quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Jalapão-TO


Pessoas,

mais um post feito pela minha amanda irmã, Andréia, que foi para o Jalapão com a amiga Ju e voltou cheia de vontade de ir de novo!

"Você sabia que o Brasil tem uma região desértica? E você sabe o que é uma região desértica? Aposto que pensou no Saara ou no Atacama e isso te dá meio certo. Uma região é considerada desértica não somente porque é composta de areia, areia e areia. Mas, sobretudo, por ser pouco habitada. E assim é o Jalapão, o deserto do Brasil.

Há poucas maneiras de se chegar até lá. Não sei nada sobre todas, só sobre uma: pela empresa de turismo Korubo e, não! Eles, infelizmente, não estão me pagando por isso.

A viagem começa em Palmas. Você vai, por sua conta, de sua cidade até Palmas. O hotel em que se hospeda é por conta da Korubo, quer dizer, você pagou por ele, né? É um hotel razoável, só pra uma noite ta ok! Tem ar-condicionado, box no banheiro e um excelente café da manhã [itens que eu considero importante]. No dia posterior à chegada, a aventura começa. De Palmas ao Jalapão são 300 km, mas a viagem dura umas 6h porque a estrada é todinha de terra e de um visual que é de acreditar que deus existe.



Um caminhão vai te buscar no hotel. Meninas, abusem do sutiã porque é um sacolejo sem fim. A primeira parada é na cidade Ponte Alta. Lá se almoça e troca de caminhão. O almoço é numa mini-pousada que mais parece uma casa. Comida super caseira, sem glamour, mas com sabor. Importante! Na troca do caminhão, peça ao guia para ir na “cobertura” do caminhão. O visual é des-lum-bran-te. Natureza riquíssima e estonteante de linda.




Após almoço e troca de carro, uma parada rápida no Canyon de Suçuapara. 




Então, na parada do almoço, ponha roupa de banho ou, se você for adepto ao nudismo, sinta-se à vontade.

Depois de muito sacolejo no caminhão, chega-se ao camping da Korubo. Eu nunca acampei e nem vou acampar. Lá não é um acampamento, apesar do nome. É um verdadeiro hotel diferenciado. As barracas têm cama [boa], vaso sanitário, pia e um espaço para as malas. O espaço é bem excelente. A comida que eles servem merece um capítulo a parte. Você acha que comida de mãe é boa? Precisa comer a comida de lá...





No segundo dia, após o café da manhã, saímos de canoa pelo Rio Novo. É super legal e seguro. Se você nunca canoou, não precisa ter medo. É fácil e uma delícia. Aquela paisagem toda e você lá deslizando sobre as águas. Até dá dó na hora que acaba. Importante! Sabia que o Rio Novo é um dos últimos do mundo com água potável?





Após o almoço, tem saída para as dunas e, se possível, leve um babador. Não vou me alongar sobre porque as fotos dizem por si. Retorno ao “camping”, jantar e cama.








No terceiro dia, tem saída pro Poço do Fervedouro que é uma nascente de água cercada por bananeiras e com fundo de areia branca. Por conta da pressão da água que nasce, é impossível afundar e a sensação é de flutuarmos nas águas. É bem divertido. E a água é morninha. 




Saindo de lá, fomos a um outro fervedouro que fica numa fazenda da Korubo. Almoçamos na fazenda e seguimos para a Cachoeira da Formiga. Bonita, mas ok! É que eu não sou dada à água. No retorno, paramos numa cidade chamada Mateiros para compra de artesanatos feitos com capim dourado. E ó! Nunca mais compro capim dourado que não seja lá. Uma bolsa que aqui custa R$ 200,00, lá custa R$ 20,00.

No quarto dia, fomos fazer a Trilha do Mirante da Serra, são 6km de andança. Nada muito pesado e nem muito leve, mas há casos de parada cardíaca no percurso. A gente sobe uma montanha que lá de cima dá uma vista panorâmica do Jalapão. De lá, também avistamos as Dunas visitadas no dia anterior. Da mesma maneira, não vou me estender porque é indescritível. Veja as fotos! Tá vendo aquela montanha ali? Vamos subir? 



No meio do caminho [repare que ao final da estradinha de terra, tem um carro. olha o tanto que se caminha]!



Chegamos. Olha o visual:


Vem pro Jalapão, gente!


Após, retorno ao “camping” almoço e tarde livre.

Último dia e hora de dizer adeus. Café e pé na estrada. Visita à Cachoeira da Velha, parada em Ponte Alta para almoço e Palmas.




Sobre a comida: nunca comi tão bem! Uma comida de-li-ci-o-sa. Comida de mãe, de vó, seja lá de quem você queira imaginar. Bem executada, simples e saborosíssima. O café é rico de frutas, pães, sucos, café, leite, chá, omelete e outras coisas que não me recordo. O almoço e jantar é sempre comida. Afinal, gastam-se um bocado de calorias por lá. Todo dia um cardápio, todo dia uma agradável surpresa. O melhor brigadeiro da vida, foi lá. Não tem Labecca, Marina, Maria Amélia, etc que concorra... Não tem!

Nos passeios que se estendem pela tarde, eles fornecem pequenos lanches como biscoito, sanduíches, sucos.

Ah! Uma parte importante: o banho! Para o banho, o banheiro é coletivo [homem separado de mulher, claro], mas super reservado e bem estruturado. O chuveiro é melhor que de qualquer hotel fino que já me hospedei. A água é aquecida e de uma temperatura que não dá vontade de nunca mais sair. É bem amplo e a luz que fica sobre o box é colorida. Além de tomar banho, faz uma terapia de cromoterapia.

Pelo que se paga [hotel em Palmas, todas as refeições, passeios, hospedagem no camping] eu acho que o preço é até barato. 

Considerações:
  • Descrevendo assim parecem que são poucos os passeios, mas não são. As distâncias são longas [do camping aos locais] e a estrada é muito, muito ruim. Então, leva-se um bom tempo no deslocamento. Leve um livro, mp3...
  • Não morra sem ir lá.
  • Reitero: não tenha preconceito por se chamar camping. É um hotel diferenciado.
  • Consideramos, Ju e eu, que lá é muito mais bonito e legal que o Safari que fizemos na África do Sul. Mas muito mais!
  • Não morra sem ir lá.
  • Considere levar uma roupa por dia, por exemplo, uma calça/bermuda/camiseta/meia para cada dia, porque os passeios nos deixam num estado de que não dá pra repetir a roupa.
  • Não morra sem ir lá.
  • Quando for, me chama! É capaz d’eu aceitar.
Até!"

Eu já era louca para conhecer o Jalapão, e minha loucura piorou.

Beijocas. Vanessa. 

quarta-feira, 30 de maio de 2012

IV Festival Brasileiro da Cerveja, 2012 - Blumenau/SC

Pessoas,

este ano fomos nos fartar na IV edição do Festival Brasileiro da Cerveja, em Blumenau. Aconteceu em março e, como disse aqui, zarpamos para lá depois de romancear pelo sul do país.

O festival foi sensacional! Muito melhor do que esperávamos. Aconteceu em março, durante 4 dias, no Parque Vila Germânica, o mesmo local onde ocorre a Ocktoberfest, e foi pura alegria. Além de cerveja, tinha também palestras sobre o temas, programação musical, protestos, competição (South Beer Cup) e alguns restaurantes da cidade fazendo as vezes da "praça da alimentação", fundamental para manter os níveis de glicemia adequados.

Pouca alegria foi a minha burrice de atualizar o software do meu celular e perder todas as anotações do festival, fato que me impedirá de fazer um post decente, reduzindo-o a quase um registro pessoal e nada inormativo. Em 4 dias, provamos dezenas de cervejas. Talvez centenas. A cada prova, gravávamos o nome da cervejaria, da cerveja e a impressão. Até batizamos os áudios de Podcast Blog de Nós Dois. E estavam ficando tão divertidos! A cada cerveja degustada, o nível de felicidade aumentava, assim como o humor nas gravações. Uma lástima perder tudo aquilo! Back up? Não, não fiz.

O festival começava por voltas 18hs e ia até 01 da matina. A gente chegava sempre umas 19h, bem jantados para aguentar o tranco sem pedir pra sair, e ia embora por volta das 23h. Ainda que estivéssemos num paraíso, cansava e depois de um tanto de degustação, qualquer gole fica mais ou menos igual.

Tinha gente de toda categoria: cervejarias maiores, cervejaria menores, microcervejarias, nanocervejarias, cervejeiros, consumidores, visitantes, importadores, comerciantes, representantes, famílias, pais, mães, filhos, amigos, garotas e garotos na caça, etc, etc, etc.

A entrada custava R$ 10,00. Lá dentro, era o seguinte: primeiro tínhamos que trocar o dinheiro em real pelas Ninkasi, a moeda do festival, e depois era só escolher o que degustar dentre mais de 500 rótulos diferentes, servidos em diversos tamanhos de porções, dentre cervejarias bem conhecidas como a Colorado, Backer, Wals, Bambergm, Eisenbahn, Season, dentre muitas outras, como os cervejeiros caseiros. Esses, para mim, foram a melhor parte do festival.



Para quem curte cerveja, é muito bom conhecer uma galera que produz cerveja no quintal de casa. Eles, sempre com um bom humor da porra e totalmente dispostos a mostrar seus produtos, explicar, provar junto e abertos a nossa opinião. A gente, quase sempre de cara com as delícias que saem dos quintais. Era ótimo parar em cada stand e bater um bom papo sobre cerveja!

Das cervejas caseiras, lembro das Stannis, DUM, Sambaqui (e sua excelente harmonização, foto abaixo), Fucking Beer, drei Adler, Alquimista, Cerveja Fortuna, Ogre Beer, Bier Hoff, Morada (e seu hidromel realmente muito bom), Brix, Palta (e sua fantástica rauchbier) e mais um monte que lembro da etiqueta, mas não do nome, da localização no pátio, mas não do nome, das pessoas com quem papeamos, mas não do nome. Shit!









O caso é que ano que vem tem mais, em março, acho que de 20 a 23. Então programe-se, porque é imperdível! Muitos sabores, muitas novidades, muitos bons papos, muita diversão! Não vá por poucos dias. Será uma tortura escolher o que beber dentre tantas opções.

Ah, registro que encontramos por lá os caras que tem a melhor carta de cervejas de Brasília, eleitos pela Veja Brasília Comer e Beber 2012, Alberto e André, do Agrippina Bistro, e o Flávio, da BeerMart. Devemos ter novidade chegando em Brasília, né rapazes? E também encontramos as "mamães" da Mamãe Bebidas. Não pestanejei: quando vi duas moças com a camiseta escrito Mamãe Bebidas, fui lá, cutuquei, disse que eu era a Vanessa de Brasília, cliente, e que elas eram minhas ídolas :) Ganhei abraços e sorrisos.


A Colorado tá de parabéns por levar tatoos fakes do selo Beba Menos Beba Melhor (apesar de que, no festival, o menos ficou de fora) e do seu mascote de ursinho pra gente se enfeitar. Eu peguei várias e ainda pedi mais. Devo ter pro ano inteiro!





No mais, visitamos a fábrica da Eisenbahn (pequenina, mas charmosa, com barzinho e petiscos muito bons e preços das biritas lindo de morrer, como a Lust por uns 60 reais, o licor de cerveja, BierLikör , por não lembro quanto, mas tipo metade do valor dele no próprio festival da cerveja).

Sobre o BierLikör, estou bebericando-o neste exato momento e não acho que pareça cerveja. Me lembra doce de leite/chocolate/baunilha. Tô achando enjoativo.

Pra fechar o post, o vídeo oficial do 1º dia do Festival, com explicações gerais sobre a idealização do evento e, melhor de tudo, essa que vos escreve quem estando no lugar certo, na hora certa, acabou dando entrevista \o/ Nada como uns vários copos de IPAs antes da câmara pra deixar a gente bem a vontade.



Detalhe: na entrevista, eu falo sobre a Wals Petroleum, que ganhou ouro na categoria Imperial Stout do South Beer Cup. Mais uma prova viva de eu sou o extremo oposto do Mick Jagger (mais sobre isso no post da Veja Brasília). Veja os outros ganhadores aqui.

Dedico este post à Marina, pessoa amiga querida fofa linda com quem trabalho, recém aprovada na OAB, que está, nesse momento, tomando uma Guinness e fez questão de me matar de inveja com uma foto no Facebook. Pra quem não sabe, a Guinness é a substituta oficial do meu café nas manhãs dos dias em que não devo nada a ninguém. Infelizmente e inexplicavelmente ela não pinta na minha geladeira há algum tempinho.

Beijocas. Vanessa.

domingo, 8 de abril de 2012

Rota Romântica brasileira e IV Festival Brasileiro da Cerveja.


Pessoas,


esse ano resolvemos prestigiar o IV Festival Brasileiro da Cerveja, em Blumenau (que vai ter post só pra ele, logo após esse). Daí, programando a vinda pro sul do Brasil, resolvemos vir uns dias antes e romancear pelas lindas cidadelas fofas floridas da Rota Romântica brasileira.

O roteiro completo foi: pousamos em Porto Alegre - alugamos um carro - seguimos pela BR 116 até Gramado - hospedagem de uma  noite  na Pousada Tango e festejamos o St. Patrick's Day no pub Santa Brígida - seguimos até São Francisco de Paula para 2 noites da Pousada do Engenho e conhecemos o Cânion Fortaleza - devolvemos o carro em Porto Alegre - pegamos um ônibus de Porto Alegre até Blumenau - 4 dias no Hotel Steinhausen para curtir o Festival da Cerveja e outras coisitas mais.

Para alugar o carro, utilizei o serviço de concierge do Cartão Visa (depois de tentativas anteriores frustadas, com cotações caras, devolução de carro em horário incompatível com nossos vôos, dessa vez a tarifa foi bem bacana - R$ 250,00 por 4 diárias, pela Avis), achando que o seguro do carro oferecido pela Visa já seria incluído na tarifa. Ledo engano.  Mesmo a reserva sendo feita pelo Visa que, teoricamente, tem uma parceria com a Avis tanto para o serviço de concierge como para a cobertura dos carros alugados,  ainda assim ouvimos ameaçazinha chata (do tipo "caso ocorra algum sinistro, o cartão demora para te reembolsar", "o seguro coberto com pelo Visa é uma relação entre você e a empresa do cartão, nos não temos nada com isso") na hora de recusar o seguro e manter a tarifa nos 250. Nos mantemos firmes e recusamos o seguro e percebemos o acerto da decisão quando nos entregaram o carro: um gol velho, cheio de pequenos problemas. Por exemplo, a maçaneta do lado do motorista estava péssima e toda vez eu entrada no carro pelo lado do passageiro e atravessava os bancos para chegar na minha posição de piloto; o carro fazia uns barulhos esquisitões, o pneu tava baixo demais). Até evitávamos ficar andando nele quando havia outra possibilidade.

Rota Romântica Brasileira.

A chamada Rota Romântica Brasileira fica entre a planície do Vale dos Sinos até o planalto da Serra Gaucha, e percorre aproximadamente 184Km de São Leopoldo até São Francisco de Paula, tendo como destaques estradas lindamente floridas e arborizadas, natureza exuberante à beira das estradas, cidadezinhas fofas,  etc e tal.

Saindo de Porto Alegre, pegamos a BR 116 e seguimos, calmamente, apreciando bem a beleza toda, até Gramado. 




Uma pena que as hortênsias não estavam bem. Já estavam escuras :( Então, com as hortênsias escuras já é lindo, imagina com elas bem azuis? Imperdível! Em compensação, por causa da época, todas as cidades estavam bem enfeitadas com coelhos e ovos. Uma fofura!

Destaque para o outlet da Arezzo, em Novo Hamburgo (bem na beira  BR, e tem várias placas avisando), e vários outras lojas interessantes, como antiquários. Paramos em Dois Irmãos, para comer um xis, e em Nova Petrópolis para um sorvetinho. O calor estava de matar!

Gramado

Ficamos na Pousada Tango, escolhida e reservada pelo booking.com, com tarifa de 109 realidades. Gostamos bastante! A pousada é bem bonitinha e decorada com apetrechos do tango. É limpa, bem localizada, café da manhã bem satisfatório, estacionamento, wi-fi gratuito, e atendimento super cortês. Ficaria de novo. 


Gramado continua linda. Ô cidadezinha bonitinha. Tudo perfeitinho, limpa, com plantas nos locais corretos. Foi ótimo ter voltado lá, ainda que tenha sido só por uma noite. É que não tenho saudade de visitar os pontos turísticos e tals, mas de apenas passear a pé pelas ruas, ver as vitrines bonitas, espiar as lojas de chocolates... Mesmo sem grandes pretensões, fizemos várias coisas legais.

No dia que chegamos, 17 de março, era dia St. Patrick's Day, padroeiro da Irlanda. Cervejeiros têm tradição de comemorar a data, bebendo cerveja e vestindo-se de verde. Googando onde festejar nosso St. Patrick's Day, descobri que o Santa Brígida Irish Pub, em Gramado, teria uma programação especial com banda e chopp verde. 

Pagamos os muitos 40 reais da entrada por uma camiseta, a banda e um chopp verde e fomos. De bom, teve os chopps da casa, por 6 reais. 






Uma delícia, de qualidade surpreendente. Destaque para o Golden Ale e Brigida Ambar. O chopp Abadessa, em compensação, era horrível. Opinião nossa, pois quando disse para o garçom que não gostei ele ficou impressionada, levemente irritado, e disse que ele já tinha sido eleito o melhor chopp de alguma competição que não lembro qual.


Também tinha chopp da Rogue Hazelnut e BrewDog 5AM, todos por 16 contos. Tomamos um de cada. O Hazelnut agradou, mas é bom em pequenas doses, como aperitivo mesmo. Cumpre bem a promessa de lembrar amêndoa. O 5Am da BrewDog era do caralho, mas não ficava na frente do chopp da casa, então, por lógica econômica, ficamos com os de casa a noite toda.

A banda era meio ruim. A camiseta era laranjada (???) e nos reservaram umas GG. 

A carta da casa é extensa e cara pra dedéu. Jesus! Uma Paulaner Weiss custa 28 reais! A Wheisthephan Vitus, 42. repito: 42. 

No mais, há um extenso quadro negro para os clientes deixarem suas mensagens e nós registramos a nossa lá. Ó que linda:






Esse zoológico é unanimidade! Todo mundo só fala bem. É muito parecido com o Parque das Aves de Foz do Iguaçu, e é como todo zoo devia ser: limpo, sem mau cheiro, agradável de andar, bichos em recintos decentes e com pinta de saudável, etc e tal. O Gramado zoo só tem bichos da fauna brasileira. A entrada é salgadinha, 20 reais por cabeça, e ainda cobram 8 reais pelo estacionamento (descoberto, na cara da entrada - achei completamente desnecessária essa cobrança). 

O trecho a ser percorrido é único, e eu adoro isso, porque aquela andança de lá pra cá no sol é bem desgastante. Na chegada, a gente passa por um viveiro de aves livres, leves e soltas. Uma delícia. 




 

mordeu meu pé :)


No caminho, passamos por emas, capivaras, macacos, onça pintada, onça pintada negra, puma, jacaré, flamingos. 

No meio do caminho há uma lanchonete lindinha (com pipoca e brigadeiro de colher - enlouquecedor) e no final do trajeto a gente cai numa lojinha, a la Disney :) Claro que, no livro de visitantes, a Bolachilda ficou bem registrada!




Indico muito a visita e, se tiver tempo, teste o safári noturno. Ouvi falar muito bem, mas não deu pra gente fazer.

Restaurantes em Gramado

Swiss Cottage


Apesar de atraente por fora, entrei nesse restaurante sem grandes expectativas, simplesmente porque ele ficava bem na beira da Avenida das Hortências, principal rua de Gramado, cheia de cheia atraindo turistas. Mas, era perto do hotel e do pub (fomos lá antes de ir para o Santa Brígida) e a gente não tinha muita referência.


Mas foi bom que só!


De entrada, fomos de bruscheta de brie com geléia de fisales, por R$ 12,00. Delícia, ainda que com a originalidade do pão integral com linhaça. 






De prato principal, eu fui de truta ao pesto com risoto de cogumelos, por R$ 39,00, e o Vinicius de côngrio em crosta de pilnhões, por R$ 47,00. Pessoas, o meu estava tão delicioso que nem registei a prova que fiz do côngrio. O tempero da truta estava divino, e o risoto também. Apesar de parecer estranho, os itens do prato combinaram.






Recomendo!



Esse a gente já foi empolgado porque tínhamos algumas boas referências. Só tivemos decepção nos preços, porque achávamos que seria muito mais caro!!!


A decoração do local é de embasbacar. Linda de morrer. Tirei tanta foto que parecia que estava na Casa Cor. Até do banheiro tirei foto. Saca só:






Para comer, precinhos lindos! Além das opções a la carte, o restaurante oferece o menu degustação, 2 entradas, prato principal e sobremesa, por R$ 65,00. Nossa opções foram:


1ª ENTRADA
Consomé Méditerranée
Consomé de Alho Poró ao Creme e Finas Ervas e 
Consomé de Champignon Paris ao Creme com Tabasco








2ª ENTRADA

Champignon Paris (Champignon Paris com recheio ao Catupiry e Parmesão ao Sauvignon Blanc e Requeijão com Ervas Finas) e 

Siri ao Béchamel (

Siri ao Bechamel Gratinado ao Forno):







PRATO PRINCIPAL
Crevettes au Shimeji (
Camarões ao Molho Shimeji, Vinho Chardonnay, Creme, Avelã, Amêndoa, Passa de Uva, Tomate Seco e Sálvia servido com Trufinhas de Mussarela e Manjericão, de Tomate Seco e de Castanha de Caju) e 
Médallion à Fraise (
Medalhões de Filé Grelhados servido com Penne ao Molho Quatro Queijos e Molho de Morango reduzido com Aceto Balsâmico e flambado com Cointreau):





SOBREMESA
Crème Brulée e  Gateau Méditerranée:




Estava tudo muito gostoso. 
O prato com molho de morango na carne é bem irreverente. Gostei, apesar de não ser um prato para muitas vezes. O que não gostei 
foi esse penne com molho quatro queijos, que não acompanhou bem a carne e ainda tirava um pouco do glamour do prato.



O prato de camarão estava 
fantástico. Mesmo!!! 


O creme brulée tava de comer de joelhos de tão suave e macio.



Pedimos um vinho, Reserva da 
família RAR, 2005, carbenet sauvignon/merlot, por uns R$ 90,00, 
servido no decantador, e ca
fé, servido com mimos:



Adoramos e recomendo. Aliás, o La Table D'or é quase obrigatório!


Caimos no Il Piaciere porque o La Caceria (um restaurante famoso de carnes de caça) estava fechado no almoço (só funciona a noite. Pode isso, gente?). 


Gostamos. No almoço, a gente escolhe a carne e se serve num buffet de saladas e acompanhamentos (meio fraco).


Pedimos uma boa picanha grelhada, para duas pessoas, por R$ 99,00. Olha o tamanho da porção, que já tinha sido mexida:



Ah, antes disso, o Vinicius, para relembrar os tempos de infância, pediu uma morcilla, pequena, só para viver uma nostalgia. Olha só a parte que voltou, porque a outra quase metade já estava no prato dele:


É isso. Para comida simples e farta vá de Il Piacere.

De Gramado, fomos para a Pousada do Engenho, em São Francisco de Paula.


Pousada do Engenho - São Francisco de Paula


São Francisco de Paula, ou seu Chico, é uma cidadezinha com algumas coisas interessantes: o lago, a livraria, a Pousada do Engenho, a loja Luz Divina, com moda evangélica e um incrível jardim maquiavélico em uma das esquinas da praça do lago. Veja a foto e observe a bruxa em cima da pedra. Não dá pra ver direito, mas abaixo tem um caldeirão de onde saia fumaça e os olhos da bruxa e da coruja ficavam acesos:





A Pousada do Engenho é um refúgio lindo, romântico e confortável. Descobri o ouro no blog Nos no Mundo e, desde que vi o post, fiquei louca pra conhecer. 


As poucas cabanas ficam cravadas em meio a tanto verde que eu me sentia no céu. Ar puro, canto dos pássaros.... Dentro da cabana, muito conforto com roupas de cama gostosas, lareira, banheira, som com opções de CDs muito bons (jazz, clássica), iluminação adequada. Enfim, um luxo!


Pela pousada, quadras de tênis, piscina, uma sala de jogos muito legal, banquinhos em lugares apropriados e o Gilberto, gato lindo querido molenga zarolho que recebeu muito afago da gente.




Daí, obviamente, tudo isso não custa pouco. Eu até achei cara demais da conta: 450 realidades, com café da manhã. Acho que uns 300 seria justo. Ou, pelo menos, incluir a janta no valor da diária atual (e o restaurante também é bem caro) e/ou o uso do spa.


Não me arrependi de ter ido e foram dois dias deliciosos, com lareira, banhos de banheira, muito verde, o gato Gilberto, equipe super simpática, comida muito gostosa, passeio de bicicleta, etc, etc, mas não iria de novo. Tenho a impressão de que existe pousada bem do tipo por metade do preço. 


O restaurante da pousada é o Casa de Babbete, delicioso! As porções são bem servidas para uma pessoa, e mal servida para duas.  Não tenho fotos legais de quase nada (nem da comida, nem da pousada), porque realmente relaxei. Mas destaco a sopa de feijão com macarrão (R$ 28,00) e o frango à mineira (R$ 48,00).

Mas, voltando a falar em preço, cara de tirar os dois rins é a pousada Parador Casa da Montanha, que conhecemos por ser o local de almoço de passeio ao  Cânion Fortaleza que fizemos.  A pousada tem cabanas com vista para a montanha e as diárias acima de 700 durante a semana, e pouco abaixo de 1000 no fim de semana! Só com café da manhã. Quase caí pra trás. As cabanas são fofas, o local é lindo, a vista é maravilhosa, mas, de fato, ela é muito menos bonita que a Pousada do Engenho e aquela vista e aquela cabana não valem uma diária de quase 1000 realidades. Não mesmo.

Basta lembrar que a diária no Tshukudu, na África do Sul, foi 450 reais em outubro do ano passado, com direito a 3 refeições bem decentes, lanches entre as refeições, 2 safáris diários, caminhada com filhotes de leão e convívio diário com os guepardos. Inacreditável, né?

Cânion Fortaleza

São Francisco de Paula está a uns 70km de Carambá do Sul, ponto de partida para   passear pelos cânions da região. Conhecemos o Cânion Fortaleza, localizado no Parque Nacional da Serra Geral, a uns 25 km de Cambará do Sul.

Optamos por comprar o passeio pela pousada, por R$ 175,00 por pessoa, com almoço. Apesar de estar com carro e poder fazer o passeio sozinho, a opção de terceirizar o passeio valeu a pena. O guia, Marcos, da Coiote Adventure, era bem legal e foi nos falando da região e tals. Batemos um bom papo. 


De Carambá do Sul até o cânion a estrada é de terra. E de pedra. Dá pra ir com carro pequeno, mas a estrada é ruim! Agradeci muito por não ter encarado a aventura no Gol fuleiro sem ar que tínhamos alugado na Avis.


O Cânion Fortaleza é incrível! Um dos maiores do Brasil e lindo, lindo. Fizemos uma pequenas trilhas para curtir uns "mirantes" antes de subir no topo da montanha. A subida, de uns 3 km, é bem tranquila, ainda que tenha pedras e seja quase uma escada. Vá devagar e sempre observando a paisagem toda. Curta o silêncio, aprecie o ar puro, a vista espetacular.


A entrada no parque é gratuita e, na verdade, não há a mínima estrutura turística. Não tem banheiro, lanchonete, nada. Ficamos por lá umas 2 horas, caminhando, parando para observar a vista, imaginando, agradecendo, pulando, descansando e suspirando. A natureza é foda, né?









O dia estava completamente favorável (palavras do guia, que vai lá todo dia!): lá de cima, víamos uma boa parte do litoral do Rio Grande do Sul e Santa Catarina!



Almoçamos na pousada Parador Casa da Montanha e foi muito bom. Comida deliciosa, vista linda,bom papo.

Enfim, o passeio é Imperdível!

Depois da Pousada do Engenho, o destino seguinte foi Blumenau para o atividade fim da viagem: o Festival Brasileiro da Cerveja, que terá post específico.


Voltamos para Porto Alegre para devolver o carro e fizemos o trajeto Porto Alegre-Blumenau de ônibus, porque os horários do vôos não eram nada compatíveis aos nosso. Comprei as passagens de ônibus pela internet, empresa Penha, 100 legais cada em semi-leito.


Devolvemos o carro no aeroporto e seguimos para a rodoviária de metrô. Fácil e barato. Tem uma estação dentro da rodoviária, praticamente. Saimos de Porto Alegre umas 21h30 e chegando em Blumenau às 7h. Econômico, eficiente e confortável (para uma noite, claro :))


Blumenau 

Em Blumenau não fizemos tantas coisas e ficamos bem conta da programação do Festival da Cerveja mesmo que, na nossa programação pessoal, incluia uma boa dormida quase a tarde toda :)


Ficamos no Hotel Steinhausen, escolhido por ser perto da vila germânica. Gostei bastante. Não tem nada demais, mas  perto do terminal de ônibus e de pontos de táxis e supermerados, é limpo, e vale a diária de 140 reais.


Além de sermos enrolados por dois taxistas, que deram voltas imensas e desnecessárias, rodamos a pé o centro da cidade, fomos à catedral, à loja da Hering (preços ótimos, variedade incrível), fomos ao shopping (almoço no Jin Jin Wok por 34,00 o quilo - com cortesia de café expresso no Rei do Malte), museu da cerveja, fábrica da Eisebahn ( que tem precinhos lindos de deus! A Lust custa menos de R$ 60,00) e no bar anexo à fábrica da Bierland.

Na comilança, fomos de pizza fuleira de shopping, subway, comida japonesa no Sushi Yuzu (bonzinho, com almoço executivo por 21,90, mas tepanyaki doce demias!), Bier Vila (bar da Bierland na Vila Germânica), Trattoria di Mantova (comida muito gostosa e com preço bem legal).


Uma coisa boa da cidade é que o google maps te dá todas as dicas para realizar os trechos de ônibus, com horários e linhas precisas. Uma beleza! 


Parque Beto Carreiro

Num dos dias em Blumenau, alugamos um carro na Localiza e formos ao Beto Carreiro, a uns 70km dali. Para curtir, esqueça os parques de Orlando. Se ficar comparando, vai ter um péssimo dia. Os dois ingressos custaram R$ 132,00 e o estacionamento absurdos R$ 22,00.

O parque é legal, bonito e os espetáculos são bem bacanas! Mesmo. Superou as expectativas . Gostamos de todos que vimos, desconsiderando o "Monga", classificado como espetáculo, e parece ter parado lá nos anos 90. 


Dos “inclusos”, vimos os o Extreme Show (que não perde em nada para o  Light, Motors, Action!  de Orlando, e você pode ver o grande final aqui) e o Acqua, com shows de contorcionismo, equilíbrio e humor leve. Tudo bem produzido, coisa phyna!

Para a hora do almoço, há duas opções de almoço com espetáculo pagos à parte. Optamos pelo West Selvagem, R$ 35,00 por pessoa. Espetáculo de humor, dança, música, beeem legal. A comida é bem fraca (arroz, maionese, salada, frango assado, bife de contra-file, farofa) e os talheres são revoltantes. Gente, olha o cabo desses talheres! Que horror.




Dos brinquedos radicais, nenhum me conquistou de verdade. Em orlando, descobri mesmo do que gosto: brinquedo com emoção e macio, daqueles que vocë verdadeiramente parece que voa. No Beto Carreiro, as montanhas russas não são macias. Dão muitos trancos e eu batia muito a cabeça! Fiquei toda dolorida no dia seguinte. 


Existem outros dois de queda livre que eu não me arrisquei. Primeiro porque ainda tenho trauma da “queda” da Sheikra, de Tampa, e segundo porque fiquei impressionada com o acidente na torre do hopi hari. E a torre do Beto Carreiro é muito maior.

Um parte negativa do parque é a quantidade de atrações a parte, inclusive o Portal da Escuridão, que faz o papel do trem fantasma, do qual, alás, senti muita falta.  Acho isso muito chato, especialmente para um parque que não tem tantas atividades assim para todas as idades. Ah, e 22 de estacionamento é um abuso. Cadê o PROCON? Sem falar nos talheres...

O zoológico é bem bacana e gostei muitos de ver os bichos bonitos em recintos bem cuidados.

Sobre aluguel do carro: alugamos pela Localiza, sofremos as ameaças de sempre qdo recusamos o seguro mas, dessa vez, fomos convencidos quando eles ofereceram de cortesia um carro uma categoria acima caso optássemos pelo seguro. Aí, sim :)

Blumenau foi basicamente isso. Para o aeroporto de Navegantes, clientes Gol tem transfer gratuito, e você pode conferir os horários aqui.


Beijocas. Vanessa.