção muito boa da Alitália, com vôos direto para Roma saindo de Guarulhos. Pra variar, a mamãe estava super receosa em relação ao tempo de vôo, pois de São Paula para Roma são 11 horas no ar. Ainda bem que foi bem tranquilo! A Alitália oferece bercinho para bebês e você dormiu bem durante os vôos, viu desenho, comeu. Igual todo mundo que estava lá.

Quase infartei quando fui reservar hotel em Amsterdam. Uma fortuna! Acho que porque fomos na primavera, época do Keukenhof, as tarifas estavam todas altas e ainda não tinha opções sobrando. Por sorte, ficamos hospedados num hostel super legal, o Stayokay Amsterdam Vondelpark. Ele tem pinta de hostel, mas conforto de hotel. É descolado, colorido, e também organizado, com um bar massa,  com preços justos, comida gostosa, onde os adultos beberam muita cerveja holandesa e também belgas, porque, né, ali do ladinho...pode ser considerado um beba local.

Você, filha, se divertiu muito na escada e entre as poltronas e mesas das áreas comuns. Nosso quarto era meio apertadinho, mas tinha uma vista linda da Vondelpark e era confortável.

Fomos ciceroneados pela Rubilene e pelo Fred. Foi excelente! Estávamos de carro e passeamos até pelo país, com direito a algumas voltinhas de trem nas distâncias mais próximas.


A Holanda tem tesouros encantadores. É a segunda vez da mamãe e do papai no país e voltamos mais apaixonados. Amsterdam é massa, mas o interior é deslumbrante, as cidades são cenográficas, a paisagem é sempre linda, com bastante água, verde e as famosas vacas holandesas.

Como o país é minúsculo, as cidades ficam muito pertinhas. Vale a pena zanzar bastante, além de curtir muito os canais e arquitetura de Amsterdam.







No primeiro dia, fomos ao Zaanse Schans apreciar os moinhos e as casinhas históricas, na beira de um canal. Tava um friozinho bom, mas você nem se abalou. Andou e correu pra caramba!

Zaanse Schans fica a uns 20km de Amsterdam e é bem servida de transporte público. É praticamente uma vila holandesas com tudo que nos lembra a Holanda: moinhos, vacas, tamancos, queijos, casinhas típicas. Apesar de ser basicamente um passeio ao ar livre, há algumas lojinhas no local, com museus e cafés fofos.

Nesse dia, estava um friozinho danado, com bastante vento, e você nem se importou, Lia. Correu e brincou e se divertiu muito com as novidades e as cores daquele lugar.

O lugar é perfeito para fotos, especialmente se o céu tiver azulzinho, como no dia em que fomos.








Depois fomos para Marken, uma cidadezinha linda com casinhas verde de madeira a  de Amsterdam. O local é tipo uma vila de pescadores e, por seu quase uma ilha, o caminho para lá é belíssimo, numa estrada com água dos dois lados. Que lugar mais bucólico! É até difícil acreditar que é uma cidade habitada, de tão perfeitinha, do tanto que inspira felicidade.

Em Marken, conhecemos uma fábrica de tamancos holandeses e sentamos no De Taanketelpara comer, beber e bater papo.



No final do dia, fomos até Alkmaar, famosa por seu mercado de queijos. Os queijos ficam pra uma próxima oportunidade, pois chegamos tarde na cidade, mas jantamos super bem no Wolf Hotel Kitchen & Bar.

O segundo dia foi dedicado ao Keukenhof, o famoso jardim de tulipas localizado em Leiden, pertinho de Amsterdam. Filha, você ficou encantada com tantas cores e com tanta beleza. Passamos o dia por lá. Papai e mamãe já conheciam o jardim e o recomendavam fortemente a todo mundo. A segunda visita só confirmou nossa opinião. É imperdível.



















A noite, jantamos no Valpiano. Delícia!

No terceiro dia, fomos passear de barco pelos canais de Amsterdam. Você tirou o maior cochilo, como em muitos momentos da viagem, como podemos ver nas fotos, então foi um passeio bastante tranquilo!



A tarde fomos ao museu Rijksmuseum com o Enzo. Os vovôs, as titias, a Rubilene e o Fred foram visitar um castelo.




Praça dos museus, toda enfeitadas com tulipas lindas!


A selfie da selfie.


O museu é incrível! E ter ido com o Enzo, que adora história, foi bem legal porque ele fez um verdadeiro tour guiado conosco.

Depois do museu, Le Pub pra umas cerveja holandesas e um bate papo massa, porque ninguém é de ferro!

No dia seguinte, zarpamos para Roma!

Tchau Holanda!

Beijocas! Vanessa.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Holanda - Nijverdal/Giethoorn/Castelo de Haar

Numa das noites, fomos com Fred e Rubilene pra casa deles em Nijverdal, onde dormiríamos para no dia seguinte conhecer Giethoorn e o castela De Haar. 

O caminho de  Amsterdan para Nijverdal (e todos os outros que fizemos de carro, na verdade) são encantadoramente lindos: estradas perfeitas, gramado incrível e imensas vacas holandesas enfeitando tudo! Amei!!!! As casas todas no mesmo estilo, com telhados triangulares (por causa da neve), sempre rodeada de um jardim bem cuidado. Tudo parece cenográfico.


Em Nijverdal, acordamos, tomamos um ótimo café da manhã, ganhamos dicas e mapas do Fred e zarpamos com ele em direção à Giethoorn. No caminho, paramos num clássico moinho de madeira, a cara da Holanda! 

Giethoorn é uma cidadela encantadora onde não entram carros! Ela está disposta entre canais e a circulação se faz por barcos, ou bicicletas. Chegando lá, deixamos o carro num estacionamento na entrada da cidade e alugamos um barco, pilotado pelo Fred. Junto com o barco, vem um mapinha com sugestões de rota. Optamos pela mais curta, que leva em torno de 1 hora. Foi o suficiente pra sentir o clima do local e imaginar como seria viver ali! As casas são todas lindas com jardins tão bem cuidados que tudo parece um cenário! 




estacionamento de barcos

Depois do passeio, devolvemos o barco e voltamos a pé pra almoçar. Sentamos no Grand Cafe Fanfare. Fanfare é fanfarra, que remete à banda ou grupo musical. Por sorte, tinha um grupo de velhinhos simpáticos com seus instrumentos musicais fazendo um barulhinho bem agradável.  Fizemos nossos pedidos e a comida estava toda realmente muito boa! Eu de misto quente, chamado de Tosti Ham Kaas, por 4 euros, por pura preguiça de tentar entender o cardápio em holandês, mesmo com o Fred disposto a traduzir item por item. E de vinho branco, por 3,60 euros a taça.


O Vinicius pediu esse prato aí abaixo, chamado Uitsmijter Ham, por 9 euros,  usando o critério de sempre: aponta pra qualquer coisa pagável e pede. Simples assim. Pra acompanhar, uma Grimbergen, por 3,20 euros, e logo depois, uma Grolsch, por 2,20 euros.







De sobremesa (sim, sobremesa, eu estava de férias, oras) essa coisa linda da foto. Chama-se Chocolade Droom, custo 5,75 euros, mas vale muito mais.


De Gierthoorn, partimos para o Castelo de Haar, em Utrecht. O trajeto foi longo, e eu e Vinicius caimos no sono. Sorte que o Fred não :) Foi bem legal! Castelo lindo, protegido por água, pois como a Holanda é plana, a casa de quem manda é rodeada por água, provavelmente com alguns jacarés. Não lembro quanto custou a entrada no castelo, pois o Fred fez a gentileza de pagar. Acho que uns 5 euros. E o estacionamento também era pago, mais uns 5, talvez. Não visitamos o interior do castelo, pois estava em reforma, e se preparando para um festival de flores.  





Depois disso, Fred nos devolveu na estação de Weesp, pertinho de Amsterdan, pegamos o trem e voltamos pro hotel em Amsterdan, mesmo quarto, mesmo andar (4º andar, sem elevador).

Holanda - Amsterdan

Ficamos no Hotel Van Onna, em Joordan, bairro fofo, com flores e adivinhem??? Gatos! Sim, felinos lindos com os quais cruzávamos quando íamos e quando voltávamos.



O hotel era como esperado: simples, mas limpinho. Por 90 euros a diário pro casal, com café da manhã, internet e atendimento satisfatório. Nosso quarto, no 4º andar, me fez queimar todas as calorias adquiridas naqueles dias. Elevador??? Ah, você tá na Europa, bem. Prédios antigos, estreitos e se quiser elevador, tem que desembolsar muito! E nós preferimos gastar mais com cerveja e comida que com elevador. E escada faz bem pra saúde. No mais, de férias, viajando, pelo Velho Mundo, se você danar a reclamar demais, volta e procura um terapeuta.

"rua" do nosso hotel

Enfim. O café da manhã era muito bom! Servido na mesa com: chá ou café, leite, água, torradas, ovo cozido, geléia (uma tão tão deliciosa que sinto saudades até hoje), manteiga (das boas), queijo, presunto e chocolate granulado. Sabe pra que? Pra comer com pão e manteiga. Hein? Sim, é isso: pão, manteiga e granulado de chocolate. Essa iguaria tem até um nome, é bem tradicional por lá. Não, não é bom.


Nessa noite, andamos pelo bairro, morri de paixão pelos gatos, apreciamos as pontes, as flores, as pessoas, as vitrines. É, as vitrines. Porque aquela gente é muito livre, muito determinado a usar o que bem entender. E ninguém tá nem aí. O importante é ser educado, se importar com as pessoas e bichos e não jogar lixo na rua. Observe:



Paramos num bar/restaurante, chamado ROEM, mas pedimos um misto de salsichas alemãs. Queríamos alguma La Trape, esse lugar não tinha, mas deu a dica: procura algum lugar que tenha a placa da Bavaria.


Saindo de lá, olhamos pros lados procurando por uma placa da Bavaria e bingo! O vizinho tinha. Chegamos na porta e era uma portinha tão estreita que parecia residencial. Empurrei e fui entrando, esperando que alguém nos expulsasse. Que nada! Sabe quando você acha que ganhou na loteria por cair num lugar tão improvável? Foi lá: no De Twee  Zwaantjes.


Tinha um balcão, bancos altos ao redor, e algumas mesas ao lado, num pequenino salão. Era escurinho. As pessoas dali eram todas nativas. Nada de turista. Tinha um sistema de som, e as duas garotas, de meia idade, que serviam as bebidas, e uma delas também comandava o som e o microfone. Sentamos, pedimos uma La Trape e observamos. Era tipo um karaokê. Mas bem informal, com umas pessoas que cantavam muitíssimo bem e pareciam amigos há tempos. Um falava: toca essa. A música era posta e o microfone era entregue. Uma velharia que cantava bem se divertia ali!!! Até que perguntaram de onde nós éramos. Falamos: Brasil. Depois de uma leve zoação em razão da nossa derrota na copa do mundo pra eles, colocaram Garota de Ipanema e me entregaram o microfone! Cantei, em português. A moça de meia idade que servia a cerva e cantava bem fez a segunda voz em inglês. Bebemos mais. Cantamos mais. Rimos demais. E fomos embora, com a certeza de que a viagem poderia acabar ali e gente já voltaria feliz.


Num dos nossos dois dias em Amsterdan fomos recepcionados por Fred e Rubilene; ele, holandês; ela, casada com ele e prima do pai. Passaram o dia conosco nos guiaram pelas ruelas e canais. Fomos ao zoológico Natura Artis Magistra, lógico. Foi o primeiro lugar que disse que queria ir :) O zoo é grande, bonito, educável e caro: 18,50 euros a entrada. Tem aquário, exposições, planetário e o melhor de tudo: uma girafa criança! Não sei precisar a idade da mocinha. Só sei que agradeci a todos os deuses por não ter aberto mão do zoológico (sim, às vezes rola uma pressão). É tão difícil de se vê girafas baixinhas por aí que quando nasce alguma no mundo sempre sai na Globo.com e afins. Almoçamos por lá mesmo, junto aos flamingos, e de lá fomos de bonde pro centro, prum passeio de barco pelos canais.


O passeio de barco é um excelente forma de dar uma olhada geral na cidade e perceber detalhes que os guias indicam (como a menor casa do Amsterdan, que tem exatamente a largura de uma porta, e alguns andares. Construída assim para pagar menos imposto).  

O Red Light District é interessante, mas baixo astral. Garotas (tô sendo generosa, hein...tinha umas quarentonas) feias, travecos idem. Tipo puta baixo nível de classificados de jornal, sabe?Algumas sentadas, outras escoradas na parede mexendo no celular, com uma cara de "essa hora não passa". Outras mais animadinhas, com música alta se maquiando em frente ao espelho e ensaiando timidamente alguma performance. É óbvio que tem que ir, mas se a expectativa da viagem for em relação a isso, melou tudo.

Casa de Anne Frank é incrível. Histórica, triste, comovente e instrutiva. Vale muito a pena! Custa 8,50 euros a entrada e SEMPRE tem fila. Nosso hotel era muito perto, então sempre a gente dava uma passada pra ver se rolava de ir. Até que resolvemos chegar meia hora antes de abrir, às 9h, e deu certo: apenas 1 casal na nossa frente, e conseguimos entrar na primeira leva.. É possível comprar o ingresso agendado pelo site, evitando filas e tals.

Museu da Resistência: não vale a pena. Depois de 5 minutos lá dentro, eu disse: "amor, vamos embora?"; e ele: "mas a gente já pagou."; e eu: "já perdemos dinheiro, vamos perder tempo também?". Aqui foi um tiro no pé. Por dica da Fernanda, fomos nessa joça. A parada é a seguinte: se você é super conhecedor da 2ª guerra e quer detalhes da estratégia holandesa, além de ter paciência de ler painéis e mais painéis, vai adorar. Sim, a Fernanda é super nerd. Muito mais que a gente. Resumo da ópera: esperei o Vinicius sentada por quase 1 hora. E não, não fomos no Museu do Van Gogh. Merda!

Coisa boa e bonita são os parques, né? Em Amsterdan, o Vondelpark rouba a cena. Imenso, bem verde, perto dos museus, e onde as pessoas tomam sol, namoram, bebem cerveja, conversam, andam de patins, correm. Momentos de relaxamento garantidas.

Beerbike: não fizemos, e isso me dói. É um passeio numa "bike" pedalada por várias pessoas tomando cerveja. Tem um motorista e, possivelmente, guia. Isso sim é jeito divertido de conhecer a cidade! 


Hempshopper, casa especializada em produtos feitos com maconha, é curiosa. Tem roupa de maconha, chiclete, chocolate, cosméticos....Não me lembro dos preços direito, mas não me interessei por nada. Achei tudo com cara de produto fuleiro.

 A placa I AMSTERDAM, na Museumplein é liiiiinda. É difícil fazer uma boa foto, sempre tem milhares de pessoas. Mas lembre-se: a persistência é a caminho do êxito.


Se tiver idade e coragem, por que não isso?






Vá ao De Beiaard tomar cerveja. Trapista. Barata. Tipo "tamos no paraíso". E aí vieram:














Infelizmente, não anotei as impressões de cada uma. Mas, gente, a única trapista ruim é a Orval. Parece que você tá comendo flor. De resto, senta o pé que vale a pena! A Hertog, essa que a garrafa parece da reserva de Tarapacá, não é trapista. Mas olha como é bonita.

Nesse dia, tinha jogo da Holanda X Uruguai da Copa do Mundo. Por lá, ouvimos dizer que a praça onde passava o jogo no telão, a , era perto e tals. Daí, no intervalo do jogo fomos pra lá. Não foi perto como pensamos, mas depois tantas trapistas, em Amsterdan, alguém se importa com alguma coisa? Nós, não. Chegamos na praça e foi uma diversão, já relatada aqui aqui

Se quiser comprar cervejas, passe no De Bierkoning. É uma super distribuidora, com milhões de tipos de cervas. Não dá pra tomar lá. Do ladinho dele, tem um pub inglês, chamado O'Reillys. o tesouro de lá? Pint da Guinness por 5,40 euros, acompanhado de homefries.


Para mais cerveja, visite o pub Arendnest, especializado em cervejas holandesas. Marcou a La Trape Isid'or, uma amber que voltou a ser produzida e é muito boa. Não lembro se bebemos alguma inédita. Nesse dia, sentaram conosco duas senhoras italiana, a Patrizia e a Phina, que não falavam inglês, nem português, e nós não falamos italiano. Conversamos por mímicas, trocamos e-mails e nos divertimos.

Coma na Bagels nad Beans. Tem bastante por lá e os sandubinhas são muito gostosos! Os sucos também deliciosos.




Dicas gerais:
  • todo mundo fala que 2 dias é o bastante para Amsterdan. Não achei mesmo!!!! Passamos dois dias cheios e a lista de coisas que não fizemos, mas queríamos, é maior que a lista de coisas feitas. Só em museus, se vai pelo menos 1 dia (para os tradicionais Casa de Anne Frank, Van Gogh museum, Rijksmuseum)  pra quem é humano e precisa de pausa e comida entre um e outro. E explorar a cidade de bike? E o Beerbike? Ir calmamente no zoo? Se perder na cidade com os bondes? Curiar as lojas de maconha? Entrar nas lojas esquisitas que vendem miniatura de órgão humanos, caveiras e coisas do tipo? Ah, e as cervejas? Cara, você tá perto da Bélgica e Alemanha, não pode se furtar a provar cervejas de mil tipos, aromas, sabores e texturas. E tem a Heineken Experience. Sério, 3 dias cheios lá, no mínimo, se quiser realmente sentir e conhecer Amsterdan. Eu indicaria 4.
  • apesar de associadíssima à sexo e drogas, a cidade é muito mais que isso. Essas vertentes são apenas um leve detalhe que atraem alguns turistas e desagradam a outros. Não é o que eles tem de melhor, e eu, que sou moderninha, achei essa parte completamente submundo. 
  • cuidado com a  hora. De forma geral, restaurantes fecham cedo, por volta das 21h. Dá pra crê? Nem parece coisa de capital (em Paris, no verão, tudo funciona até tarde, mesmo museus e atrações gerais). Programe-se para não cair em ciladas (leia-se única opção), tipo pagar 11,50 euros numa pizza na Pizzeria Venezia Del Nord (tipo a Genérica) porque era o que tinha aberto perto do hotel por volta das 22h. 
  • se você for como eu enlouquece quando vê cerejas, respira fundo, acalme-se, e pergunte o preço antes. Senão, pode acontecer isso, ó: andando muito feliz - avista uma banca de frutinhas - vai até lá, pega um saco e coloca algumas cerejas linda - vai ao caixa - coloca o saquinho na balança - te cobram 9 euros - você pergunta quanto é o kilo - te respondem: 20 euros - você fica com vergonha de desfazer tudo, paga, vai embora e quer morrer - outro dia, na parte não turística da cidade, compra cerejas por 4 euros o kilo - quer morrer de novo.
  • quem manda naquele trânsito aparentemente louco é o ciclista, ok?  Observe com calma que logo compreenderá os sinais indicativos de seta ou freio que eles fazem com os braços, organizando a aparente bagunça. 
  • impressione-se com o que eles são capazes de fazer com suas bicicletas. Digno de comentários vimos gente levando cadeira (uma mão guiando a bike, outra segurando a cadeira na parte de trás, e ainda fazendo os sinais indicativos da direção), uma mãe levando junto ao peito um bebê tão minúsculo que só podia ser um recém-nascido. 
Continuação: Holanda - Nijverdal/Giethoorn/Castelo de Haar