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quinta-feira, 8 de maio de 2014

Paris - Abril/2014

Pessoas,

volta e meia fico pensando em lugares que quero voltar e como poderia fazer isso sem perder o foco da listinha de lugares a visitar antes de morrer. A lista de lugares desconhecidos é grande. Então, volta em um mesmo lugar tem que ser em uma oportunidade muito favorável. 

Paris se encaixou numa oportunidade de voar da Europa pra Ásia usando milhas. Partimos de lá para o Japão. E verificando preços das passagens de ida daqui pra lá, do trecho de milhas de lá pro Japão, férias e tudo mais, acabamos passando 6 noites por lá.

Foi ótimo! Mesmo com todas os percalços que falei aqui, a gente se divertiu até! 

A principal base de consulta para planejamento dos dias foi o blog Paris Lado B. Indico demais!!! É sobre o lado B de Paris. Juro :-) Cheio de dicas de restaurantes, cervejarias, bares, cafés e coisas legais e gratuitas na cidade.

Fomos de TAP de Brasília a Paris. Infelizmente, não conseguimos ir com o vôo direto de Brasília. Mas foi tranquilo. Brasília até Lisboa, Lisboa até Paris. Sem atrasos, tudo como programado. A tarifa de Bsb-Paris e depois Amsterdan-Bsb ficou em R$ 1.700,00 por pessoa.

Importante! Comemos mosca e não compramos o ticket certo para ir até o aeroporto Charles de Gaulle para ir embora. E formos abordados por fiscais que nos aplicaram a singela multa de 30 euros por pessoa. Ai, dói lembrar! Mas sabe o que deixou mais furiosa da vida nessa história? Que a merda da catraca da estação de trem que dá acesso ao Charles de Gaulle aceita a merda do ticket do metrô. Dai, achamos que tava tudo certo e fomos indo. Isso não é ou não é uma sacanagem?!?

Fomos para o Japão ver cerejeiras, mas em Paris também tinham várias delas. Ó que lindo!




Nessa onda de Paris lado B,  dessa vez alugamos um apartamento. O local foi esse aqui e eu recomendo! A cama era bem confortável, a cozinha bem equipada, o que permite fazer boas refeições em casa. Fica localizado no 19º arrodissement e perto de uma outra Paris, que lembra Amsterdam, Praga. Fica perto também de estação de metrô, de bicicletas (a famosa Velib) e mercados. O banheiro era um pouco desconfortável, mas nada que chateasse. Outra desvantagem é que fica no 6º andar e não tem elevador. Mas, não ter elevador na Europa é tão básico que, se você não for rico,  nem sei se devemos ter isso como desvantagem.  Custou 282 por 6 diárias.



Na chegada, pousamos em Orly. Fomos do aeroporto para nosso apartamento de trem. Fácil e tranquilo, cheio de informações pra todo lado. Sabendo a estação que se quer chegar, não tem erro.

Não compramos simcard (algo que, atualmente, é um dos itens que considero essencial numa viagem. Ter 3G muda TUDO). Como a gente já conhecia a cidade e o TripAdvisor tem um app de Paris que funciona offline, relaxamos. Deu certo. O app ajudou bastante e em casa a gente pesquisava o necessário para o dia seguinte.

Uma pausa sobre Paris. Super dica de viagem! Vocês sabiam que o Tripadvisor tem apps de guias de viagem que funcionam offline??? Pois tem. Já usamos de Paris, Tokyo, Kyoto, Berlim, Praga, Viena, las Vegas. Não vou dizer que substitui um 3G decente, mas quebra um galhão!!! O dos países Asiáticos tinham algumas informações falhas, mas ainda assim valem a pena. Existe esse app (que funciona offline) das principais cidades do mundo. Não viaje sem conferir. Segue link do Google Play (IOS deve ter tb) com os apps:https://play.google.com/store/search?q=tripadvisor&c=apps&hl=pt_BR

Uma coisa muito boa de ficar no 19º  arrodissement é que não havia turistas pelas ruas. Adoro estar em meio aos locais e observar simples hábitos cotidianos, como pais levando filhos para a escola, garotada batendo uma pelada antes de começar a aula (nossa janela dava vista pra uma escola), franceses com suas baguetes voltando para casa, pegando o metrô rumo ao trabalho.


Nessa região também havia muitos imigrantes, diferentes daqueles que mencionei acima. Esses não parecem ser ilegais. Vimos grandes comunidades de asiáticos e árabes.

Como no post que fiz em 2009 (cara, quanto tempo! Tô velha :-)), vou registrar por tópicos:
  • Louvre: eu já disse muito mais vezes nessa vida que queria voltar ao Louvre que voltar a Paris. Que museu! Impossível ver tudo em um dia só. Impossível dedicar dois dias numa primeira ida a Paris para ele. Até porque cansa. Então, a segunda ida a Paris é a oportunidade perfeita para voltar ao Louvre. Foi lindo! Fui ver a Monalisa e o Código de Hamurabi de novo, lógico. Mas também batemos pernas lentamente pela parte egípcia e romana. Observamos as quinas e tetos, lindos de morrer. Sentamos e vimos as pessoas passarem. Observamos estudantes tendo aula. Fiz pose com a Vênus de Milo. Saímos para almoçar no McDonalds que fica no shopping do Carroussel du Louvre e voltamos pro museu. Sem correria, mas também sem perder tempo, como a vida tem que ser. Se é sua primeira vez, entra no site do museu e monte uma rota de interesse. Ele é gigantesco e se você não fizer isso perrerá muito tempo pensando onde ir. Dica boa para chegar no Louvre evitando a fila que se forma na pirâmide no térreo. Na Rua Rivoli, umas das que margeiam o imenso museu, há um toldo vermelho (foto abaixo) que indica a entrada do shopping Carroussel du Louvre. Descendo as escadas rolantes, logo depois de passar pela porta abaixo do toldo vermelho, há uma loja de conveniências e lembranças que vende ingressos, só em dinheiro. Não tem fila, ninguém sabe disso. Foi dica de um guia sobre o qual falarei abaixo.
Matilde e Monalisa 



  • Wego Walking Tour: é um tour a pé pelos principais pontos de Paris. Peguei a dica no Tripadvisor e recomendo muito! É aquele tipo de tour a pé que você paga o que quiser no final. O cara, Paul, é massa, engraçado e dá várias dicas da cidade. Vale a pena. O tour dura umas 4 horas e tem várias paradas para descanso. Não precisa ter medo de não conseguir.

O presidente da China estava em Paris, por isso as bandeiras chinesas na Champs-Elysées


  • Brewberry: um pequeno paraíso cervejeiro em Paris. Fechado às segundas. Cervejas europeias custam e torno de 4 ou 5  euros. Até menos. As americanas são mais caras. O mais legal do local é que eles resfriam a cerveja super rápido, tem um super geladeira lá. Então, todas as prateleiras estão inteiramente a sua disposição. Se você é cervejeiro, não deixe de ir.


Conta da Brewberry, o que indica que a trapista francesa  Mont des Cats não foi consumida lá :-) 

  • Velib: continua sendo extremamente útil e agradável. AMO aquilo. Em resumo, para quem ainda não sabe: em alguma das milhares estações de bicicleta, se faz um cadastro com seu cartão de crédito. Daí você pode pegar bicicleta em qualquer estação e devolvê-la em qualquer outra estação. Em toda estação tem o mapa das estações próximas. Os primeiros 30 minutos são de graça, e após meia-hora o preço ia ficando progressivo. Acontece que como Paris é bem pequena e concentrada, dificilmente você gasta mais que 30 minutos de bicicleta de um ponto a outro. A gente andou muito de bicicleta e, dessa vez, ultrapassamos a meia-hora apenas uma vez, quando resolvemos fazer um passeio noturno para ver a cidade iluminada. Econômico, eficiente e delicioso! É super tranquilo: os carros respeitam, têm faixas pra ciclistas, e não precisa de artigos de proteção tipo capacete. O único problema é que às vezes você pode não encontrar lugar para estacionar a bicicleta  ou não encontrar bicicletas disponíveis na estação de escolhida, então é bom ter opções em mente. Mas é fácil, tem estação pra caramba! E se quiser andar de bicicleta de saia, não tem problema. Aparece a calcinha, mas ninguém se importa. O Velib tem um app com a localização das estações e a quantidade de bicicletas disponíveis. Para aproveitar isso, tem que ter 3G ou wifi.  E agora eles têm aluguel de carro elétrico, acreditam?? Isso mesmo! Aluga o carro por algumas horas e o devolve na estação, igualzinho como se faz com as bicicletas. 


La Reine des Tartes. Isso é só uma parte dos pedidos. Foram 2 menus de 2 passos (entrada + principal) ou principal + sobremesa), 2 expressos, 1 porção de vinho, servido na jarra, que dava pra dois. A conta deu 36.60 euros.

Le Verre  Vole: prato principal e sobremesa.
Le Verre  Vole: sugestão de vinhos da casa e entrada maravilhosa (lula grelhada com molho de ervas dos deuses!). A conta deu 49 euros, com mais duas taças de vinho.

  • Lavinia: o paraíso para quem curte vinhos. Sem exageros. A loja tem um restaurante legal com comidinhas deliciosas e vários vinhos decentes em taça. Recomendo, mas aviso que não é barato.
Três pratos (sendo 2 entradas que tem tamanho bem bom, são as de cima, e um principal - no caso, polvo -, e 5 taças de vinho depois, a conta bateu nos 70 euros.

  • Jean Paul Hevin
    :  basicamente uma boutique do chocolate, ou patisserie de grife. Deixei a Ladurée de lado ao ler um comentário feito no meu blog predileto por uma chefe de cozinha brasileira que mora em Paris para passar reto da Ladurée e , depois, pedi dicas. Dentre várias indicações, passamos na frente dessa e entramos. Uma delícia!!! Mas, obviamente, muito caro. Qualquer doce, uns 6 euros. Nem tive coragem de pedir café para acompanhar (acho que custava 5 euros). Duvido que a Ladurée seja diferente disso (lembro que quando fui em 2009 comi um doce delicioso por 4 euros) e também não tenho cacife para comparações sérias, mas se quiserem conhecer algo diferente, fica a dica. 
A conta deu mais de 15 euros!
  • 19º arrodissement e arredores: essa área é super legal! Era o local do nosso ap e batemos muita perna por ali. O canal Saint Martin confere ao bairro características peculiares. Ora me sentia em Amsterdan, ora em Praga. As ruas são tomadas por parisienses, que gostam de correr na beira do canal, fazer SUP no canal. Bem gostoso. Na região tem vários cafés, restaurantes e lojinhas legais. Lá fica o Parc de La Villette, um imenso parque com atrações temporárias, como exposições, e outras permanentes, como o Museu da Música, que é super legal. Vale a pena para quem gosta de música e é obrigatório para quem sabe fazer música



  • A cidade de noite: cara, uma coisa que ninguém pode deixar passar e visitar os principais pontos turísticos de Paris a noite. A cidade fica ainda mais linda! Fizemos um passeio de bicicleta super legal. Por conta própria. Quase de graça. Nesse dia, ultrapassamos os 30 minutos gratuitos do Velib e pagamos 4 euros pelas bicicletas. E não esqueça de levar um tripé para as fotos ficarem legais.



  • Museus des Invalides em Paris (Museu das Armas): gente, descobri que o Vinicius gosta de museu de guerra. Sim, me dei conta disso depois de 12 anos de casada ;-) O Paul, guia doWego Walking Tour, sobre o qual falei acima, deu a deixa que era legal e pronto: o Museu das Armas entrou no nosso roteiro  imediatamente, deixando, mais um vez, o Pompidou de lado. Olha, é legal mesmo. Pena que grande demais! Vale a pena para quem gosta de guerra, de história e de moda. Sim, moda: as vestimentas eram super bem ornamentadas :-) 
  • Mercados municiais públicos: fomos ao Marché Saint-Quentin e ao Marché de la Porte Saint-Martin. Eles são perto um do outro. Vale se você tiver tempo sobrando em Paris ou for a segunda visita, como era nosso caso. Não é ruim, tem turistas por lá, mas acho que criei muita expectativa. São mercados de produtos frescos e só. Queijos, frutas, frutos do mar. O Marché Saint-Quentin é maior e tem uma lojinha legal de cervejas artesanais, a Terres de Biéres, que tem alguns rótulos gelados. Daí, você vai na loja do lado, compra um queijo fresco delícia, volta na loja de cervejas, pega um rótulo delícia e come lá pelo mercado mesmo.

Aquela entrada lá atrás com a placa verde é o Marché Saint-Quentin.
  • Mercados do dia a dia: olha, nem tudo nos mercados é tão barato assim. Com o euro a quase R$ 3,50, o que fica muito em conta é vinho nacional, cerveja europeia, chocolate Lindt (100g por 1,50 euros e sabores incríveis!), manteiga President. Carnes, legumes e frutas saem mais em conta que come fora, claro, mas não é assim de espantar, não. Uma posta pequena de salmão, por exemplo, uns 300 gramas, custou 6.76 euros. 10 ovos, 1 euro. 
Foi assim! De Paris, fomos para o Japão. 

Beijocas. Vanessa.

domingo, 27 de abril de 2014

Paris: impressões gerais. Abril/2014.

Pessoas,

mais sobre viagens. Viram que até mudei a foto de capa do blog? Substituí "Diversão e Arte" por "Viagem". Pois é :-)

Essa passada em Paris foi uma grande conveniência! O objetivo era ir pro Japão. Como estava cheia de pontos para milhas, resolvi seguir a dica do Nós no Mundo: usar os pontos e emitir as passagens da Europa pro Japão em classe executiva, o que será assunto dos próximos posts. 

Então, compramos pela TAP os trechos Brasília-Paris e Amsterdam-Brasília. Na ida, paradinha em Paris. Na volta, no aeroporto de Amsterdam para, na verdade, ir à Lisse, na Holanda, visitar o Keukenhof, o parque de tulipas da Holanda. Já adianto que esse é imperdível, imperdível!!!

A "paradinha" em Paris foi de 5 dias e confirmou, novamente, a minha tese já testada em Bruges: a segunda vez  em um local que a gente já conhece é tão melhor! Não tem ansiedade, não tem roteiro obrigatório a cumprir, você já sabe do gosta muito e repete. Tudo é mais calmo e sereno e você se permite fazer o que tem vontade. E assim foram nossos dias em Paris. 

Peguei muitas dicas no site Paris Lado B. Primeiro porque queria mesmo coisa não convencionais. E segundo porque queria dicas de lugares menos caros.

Sim, menos caros, porque barato não existe em Paris. O euro está extremamente desfavorável pra gente. Eu sei que quem converte não se diverte. Mas também não paga as contas depois. E, fora uma coisa ou outra que é mesmo bem mais em conta do que no Brasil (como chocolate Lindt ou manteiga President no mercado), a verdade é que eu voltei achando o Pão de Açúcar barato. E também já adianto: até o Japão consegue ser mais em conta que Paris. O site Numbeo confirma isso.

Sobre Paris, de forma geral, me decepcionei bastante. A cidade está suja. Cheia de pitucas de cigarro  e lixo no chão. O tal golpe do anel é frequente. Espere uns instantes em pontos estratégicos que você verá ele acontecer. O Google, inclusive, encontra várias páginas sobre o assunto. As áreas mais turísticas, como a área de fora do Museu do Louvre ou a Torre Eiffel, estão cheias de imigrantes com pinta de ilegal insistentes vendendo chaveiros da Torre Eiffel. Detalhe: é proibida a venda de qualquer coisa naquela região e quando há barulho de polícia, todos fogem correndo em uma mesma direção.

Isso dá uma sensação de insegurança tremenda. Além de tornar o local desagradável, pois eles são insistentes e estão todos conectados, inclusive com os que aplicam o golpe do anel. Ao invés de relaxar e curtir aquele lugar lindo de morrer,  você tem que ficar se preocupando com que está ao seu lado, com sua bolsa, sua câmara. Sério, desanima muito. Ainda mais com os preços de Paris.

Ouvi casos de roubo praticados por essas mesmas pessoas. Ah, tem também o golpe do abaixo assinado. Algum imigrante vai te perguntar se você fala inglês, daí pede para assinar um abaixo assinado ou sei lá o que que vai fazer com que dinheiro chegue na África e depois fica te pedindo esmola.

Eu não cansei de me perguntar como a prefeitura de Paris deixa isso acontecer. De qualquer forma, previnam-se. Aqui tem um bom post sobre os golpes aplicados pela Europa, e aqui sobre golpes em Paris. Convém ler isso aqui também. Ou seja, esse cenário todo não é de hoje. Sad, but true.

Na estação de metrô Les Halles, que era nosso caminho para ir pra casa, havia muita polícia com metralhadoras! Fiquei chocada e com medo, claro. Aliás, agora, fazendo esse post e conferindo o nome da estação no Google, descobri que aquela região é complicada, com venda de drogas e etc. Portanto, evitem!

Isso tudo dá um desânimo, né? Sou capaz de não voltar mais. Férias serve para espairecer as idéias, contemplar a vida e não pra ficar com medo de ser assaltada ou ficar planejando em como fugir de golpes.


A sorte é passamos boa parte do tempo no "lado B" de Paris, longe das multidões de turistas e menos suscetíveis aos tais golpes. Então, no final das contas, o saldo foi positivo e as lembranças são ótimas. Mas fica a dica: cuidem-se em Paris.

Beijocas. Vanessa.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Paris - Julho/2009

Pessoas!




O motivo (se é que precisa) da ida a Paris foi a visita que já tínhamos programado a um casal de amigos, em Londres. Então, como íamos a Londres, resolvemos passar antes em Paris e Bruges. Nós fomos receosos com duas coisas: não falamos francês e o francês é grosso e mal educado. Então, aprendemos poucas palavras soltas e diretas, como bom-dia, boa-tarde, obrigada e por favor (o Vinicius conseguiu aprender algumas mais) e uma única frase complexa: eu não falo francês. E quanto à grosseria, não tínhamos o que fazer. Paciência. Fomos! Não sei se porque a gente é bonito, ou temos cara de ricos, ou de pobre, ou sei lá o que, mas ninguém nos tratou mal. Foi super tranquilo, e sempre assim: chegávamos, falamos os cumprimentos em francês, às vezes explicávamos que não falamos francês em francês, mas muitas vezes perguntávamos em inglês se podíamos falar inglês. E assim foi feito e deu tudo certo.

A partida (aeroporto de Brasília)
Já no aeroporto, tivemos contato com culturas bem diferentes. Conhecemos um casal de Rondônia, que estavam conexão em Brasília. Eles estavam com indo pra Europa também, encontrar os filhos que moram. Nosso encontro foi assim: quando acabamos de fazer check-in, logo depois deles, eles perceberam que íamos pegar o mesmo vôo. Daí perguntaram se poderiam ficar conosco, pois estavam com medo de não conseguir embarcar ou embarcar no avião errado. Dissemos, obviamente, que sim, sem problemas. E ficamos batendo papo. Eles moram na área rural de Rondônia, não sei bem onde. Eram bem matutões. O senhor já tinha ido à Europa visitar o filho, era mais descoladinho. Já a  senhora morria de medo da escada rolante. Nunca tinha visto uma. Ficava sempre muito acanhando e olhando meio de lado, parecia que estava numa selva! Impossível não imaginá-la na Europa. E, como o senhor disse que a comida da Europa era muito ruim, eles tinham despachado uma mala de comida pra agradar os filhos. Comida frita! Mais especificamente porco frito. Todas as partes dele. Acho que galinha caipira também. E eles tinham saído de casa de madrugada, chegado em BSB 6 da manhã, ficaram o dia todo no aeroporto, iam embarcar de novo só 16h, viajar a noite toda, chegar em Lisboa 6 da manhã, horário de lá, e fazer novamente outra conexão até Milão, pra onde eles iam. Queria saber se a mala chegou, e como chegou. 
Na hora do embarque e emigração, o agente me fez uma das mais belas perguntas: "você é maior de idade?" Adorei! É que quando é menor de idade, a emigração é diferente. Embarquei feliz!
A TAP - a TAP é foda. Os aviões são apertados como os da GOL pro trecho Brasília-São Paulo. Achei que isso nem podia, afinal são quase umas 10 horas de vôo. E viva nossa TAM (ou a primeira classe de qualquer delas, meu novo sonho de consumo).

Em Paris
Vai se complicado escrever sobre Paris sem repetir mil vezes as mesmas palavras. Linda, impressionante, magnífica, grandiosa, romântica. Paris é tudo isso. E a cada esquina. Acho até que é a terra do advogado imperial mundial Alguns conceitos vão se formando quando estamos por lá. Um deles é de que o homem é capaz de construir e erguer qualquer coisa. O outro é que Paris deveria ser a última cidadea ser conhecida na sua vida. Porque depois de Paris, é difícil ficar impressionada ou embasbacada com qualquer outra
Acredite e siga:
  • Os vinhos deliciosos e baratíssimo. Entregue-se a eles. Dedique todo o euro das bebidas com vinhos Bordeaux e Borgonha. 
  • A água da torneira é potável. Pode tomar sem medo. Foram raras as vezes que compramos água. E os restaurantes servem a água da torneira sem cobrar nada.
  • Os cosméticos: pra quem usa produtos da La Roche, Bioderme, e ainda outros que não conhecia a marca ou os preços pra comparar, prepare-se. Você os encontra nas farmácias, em prateleiras gigantes e recheadas de mil marcas e tipos, e é tudo uma pechincha! Por exemplo, o Melani-D, um produto pra manchas, que aqui custa uns R$ 100,00, eu comprei lá por 19 euros. Protetor solar da Bioderme, com base, que aqui custa de R$ 70,00, eu comprei por 11 euros.
  • As mercearias/mercadinhos:  de enlouquecer. Você encontra água por 1 euro, Perrier grande por 1,30 euros, cerejas 6 euros o quilo, cerva francesa por 1,30 euros. Os vinhos, se baratos nos restaurantem imagina nos mercados. Meia garrafa de Bourdeaux por 2 euros! E ainda mil tipos de queijos, pães deliciosos....Sempre bom ter algo na mochila e no quarto do hotel. Se quiser, você não precisa nunca comer em um restaurante. Ah! E lembre de levar abridor de garrafa e lata e saca-rolha.
  • Tente esquecer o metrô. Só use em distâncias consideráveis. Ande a pé ou de bicicleta, porque Paris é bonita demais pra ser vista por baixo. Ela foi feita pra ser vista por cima, com calma, parando, pra te impressionar a cada quarteirão. 
  • Cuidado ao programar o dia, par não deixar várias coisas num horário apertado. Andando até seu destino, você vai querer parar mil vezes pra ver e tirar fotos de vários monumentos, entrar em várias lojas...É assim: do nada, aparece uma gigantesca igreja do caralho que, se fosse numa cidade aqui no Brasil, será A atração da cidade. Pois lá em Paris nem no mapa ela está.
  • Prepare-se, fisicamente: turismo cansa, e a Europa cansa muito! A gente acordava por volta das 7 da matina, e ia dormir por volta de meia-noite. Todos os dias. O pé lateja, é muito tempo em pé nos museus ou atrações.  
  • Vélib: o governo francês estimula o uso das biciletas. Funciona assim: em alguma das milhares estações de bicicleta, se faz um cadastro com seu cartão de crédito. Daí você pdoe pegar bicicleta em qualquer estação e devolvê-la em qualquer estação. Em toda estação tem o mapa das estações próximas. Os primeiros 30 minutos são de graça, e após meia-hora o preço ia ficando progressivo: 1 euro, a segunda hora 2 euros, e por aí vai. Acontece que como Paris é bem pequena e concentrada, dificilmente você gasta mais que 30 minutos de bicileta de um ponto a outro. A gente andou muito de bicicleta e nunca ultrapassamos a meia-hora. Econômico, eficiente e delicioso! É super tranquilo: os carros respeitam, têm faixas pra ciclistas, e não precisa de artigos de proteção tipo capacete. O único problema é que às vezes você pode não encontrar lugar para estacionar a bicicleta  ou não encontrar bicicletas disponíveis na estação de escolhida, então é bom ter opções em mente. Mas é fácil, tem estação pra caramba! E se quiser andar de bicicleta de saia, não tem problema. Aparece a calcinha, mas ninguém se importa. 
  • Tenha sempre um guia turístico em mãos. As igrejas, jardins ou museus ficam bem mais interessante quando você está lá e pode ler sobre eles, saber o porquê de algumas coisas e aprender algo. O da Folha de São Paulo é excelente. Se quiserem um menor, levamos também o Guia Essencial Paris, da Ciranda Cultural. Quebrou um galhão.
  • Compre uns doces na Ladurèe (Champs-Élysées) e sente-se num jardim para saboreá-los. Fizemos isso no jardim da Torre Eiffel. Foi inesquecível!
  • Observe nas pessoas a liberdade na forma de se vestir, dos penteados e tente trazer isso pra sua vida. Livre-se das formas enlatadas.
Chegamos no Charles de Gaulle. Aeroporto gigante, com um emaranhado de esteiras rolantes de revestimento transparente que se cruzam no ar no meio do aeroporto. Bem interessante. De metrô, fomos pro hotel. Andando na ruas, fiquei impressionada com a quantidade imensa de Smarts,  Mini Cooper, e uns carros que nunca tínhamos visto nas ruas. É perceptível a forte tendência aos carros pequenos. Chegamos no hotel Charing Cross, check-in, banho e rua!
O Hotel Charing Cross
Nada de luxo. Mas foi bem satisfatório. Os atendentes eram bacanas, alguns bem divertidos, tinha elevador (sim, essa é uma consideração importante) e café da manhã. Fora a deliciosa baguete com uma manteiga fenomenal, o café da manhã era bem fraco: café, leite, croissant doce e salgado, um tipo de queijo (como assim um tipo de queijo? Era em Paris!), chá, biscoito tipo cream cracker e uma salada de frutas horrorosa. Pra quem não come leite nem açúcar, era complicado. Adoçante? Acho que eles nunca viram isso por lá. Tive, nem sempre por vontade, que comer açúcar. Coitado do meu pâncreas. No quarto tudo funcionava bem: controle remoto, chuveiro e descarga. Porém, acho que a roupa de cama (sabão em pó, amaciante, ou ácaro mesmo) me deu uma puta alergia. Logo fiquei toda empolada, nas regiões em contato com os lençóis: pescoço, rosto, braços. Melhorou dias depois de sair de lá. Assim é a Europa. Você gasta uma fortuna para ficar num lugar tosco, nada de táxi ou qualquer serviço de terceiros. E mesmo assim você quer voltar.

  • Primeira andada sem rumo: encontramos a Igreja Madeleine (enorme e linda). Infelizmente não encontramos o restaurante chamado Le Foyer de la Madeleinepois era bem a  hora de comer quando passamos por lá. Fomos em direção à Champs-Élysées atravessando a Praça de La Concordia. Por ali, comemos um crepe de rua bem vagabundo (já estávamos com fome) e uma cerva bem gelada! Nesse dia tava quente. O crepe foi uns 5 euros, e cerva 3 euros. A água também era 3 euros. Passeamos pela Champs-Élysées, entramos numas lojas muito legais (Reunault, Laurèe - essa com uns doces lindíssimos, deliciosos e caros, mas vale a pena provar aquilo!) e fomos até o Arco do Triunfo. Não subimos no Arco, pois já iríamos na Torre Eiffel e íamos tentar subir de balão. Pra ver a cidade de cima (ainda mais pagando em euros) já estava de bom tamanho.
  • De lá, rumamos pro Parque André Citroen, onde existe o balão  Ballon de Paris. Este balão mede o grau de poluição do ar da cidade. E também é possível subir no Ballon de Paris para ver capital  do alto, a uma altura de 150 metros. Não conseguimos, nem nesse dia nem em outro :( Os dias estavam todos nublados. Uma pena! Mas foi legal conhecer o parque, que é bem bacana. Cheio de gente descansando, dormindo, se divertindo. Ficamos lá comendo cerejas ( quem compramos por 3 euros 500 gramas), bebendo água (que compramos por 1 euro na mercearia perto do parque), olhando a vida passar. Lá tinha uma fontes, que jorravam água de baixo pra cima, e milhares de crianças felizes tomando banho e brincando. 
  • Louvre  - resolvemos ir ao Louvre a "noite" (entre aspas porque só escurecia às 22h). Era mais barato depois das 16h, 6 euros, e, provavelmente, mais vazio. Ótima escolha. Vazio não estava, mas estava tudo fluindo bem rapidamente. Acho que não demoramos nem 20 minutos pra comprar os ingressos e entrar no museu. E que museu! Se lá não tivesse uma mísera obra de arte, ainda assim aquele prédio deveria sre visitado. As paredes são lindas, os roda-tetos, o chão, as portas. É gigantesco! Tem que saber bem o que quer ver e seguir um rumo. E é difícil sair de lá: toda hora, no rumo da saída, víamos algoi maravilhoso que nós fazia desviar o caminho. Isso deve ter acontecido uma 20 vezes. Pra quem gosta mesmo de obra de arte, e entende do assunto, tire um dia inteiro pra ele. Quando finalmente saimos estava chovendo, então voltamos de metrô. Paramos pra comer, beber um bom vinho, para em seguida voltar pro hotel correndo e cantando o refrão de Ne Me Quitte Pas.
  • Museu Dorsay: 8 euros, mas tem horários mais baratos, também num local com arquitetura incrível, uma antiga estação de trem, às margens do Rio Siena. Não é imenso como o Louvre, mas é lindo e vale a pena a visita. 
  • Passeio de barco pelo Rio Siena: existem várias empresas de turismo que fazem em trajeto pelo rio parando em pontos específicos. Daí você compra o ingresso pra 1 ou 2 dias, e pode sair e entrar no barco quando quiser. Compramos o BATOBUS Paris, custou 8 euros pra 1 dia. Ele para em 8 pontos diferentes. Foi bem legal, a gente vai indo de um ponto turístico a outro pelo rio, ir vendo as pontes, dá uma descansada ou talvez uma cochilada :) De barco, paramos na Ilê de la Cité (onde vimos a Catedral de Notre-dame e almoçamos num restaurante bacana, um menu de 3 pratos por 12,50 euros. Não entramos também Sainte-Chapelle, pois a fila estava grande), Jardim das Plantas (onde tem um mini-zoológico, o Ménagerie, 8 euros e Museu da Historia Natural, 9 euros, mas coomo são pagos pode ser dispensados) e Torre Eiffel.
  • Torre Eiffel: pegamos uma filinha considerável, mais ou menos 1 hora até o primeiro andar, depois mais 1 hora pro segundo andar. Pra subir até o último andas, 13 euros. A torre é magnífica! A gente subiu no fim do dia e vimos o entardecer e anoitecer lá de cima. Foi lindo, apesar do frio. Paris é linda lá de cima também. Fizemos mil fotos lá de cima, depois que descemos, e quando ela aparecia ao fundo da paisagem também.
  • Jardim de Luxemburgo, Igreja Sainte Supilce, Fonte de Médice, Pantheon: pra passear, sentar um pouco no jardim e na escadaria do Pantheon, ler o guia e observar os franceses. O jardim é lindíssimo e a fonte também.
  • Arc de La Defense: é uma área moderna de Paris. O arco é gigante, e fica bem alinhado com o Arco do Trinfo. Paris é assim, estrategicamente pensada. Foi construído em comemoração ao bicentenário da Revolução Francesa.
  • Bastilha, Pompidou e Les Marais: muito legal. O Pompidou é foda por fora, mas não entramos. Ótimas lojinhas, barzinhos, cheio de gente esquisita, gays e judeus.
  • Palácio de Versalhes: impressionatemente belo e majestoso e caro. Pegamos o ticket de 25 euros, que dá acesso a todas as partes: palácio, jardins e palácios menores. O metrô leva praticamente na porta. Não são mais vendidos ingressos na estação de metrô, só lá mesmo. Portanto, tem que pegar as filas. É bom ir bem cedo ou algumas horas antes de fechar. O passeio demora umas 6 horas, se feito com calma (palácios e jardins). O audio-guia ajuda bastante, porque enriquece o passeio e te ajuda a ter uma visão mais profunda de tudo aquilo. Te diz os comos e porquês, assim como os guias em livros. Os jardins do palácio são fantásticos, a gente fica com vontade de tirar milhões de fotos. Almoçamos por lá mesmo (pratos por volta de 12 euros).
  • Les Invalides: jardim muito bonito (óbvio).
  • Moulin Rouge: custa 81 euros, sem jantar, com direito a uma garrafa de champagne por casal. Dura mais ou menos 1hora e meia . No início, era horroroso. Uns caras tipo paquitos dançando completamente fora do ritmo, de forma ridícula. Depois vem a graça:  Mas logo depois melhorou e ficou divertido com as bailarinhas todas de peito de fora. Isso mesmo. As mulheres dançam can-can e pulam todo o tempo sem sutien. Entre uns peitos e outros, tinha espétaculos circenses, tipo malabarismo, mágica e contorcionismo (os dois últimos bem legais). Teve, ainda, uma piscina de paredes transparentes que surge no meio do palco com duas cobras brancas dentro. Daí pula uma mulher lá (só de calcinha e peito de fora) e fica nadando com as cobras. Eu ainda não sei o que eu achei dessa parte. Interessante que conversando com um dos recpcionistas do hotel sobre esses cabarés, ele disse pra irmos nesse mesmo que era mais família. Sobre as outras duas opções que tínhamos visto, o Crazy Horse e o Lido, ele disse que não ia dar certo ir acompanhado. Pra quem quiser verificar....
  • Eurodisney: são dois parques, mas só fomos em um. O metro também nos leva na porta do parque, em 50 minutos. 13 euros o metrô + 51 euros o ingresso, por pessoa. Foi muito divertido!!! Chegamos no parque às 09:00 e saimos de 23:00, antes dos fogos, porque estava demorando demais. Nunca fui a Disney nos EUA e fiquei apaixonada. O parque é lindo, a gente brincou o dia todo. Tem uns brinquedos massa, simuladores, jogos, cinema 3D e a gente entrou na onda. Se o povo corria em direção ao brinquedo, a gente corria também. Mesmo que o número de pessoas correndo fosse menor que a capacidade do brinquedo. Lá tem o FastPass, que é uma invenção incrível: é um esquema que você agenda a hora que você vai em tal brinquedo. Assim, não precisa ficar horas na fila. VocÊ vai curtir e na hora tal vc vai no brinquedo que reservou. Bem sacado, né?
  • Igreja Sacré-Coeur: fica num bairro alto da cidade, o Montmartre. A igreja, como tantas outras, é legal, mas a vista não é das melhores. Não aparece nem a Torre Eiffel. E, pra piorar, ainda tem uns caras que ficam abordando a insistindo pra colocar umas pulseiras no braço da gente, de "graça", e insistem, e você diz não, eles insistem de novo. Um saco!!! Passeio bem dispensável. Pra compensar, na rua do lado da igreja tem uma super loja chamada Pylones. É uma Imaginarium da vida com coisas fofíssimas! Comprei várias coisas. A loja também existe em outros pontos de Paris e do mundo. No site tem tudinho.
  • Printemps: uma loja gigante, 2 prédios, cada um com uns 5 ou 6 andares, que vende roupas, sapatos, artigos para casa, cosméticos, perfumes. Pra quem gosta de roupas de marcas (tipo Gucci, Prada e afins) e artigos de luxo, tá no lugar certo. Mas tudo é caro pra caramba! Consegui um relógio da Swacht da Torre Eiffel por 43 euros. E só. Pra quem não pretendo gastar horrores, não vale a pena perder tempo lá.
Fotos aqui. Beijos!
Vanessa