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sexta-feira, 1 de abril de 2011

Santiago, Chile - Mendoza, Argentina - Fevereiro/2011 (Post 1)


Pessoas,

mais um post sobre viagem. Dessa vez, a gente mesmo que se divertiu. O destino escolhido foi Mendoza, na Argentina, colada na Cordilheira dos Andes,  por ser a região de maior produção dos vinhos argentinos. 

Com o destino escolhido, a próxima etapa foi ajeitar a ida e a volta, com bilhetes emitidos com milhas (poderia dizer que, talvez, milhas só perde pro google em importância na logística e economia da vida atual). Chegar até Mendoza não é muito simples. Não tem vôos diretos de Brasília e a maior parte das opções por milhas são esquisitas, tendo que pernoitar em Santiago ou Buenos Aires. Daí o Vinicius teve uma grande sacada que deu upgrade na viagem: pousamos em Santiago, pernoitamos, e no dia seguinte fomos pra Mendoza de ônibus.

Por que uma grande sacada que gerou um upgrade? Porque de um lado das cordilheiras está Mendoza, na Argentina. Do outro lado está Santiago, no Chile. Entre as duas cidades, além da imensa cadeia de montanhas, há um estrada de 365 km (segundo o google, aqui) com trechos medonhos rodeada de paisagens exuberantes. Já tínhamos feito o trecho do Chile pra Argentina pelos lagos andinos (imperdível!!!), agora fizemos pelas cordilheiras (também imperdível, mas pelos lagos é mais belo. Registro aqui)

Inicialmente, decidimos ir de carro e emitimos os bilhetes BSB-Santiago-BSB. Com o passar dos dias, o péssimo atendimento via e-mail ou on-line da Econorent e, mais tarde, a descoberta que tínhamos errado na conversão do valor do aluguel do carro de pesos chilenos (com seus milhares de números) para real (sairia quase mil dólares 9 diárias do carro) mudamos tudo: decidimos ir de ônibus (50 reais cada passagem), cancelei a reserva do carro e perdi 4 horas da minha vida no balcão da TAM para voltarmos direto de Mendoza para Brasília (conexando em Santiago e Guarulhos, mas no mesmo dia),  mesmo tendo que voltar um dia antes por causa das disponibilidades de vôos.

Há várias empresas de ônibus que fazem o trajeto Santiago-Mendoza, é um passeio bem comum por lá. Fuçando a abençoada internet, descobri a Andesmar, que vende bilhetes on line, e descobri também que o canal é comprar assentos em ônibus de dois andares, no andar de cima, primeira fileira. Porque assim o mundo fica a seus pés.


Consegui comprar facilmente uns 10 dias antes da viagem. A maioria das pessoas compra lá na rodoviária mesmo, antes de ir. Se não der pra comprar nas primeiras fileiras, você terá que escolher uma lado do ônibus e daí não dizer qual o melhor. Já li sobre o lado direito, já me falaram sobre o esquerdo. Uma coisa é certa: de qualquer lado a paisagem vai te embasbacar.

E assim foi: Brasília - Santiago - SantiagoMendoza - Mendoza - Brasília, de 18 a 26 de fevereiro de 2011.

Separei os posts por etapas, porque é muita coisa! Pra você não se perder:

Post 1 - é esse :)
Post 4 - Mendoza (e posts separados para os restaurantes especiais AzafránAnna Bistrô1884 e La Bourgogne)

Santiago, Chile - Mendoza, Argentina - Fevereiro/2011 (Post 2)


Santiago

Foi a terceira vez em Santiago (as outras duas estão registradas aqui), e continuo afirmando que a chegada na cidade sobrevoando as cordilheiras já é especial. O visual lá de cima é lindo! Pena que dessa vez estava bem nublado (o mal tempo, aliás, nos acompanhou nessa viagem. Ô azar), o que não rendeu fotos tão boas, mas ainda assim foi empolgante.

Chegamos e pegamos um taxi, por 25 dólares, até o hotel da vez, Ibis. Somos meio resistentes com o Ibis, que tem exatamente a mesma cara em todo lugar, pois achamos que faz parte do turismo um hotel com características locais, pra fazer parte do rol de lembranças daquele lugar. Mas, o Ibis de Santiago é do lado, quase dentro, da Estação Central, de onde partem os ônibus para Mendoza. Para facilitar a logística do dia seguinte, optamos por ele: novíssimo (inaugurado em outubro de 2010), confortável, wi-fi que não funcionou e nenhuma personalidade. Por pouco menos de 100 legais a diária, sem café da manhã (é óbvio que a gente optou por tomar café na rodoviária, ocasião em que você come pastel de manhã sem culpa :P).

Depois do check-in, por volta das 14h, paramos numa lanchonete na entrada da rodoviária para a primeira refeição chilena: empanadas fritas com cerveja chilena, Austral e Kunstmann, no maior estilo seja bem vindo a Santiago.

De lá, seguimos de metrô para Belavista em busca de um lugar pra sentar e comer/beber. Depois de caminhar até a Carniceria e Fiambreria Temuco para bater a foto clássica, que só o Gustavo Schumainous vai entender, sentamos num bar bacana no Pátio Belavista, o Le Fournil e, por ordem do calor, comemos uma salada. A minha acompanhada de outra cerva chilena, a Kross Golden Ale (gostosa, imponente, ruiva, mereceu meu respeito, e depois descobri que andou sendo premiada por aí) e o Vinicius de um pisco sour. Bem vindo ao Chile :)



Depois de uma cochilada daquelas de quem pegou avião em Brasília às 05h40, fomos pra nossa janta com show típico reservada no Bali Hai, indicado por uma amiga e confirmada a indicação por mim através de várias opiniões favoráveis em sites e blogs de turistas que, como eu, se dispõe a registrar as experiências e passar o "como faz" pras pessoas. Agências de viagens estão fadadas à morte.
Pois bem. Fomos de metrô até a estação Escuela Militar e de lá caminhamos uns 3 km até o restaurante. Foi quase o melhor da noite. Andamos por uma área residencial belíssima. Parecia o interior da Holanda. Casas bonitas, jardins fofos, ruas limpas.
Do lado de fora do restô, várias réplicas de moais te lembram que o lugar é típico do Chile. Na entrada, somos recebidos por uma bela moça de saia e fartos seios cobertos por uma espécie de top de côcos, flores no cabelo, que te fazem ter certeza que estás na Polinésia , e que coloca em você um colar de......sei lá...carnaval?

Até nossa mesa, observei a decoração da casa, com as paredes cheias de plantas fakes, estátuas, esculturas... pelas plantas me senti numa floresta, e me lembrou bastante a decoração do RainForest Cafe, em Orlando, que realmente deseja parecer uma floresta. Enfim. Nos 40 dólares estão incluído o show, um drink, uma entrada, prato principal e sobremesa. Tem várias opções interessantes no cardápio. Porém, na vida real, nada funciona. Parece tudo de mentira.

De drinks, escolhi uma caipiroska de morango (falei "sem açúcar", mas não dava porque já estava pronta) e o Vinicius um pisco sour de kiwi. Chegaram bonitinhos, o pisco do Vinicius num recipiente interessantíssimo, mas..... eca! A caipirosca doce de enjoar (é que com os morangos doces que aquele país produz, o açúcar só faz o doce passar do ponto mesmo) e o pisco de kiwi era quase como pasta de dente.

Em seqüencia lógica, pedimos a carta de vinhos. Caralho. Um Casillero del Diabo custava R$ 50,00! Nem em Brasília com imposto de importação custa isso!
Mas a noite pediu uma birita, porque pelo visual do lugar e dos artistas do show tava percebendo que não ia passar de show de calouros ou espetáculo barato dos Estados Unidos comprados pelo SBT, sabe? Estudamos o cardápio e optamos por um Emiliana Syrah Reserva Especial, que custava uns R$ 50,00. Gostoso e ficou ainda melhor quando fui pechinchar por ele em site brasileiro e ele está por R$ 102,96. Não gosto de ser trouxa. 
A comida foi mequetrefe total, com direito a salmão duro e sem gosto, sobremesa sem nenhum sabor. A única lembrança de comida razoável foi do ceviche de salmão que pedi de entrada. Ainda assim podia melhorar muito se, por exemplo, o salmão fosse fresco e não meio cozido/defumado ou velho (?).  

E o show...ahahahha....Começa com uma senhora cantora cantando Chuva de Prata em espanhol. Mesmo que a música seja originalmente espanhola, era breguíssimo! Depois um cantor com músicas italianas, com postura firme, braço direito erguido....muito show de calouros. O som da banda, algumas vezes, era tão agudo que parecia música programada de teclado. Depois entram os dançarinos. E é dança country, gaúcha, de casal. Eles até tiram uns casais pra dançar (nós fomos!) e tals. Outra horas alguns com máscaras de monstros que não sei qual o significado. Dai vem a parte da pouca roupa. A mulherada com barriga de fora e peito nos côcos requebrando pra lá e pra cá, os homens com vestimentas do tipo tarzan/índio fazendo uns tipos de guerreiros.
Saímos antes de o show terminar e pegamos um taxi de volta pro hotel.

No fundo, a gente se divertiu. Mas, com os 40 dólares por cabeça poderíamos ter ido num restaurante decente e sido mais felizes. Talvez o show seja legal pra quem nunca viu algo do tipo. Mas, se você já fez algum cruzeiro na vida, sabe aqueles shows que tem toda noite? É tipo aquilo. Ou algo do tipo show de mulatas no Rio de Janeiro pra turista gringo ver.

Santiago, Chile - Mendoza, Argentina - Fevereiro/2011 (Post 3)


De Santiago para Mendoza de ônibus

A estrada de Santiago para Mendoza é realmente muito bonita. As montanhas imensas e constantes, os penhascos logo ali, completamente acessíveis pela falta de proteção no acostamento da estrada, fazem o passeio ser muito interessante. São tantas curvas, tantas vistas, tantos cartões postais...









Infelizmente, demos um puta azar com o tempo, nublado quase sempre, a demora de absurdas 4 horas na imigração na Argentina, a chuva depois da imigração quem embaçou os vidros e não nos deixou apreciar o lago argentino e o belíssimo lago azul e, por fim, goteira no ônibus bem quase na minha cabeça.

Ainda assim, fomos agraciados com arco-íris dentre morros.
 


Compramos passagens em assentos regulares, digo, não era luxo, nem super luxo. Eram os assentos mais baratos, mas tem opção pra todo tipo: ônibus só com leitos que viram cama, ônibus mistos, ônibus com Wi-Fi. Mas, o importante é: poltronas na frente, no segundo andar, durante o dia e rezando pra não chover ! A viagem não é curta, pois em certos trechos o ônibus anda muito devagar, mas a paisagem, a pausa da imigração, e tudo mais te distraem todo o tempo. E mesmo o ônibus que fomos era bem confortável, e ainda servem um sanduíche decente e pepsi cola. Não fosse a pepsi cola e a goteira em cima de mim quando choveu, não teria do que reclamar. Ah, e o banheiro era péssimo, terrível e sem papel. Só conseguir mijar porque estava hiper apertada. Então, use o banheiro da rodô antes de embarcar. O da fronteira é ok, mil vezes melhor que o do ônibus.


O ônibus atrasou uma meia horinha na saída, zarpando umas 10h30. A previsão de chegada em Mendoza era 17h, mas só demos o ar da graça às 21h. Motivo do atraso: a fila de uns 5 ônibus para imigração no Paso Fronteiriço Del Libertadores, fronteira do Chile com Argentina. São filas separadas para carros, super rápidas, e ônibus, super demoradas.

Enquanto espera sua vez de mostrar papelada e abrir mala, dá pra comer algo nas várias lanchonetes que tem por lá, beber uma Quilmes e agradecer por ter se lembrado de levar casaco. A fronteira já é bem lá em cima e tem um ventinho frio constante e chato. Dá pra curtir a paisagem, fazer fotos e começar a se acostumar a ser feliz com os preços argentinos.


Coisa que nos impressionou foi como pedem gorjeta. O cara que coloca a mala no ônibus quer dinheiro, e até mesmo quando eles retiraram as malas do ônibus lá na fronteira, junto da Polícia Federal dos dois países, depois o motora da empresa passa pedindo dinheiro pro cara que tirou as malas. No banheiro da fronteira tem uma pessoa pedindo gorjeta. Vão se lascar. Tenho uma raiva dessa tal propina. Pode deixar que tiro minha mala...ou aumenta essa passagem em 0,50 centavos e já repassa pra todo mundo que tem direito ao extra. 

Chegamos em Mendoza embaixo de chuva, pegamos um táxi e fomos pro nosso "hotel".

Próximo passo: Mendoza (post 4)

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Santiago - Janeiro/2010

Pessoas, beleza?

esse post da viagem à Santiago, atrasadíssimo, vai sair graças à Lu Monte. Encontrei com ela, perguntei sobre a viagem dela, e ela, retoricamente, perguntou da minha. E eu fiquei lerdando tentando lembrar que viagem. Grave. Não sei se mais o fato de não lembrar de uma viagem que foi super bacana, ou acreditar que o fato da não lembrança é porque não registrei na minha memória virtual (blog). Whatever.

No início do ano tivemos a oportunidade de viajar com amigos: Mônica, Flávia, Leandro, Mianni e Maysa. Apesar de ser um local que já conhecíamos, conseguir juntar um grupo querido é tão difícil que fomos também. Perderíamos o show do metallica em São Paulo, mas achamos que valia a pena. Eles iam fazer Buenos Aires e Santiago. Nós resolvemos fazer só Santiago e já estávamos lá quando eles chegaram.

Ficamos no hotel Torremayor, excelente!!! O quarto gigantesco, tudo novinho, banheiro espaçoso, bem localizado, em Providencia (bairro boêmio) perto do da estação de metrô Los Leones.

Logo no dia que chegamos, andando por aqui e ali, resolvi olhar o jornal e adivinhem: teria show do Metallica naquela noite em Santiago. Caramba, Vanessa! O Metallica nas redondezas, como vc não se atenta pra isso? All right, 25 minutos depois do Vinicius impedindo com sucesso meu suicídio, resolvemos correr por local pra tentar ingressos. Corremos e tentamos, mas não conseguimos. Mas foi divertida a procura. Só de tentar negociar com cambista em espanhol, ver a galera empolgada, os fãs caracterizados, os adolescentes bebendo escondido dos caribeños valeu a ida. E, por muita sorte, naquela mesma noite teve show do the Cranberries, uma das minhas bandas preferidas na adolescência, e eu sabia as letras! E, por sorte, eram em locais próximos. Daí rumamos pro The Cranberrries, compramos, entramos, cantei Linger de mãozinhas levantadas, gritei demais em Zoombie, tentei dançar como a Dolores O'Riordan, reclamamos um pouco da falta de empolgação dela e fomos embora felizes da vida.

Dicas:
  • vá ao supermercado (são mais baratos que nas lojas de vinhos), compre mil vinhos deliciosos por 7, 10 pesos, no máximo, e dê um jeito de trazer. Nós compramos 12 garrafas, dentre reservas de Tarapacá, Montes, reserva da Colcha e Toro e trouxemos na raça, numa bolsa tipo CVC. Mas a moça da TAM deu a dica de colocar em caixas de papelão e despachar mesmo, nunca dá problema. Bem que tentamos, mas no supermercado não tinha caixa de papelção. Eu sei, fui enganada.
  • Restaurantes Elídio e Giratório: pertinho do hotel. ficam no mesmo prédio, mas o Elídio é no  primeiro andar, se não me engano. Refeição farta e barata. Já o Giratório é interessante, porque gira. Fica lá no alto, vai girando e a vista das montanhas é super agradável. Vá num fim de tarde. Mais caro e mediano, mas acho que vale a pena a vista.
  • Restaurante Mestizo: no parque Mestizo, um locar super agradável, com atendimento ótimo, comida idem e um pouco caro. Mas, vc está de férias, vc merece. E não deixe de ir ao banheiro, que é massa.
  • Valparaíso e Viña Del Mar: fizemos as duas num dia só. Fomos de bus, tradicional, na rodoviária tem aos montes, até  Viña Del Mar. Chegando lá, já fomos recepcionados por milhares de agência de city tour e acreditamos no "pra brasileiro é mais barato". Foi barato mesmo, talvez uns R$100,00 para os dois, com city tour em Viña del Mar e Valparaíso. Viña del Mar é bem balneário, cidade fofinha, mar azul (e gelado! sim, eu coloquei os pezinhos...). Além do relógio de flores, tem Muai no Museu Fonk e tivemos a sorte de encontrarisso, pois aqui em Brasília nunca conseguir ir. Estava bem na frente do restaurante ruim e caro que eles nos indicaram pra almoçar. E como gastamos um tempinho nessa brincadeirinha, almoçamos no restaurante caro mesmo, já que a van estava bem na frente. Depois fomos à Valparaíso. Visitamos La Sebastiana, uma da casas de Pablo Neruda: uma casa super fofa, tipo eu quero morar aqui. Tinha uma vista fenomenal do oceano, e uma decoração super estilosa. Não é sofisticada, é de personalidade, sabe? Subimos num dos vários elevadores da cidade, tiramos foto e that's all.
  • Trem do Vinho: um passeio bem legal, apesar de alguns detalhezinhos. A gente sai de bus de Santiago e vai até San Fernando, no vale de Colchaqua, de onde saí o trem. Esse translado está incluído no pacote. A maria fumaça, de 1913, tá meio detonada, mal cuidada, mas mesmo assim tem seu encanto. Durante o trajeto do trem até Santa Cruz, tem o que eles chamam de show de música folclórica (um cara com uma sanfona tocando e cantando músicas em espanhol. Se são chilenas, não sei), degustação de vinhos e eles servem queijos e frutas. Ao chegar em Santa Cruz, destino final da maria fumaça, somos recebidos por uma apresentação de dança de música típica. Bem fraca e tosca! Aproveitamos o tempinho pra tirar umas belas fotos com a maria fumaça. Daí pegamos um ônibus e vamos até alguma vinícola (não me lembro o nome) e foi onde almoçamos marromeno(almoço tb incluído no pacote). Mais tarde, fomos a outra vinícola de ônibus e voltamos pra Santiago. Resumindo: de trem, o passeio tem bem pouco. Custou uns 100 dólares e eu acho que se custasse menos seria mais justo. Pelo menos dá pra ficar bêbado de tanto degustar.
  • Tivemos a sorte de ver a exposição do Exército de Terracota lá!
  • Como Agua para Chocolate: um restaurante bem bacana em Bela Vista, outro bairro bohemio. Comida gostosa, ambiente legal, atendimento mediano. Não lembro bem o valor, não é caríssimo de não ter como ir, mas tb não é barato. E se for fazer reserva, e tiver em 6 pessoas, reservem a mesa de cama. Sim, é isso mesmo. 
  • Artesanato em Pueblito de los Graneros el Alba. É o destino final de alguma das linhas de metrô, não me lembro qual. Tem bastante artesanato e artigos de decoração, de todos os valores. Vale a pena ir. É bem no pé das Cordilheiras e é cheio, mas cheio mesmo, e gatos fofos. 
  • Parque Arauco: o parque Arauco é um parque e um shopping. O parque não abre às segundas, mas o shopping sim :) O parque é pequeno e nem compesa perder tempo lá, mas no shopping, sim! Tem um ônibus grátis do shopping que faz uma rota passando por alguns hotéis da cidade em horários definidos. Dá pra ir e vir com esse bus e é uma boa, já que ele fica mais afastado.  Apesar de ser um shopping, que geralmente é igual em todo canto, tem umas lojas bacanas de decoração, algumas pontas de estoque e uns restaurantes bacanas. Se tiver tempo, vá!
  • Suba ao Morro San Cristobal e vá ao zoológico. A vista lá de cima do morro é linda, além de ser um símbolo da cidade. 
  • O zoológico é muito bacana, mas não consegui ir dessa vez. Uma pena. Ainda mais que quando fomos tinha nascido a pouco 5 tigres brancos! E eles estavam sendo expostos em horários específicos, mas quando descobri isso, não deu mais tempo de programar. Dois foras de pateta: show do Metallica e tigres brancos bebês.
  • Mais dicas aqui. É o post da viagem que fizemos em 2007, e tem coisas lá que não fizemos dessa vez..
  •  Pra fechar com chave de ouro, voltamos de classe executiva. Um luxo :) Detalhes aqui.
Fotos aqui.
Beijocas. Vanessa

Santiago - Sul do Chile - Buenos Aires - Bariloche - Dezembro/2007

Pessoas! Tudo bem?

Saimos de Brasília rumo a Santiago no domingo, dia 02/12/07, às 05:40 e chegamos em Santiago umas 15:00 (horário de lá). Nosso hotel era no centro, bem localizado e eficiente. Como qualquer centro em um domingão a tarde, a cidade estava morta! Pra compensar, o clima ótimo! Céu estupidamente azul, sem nuvens. Porém, ao olharmos para o horizonte, em direção à Cordilheira, há sempre uma névoa, produto dos vulcões que estão por ali. Fomos, então, ao zoológico. E ao caminho do zoo, passamos em frente a uma Carniceria e Fiambreria. O Vinicius quis uma foto, perguntei o porquê e ele respondeu: só o Gustavo vai entender essa foto. Enfim. Antes de entrarmos, comemos um sanduba, na porta do zoo mesmo. Um sanduba de carne, alface, tomate, queijo e abacate. Sim, uma pasta de abacate. Eles comem muito por lá. É uma fruta muito querida.

O zoológico de Santiago é muito bacana. De tão tosco que é! Os bichos todos ficam quase sempre muito perto dos visitantes. É possível, por exemplo, pros corajosos de plantão, colocar os dedos pela grade de alguns felinos selvagens, como o tigre branco, e sentir a textura do pêlo deles. Isso vale para 'n' outros bichos. Com raras excessões, não há grades altas, nem um cercado anterior, nem cercas aramadas impedido que um louco qualquer ou uma criança se jogue em algum dos "domicílios" dos bichanos. E não é raro ver crianças dependuradas nas cercas, a mercê de um ventinho mais forte. O camelo com aquele pescoção chega literalmente ao outro lado da cerca viva. Tinha umas pessoas tirando uma fotos de pertinho, até que ele deu uma boa espirrada, jorrando resto de algo verde que ele comia. Tem urso polar lá. E o vidro da piscina dele é decorada com imblemas da coca-cola. Achei fantástico!

De lá, fomos em busca de algum centro comercial comprar roupas. Nossa mala foi extraviada. E até voltarmos ao hotel, lá pelas 22:00, não tínhamos notícias dela. Então, era realmente necessário comprar mudas de roupas pelo menos para o dia seguinte! Além de toda a parte de higienização básica. De táxi, fomos a um centro de lazer da high society. Além de shopping, tinha uns restaurantes muito bacanas, uns barzinhos ajeitados. Ficamos por ali comendo, comprando..até que o cansaço bateu. Chegando ao hotel tivemos a boa notícia de que a mala chegaria naquela madrugada. Amém!

No dia seguinte, 03/12/07, teve City Tour. Aquela mesma coisa: todos numa van, com um guia falando um monte de coisas sobre um monte de lugares. De dentro do carro, a parte que mais me entreteve foi uma plaquinha num porta com os seguintes dizeres: "Necessita de chicas para barra. 18 a 25 años". E visita igreja, visita casa do governo, monumento disso, monumento daquilo. E numa das praças principais , em frente à Catedral, tem uma árvore de Natal gigante da coca-cola. Aliás, lá eles amam coca-cola. Mas tem que ser quente, ok? É comum o povo andar com umas garrafinha de coca pelas ruas, nos carros, como se fosse água. Tipo uma garrafinha de 600ml pra beber a manhã toda, sacou?

Almoçamos no mercado municipal, uma famosa Centolla! São uns carangueijos gigantes, que só existem em mares muito gelados. Cara que só ela, mas agrada só de ver servir! Vem uma garçonete com uma tesoura e vai cortando a casca, toda estilosa. A carne é parecidíssima com a lagosta. Esse da foto é o menor, para duas pessoas. Ainda tinha o médio e o grande!


De tarde, fomos visitar a vinícula Undurraga. Foi legal, apesar de na verdade termos pagado para irmos à Concha Y Toro. E de noite, fomos ao Restaurante Giratório. É um restaurante que fica no alto de um prédio e gira. Com as montanhas aos fundo, e o escurecer bem tarde, tipo às 21:00 fica bacana demais. E nem precisa ficar escolhendo a melhor mesa. Todas passaram perto da cozinha, perto do paino, perto do jardim de inverno. E aqui estávamos de companhia brasileira, um casal de lua-de-mel que conhecemos no passeio da vínícula. Voltamos de metrô e dormimos bem.

Na terça, dia 04/12, levantamos cedo e fomos bater perna pela cidade. Aproveitamos pra conhecer melhor uns lugares. Fomos ao Cerro San Cristobal, um grande monte no meio da cidade. Pode chegar ao topo por funiculares e teleféricos. De lá, vemos a beleza de Santiago. Uma planície cercada por montanhas, estas quase perpendiculares à cidade. Acabam as casas, começa o morro! Lindo! E ainda tem um monte de cachorro grande e carentes, que me deixavam enlouquecida! Almoçamos no restaurante do hotel esse dia, comida japonesa. Depois fomos numa região de comércio e batemos mais perna. Andamos pra lá, pra cá, voltamos por hotel e capotamos! No outro dia, era dia de irmos para Puerto Montt.

Puerto Montt 05/12/07 a 06/12/07

Chegamos à Puerto Montt pot volta de 13:00. Como nossa hospedagem era em Puerto Varas, a 16 km, levamos um tempinho até ficar realmente instalados. O hotel era uma gracinha. Qualquer menina acharia super charmosinho. Bem de frente pro Lago Llanquihue e do vulcão Osorno. A cidade é pequeníssima e, além da vista maravilhosa, não tem nada a se fazer. Quer dizer, o que se faz é apreciar a paisagem e comer bem. Tudo de bom, na verdade. É o ponto de partida para se cruzar a fronteira e chegar à Argentina pelos Lagos Andinos. Almoçamos num restaurante alemão, e o Vinicius traçou um belo joelho de porco. Eu fui de filet, altíssimo!! Agora pensem num local onde o salmão nos cardápios é mais barato que as carnes! Aquilo realmente me dava a sensação de "eu realmente estou em outro lugar do mundo".

A tarde fomos visitar Frutillar. Uma cidade minúscula, mas muito visitada pelo estilo alemão das casas (e aposto que também pela beleza de umas plantinhas que rolavam por lá). Há várias referências à música, em monumentos, enfeites, placas. Me parece que lá ocorre um festival de música chilena.

Além do salmão, outros alimentos típicos do local são os morangos e as cerejas. Vendem em qualquer birosca, são doces pra caramba e lindos. Parecem de desenho.





Essas armações no lago são as "fazendas" de salmão. Eles ficam ali um tempo, depois vao pro Pacífico e depois não me lembro mais.





Joelho de porco

06/12/07 - 06/12/07 Cruzando a Fronteira de Chile e Argentina


No dia 06/12 chegou a hora de cruzarmos a fronteira do Chile com a Argentina via Cordilheira dos Andes. Rolava uma baita expectativa, pois todos dizem que o passeio é fantástico. E é. Tirando o tempo nublado que nos privou da belíssima visão do vulcão Osorno e Cabulco, no início do dia, a paisagem é de deixar sem ar. O passeio é feito com 4 ônibus    e 3 catamarãs, alternadamente. Saimos de Puerto Varas por volta de 09:30.

Pegamos o ônibus em Puerto Varas, para um percurso de 2 horas. O destino é o Petrohue, onde pegaremos o primeiro catamarã. Antes do destino final, paramos nos Saltos do Rio Petrohue, ou Lago Esmeralda, por causa da cor, que é realmente impressionante! Fica no Parque Nacional Vicente Pérez Rosalles.



Navegamos por quase 2 horas pelo Lago de Todos os Santos, chegando em Peulla, onde almoçamos. Peulla é uma cidadela perdida no meio das Cordilheiras. Possui 120 habitantes e uma paisagem lindíssima. Ao desembarcamos, entre as opções de irmos de ônibus ou a pé até o restaurante, prefirimos andar por volta de 1 KM. A cada 5 passos, dava vontade de tirar uma foto. Um estradinha tão simpática! Alguns turistas ficam em Peulla até o dia seguinte.

Almoçamos uma comidinha bem boa, e pegamos um ônibus rumo à Puerto Frias. Nesse trecho é que cruzamos a fronteira  fisicamente. Mais 2 horinhas de bus. Lá pegamos o  segundo catamarã, navegamos 20 minutos pelo Lago Frias e chegamos à Puerto Alegre. De Puerto Alegre à Puerto Blest, 15 minutos de bus, e estamos legalmente na Argentina. Passamos pela alfândega, nossa mala foi revistada. Daí embarcamos no terceiro e último catamarã, navegamos 1 hora pelo Lago Nahuelnuape até chegar ao Puerto Pañuelo.  E deste, mais 30 minutos até Bariloche. Chegamos à Bariloche por volta de 19:00.

É lindo de morrer! E olha que o dia nem estava dos melhores...






Bariloche - 06/12/07 a 09/12/07

Chegamos em Bariloche no início da noite. A cidade é muito fofa. Pequena, charmosa. Deu tempo de dar uma voltinha no comércio da cidade e fazer umas comprinhas. Principalmente de roupas para o frio. Putz, que frio! E é verão, hein! Com um bocado de roupas (ceroula, calça jeans, blusa térmica, outra blusinha, mais um de frio e o casaco azul das fotos, luvas e gorro) ficava confortável. Mas quando ventada......E ventava sempre.






Lá é bom de comprar tudo! CDs, roupas, cosméticos. Por exemplo, quauqer CD lançamento por lá sai por volta de R$ 20,00. Uma bolsa da Adidas que vi aqui na verdade comprei) de R$ 100,00, lá estava R$ 40 e poucos. Roupas esportivas, tênis, produtos de cabelo bem bons, tipo Kerastase, Loreal.....Uma loucura!! 

No dia seguinte rolou o city tour. Foi o dia de subir alguns morros com o teleférico e apreciar a vista. Que lugar lindo! Tudo parece perfeitamente no seu devido lugar, o lago, a montanha, as árvores. E tem um monte de cachorros São Bernardo pelas ruas. Gigantes! Não tirei nenhuma fotos. Se quisesse, teria que pagar pro dono deles. Há muitas lojas de chocolates também. Chocolates gostosos e baratos. Me arrependi de ter trazido tão poucos.

09/12/07 a 12/12/07 - Buenos Aires

Finalmente calor! Apesar de toda beleza vista até aqui, sofri de frio, viu! Chegamos em Buenos Aires por volta de 13 horas, num domingo. E lá estava o cari nha no aeroporto com a plaquinha Sra. Cordeiro. Fomos pro hotel, e pudemos observar a grande movimentação de preparação da posse de Cristina Kirchner, que seria no dia seguinte. Era aeroporo cheio, montagem de palcos nas praças públicas (pro famoso "show da esplanada"). Nosso hotel era bem localizado, e fomos dar uma volta a pé. Logo de cara, numa praça lá, que não consigo lembrar o nome, mas pode ser que seja Praça San Martin ou algo do tipo, vimos um gato enorme de coleira! O bichano parecia sem raça, mas era grande, gordo e tava de coleira. Achei o máximo! Depois fomos até a famosa Rua Florida, talvez tenhamos comprado alguma coisa, jantamos por lá e voltamos ao hotel.

No dia seguinte teve city tour. A mesma coisa. Um monte de lugares, com um monte de informações. Deu pra lembrar como a cidade é bonita e charmosa. Ao final, fomos despachados, por opção, no Recoleta, um bairro bem elegante com vários cafés e coisas do tipo. Escolhemos uma cervejaria, a Buller Brewpub, e fomos de pizza com cerveja. Lá servia o samples, uma amostra de cada um dos tipos de cerveja da casa. Pra leigos, como eu, é bacana provar todas logo em seguida. Deu pra diferenciar trigo, cevada, muito lúpulo, pouco lúpulo e mais umas coisinhas.


Acho que nesse dia de noite fomos ao Tango. Tivemos uma aulinha de tango antes do show começar. Muito divertido. No show de tango, paga-se em torno de R$ 150,00 por pessoa, isso inclui bebida (vinho, cerveja, água, refri) e a comida, que, aliás, tava muito boa! Dai, depois da comilança, começa a bela apresentação.

No dia seguinte, adivinhem? Fomos ao zoológico! Como aquele povo sabe se divertir. Logo na entrada do zôo, há um quiosque que vende ração pra gente dar pros animais. Isso torna o passeio muito mais legal. Os bichos ficam todos querendo a ração, já sabem que quando alguém se aproxima, provavelmente ganhará comida. Daí se amontoam na grade, olham curiosos. Os patos te seguem, as lebres também. Até pavão tem solto por lá. É muito diferente de zoológico do Brasil, com bichos presos e distantes.

Na foto aí estávamos esperando o urso resolver pular na piscina. Ele ia, passava a pata na água, fazia que ia, desistia, voltava....e nós numa expectativa. Depois uns 15 minutos, ou mais, desistimos.




De resto em Buenos Aires, batemos muita perna, andamos de metrô (que parece de filme de terror), aproveitamos os bons preços e estranhamos os beijos nos rostos que os homens se dão ao cumprimentarem. Isso é bastante comum por lá. E os gays também.

Quanto aos bons preços, além da Rua Florida, que já satisfaz bastante, lá tem um local onde tem umas pontas de estoques da Levi's, de marcas esportiva, como Adidas, Nike. Isso fica fora do roteiro turístico da cidade, obviamente. Peguei a dica num site  de alguma revista de viagem.

De volta pra casa, pegamos um avião excelente, com um super sistema de entretenimento. Existe um joystick em toda poltrona, além de uma telinha no encosto da poltrona da frente. Há varias opções de divertimento, como filmes, clipes, jogos, notícias. Foi o primeiro vôo da minha vida em que não se passou pela minha cabeça: já tá chegando? Primeiro jogamos "Cave Man"  e depois assisti Simpsons, o filme. O Vinicius veio vendo O Ultimato Bourne. Tinha altos filmes bons, novos, além dos clássicos, como Quem vai ficar com Mary. Show de bola.

Pra quem quiser ver todas as fotos da viagem, clique aqui. Só tem um detalhezinho. Estão em ordem inversa, ok? Da última pra primeira...



Beijos! Vanessa