domingo, 8 de abril de 2012

Rota Romântica brasileira e IV Festival Brasileiro da Cerveja.


Pessoas,


esse ano resolvemos prestigiar o IV Festival Brasileiro da Cerveja, em Blumenau (que vai ter post só pra ele, logo após esse). Daí, programando a vinda pro sul do Brasil, resolvemos vir uns dias antes e romancear pelas lindas cidadelas fofas floridas da Rota Romântica brasileira.

O roteiro completo foi: pousamos em Porto Alegre - alugamos um carro - seguimos pela BR 116 até Gramado - hospedagem de uma  noite  na Pousada Tango e festejamos o St. Patrick's Day no pub Santa Brígida - seguimos até São Francisco de Paula para 2 noites da Pousada do Engenho e conhecemos o Cânion Fortaleza - devolvemos o carro em Porto Alegre - pegamos um ônibus de Porto Alegre até Blumenau - 4 dias no Hotel Steinhausen para curtir o Festival da Cerveja e outras coisitas mais.

Para alugar o carro, utilizei o serviço de concierge do Cartão Visa (depois de tentativas anteriores frustadas, com cotações caras, devolução de carro em horário incompatível com nossos vôos, dessa vez a tarifa foi bem bacana - R$ 250,00 por 4 diárias, pela Avis), achando que o seguro do carro oferecido pela Visa já seria incluído na tarifa. Ledo engano.  Mesmo a reserva sendo feita pelo Visa que, teoricamente, tem uma parceria com a Avis tanto para o serviço de concierge como para a cobertura dos carros alugados,  ainda assim ouvimos ameaçazinha chata (do tipo "caso ocorra algum sinistro, o cartão demora para te reembolsar", "o seguro coberto com pelo Visa é uma relação entre você e a empresa do cartão, nos não temos nada com isso") na hora de recusar o seguro e manter a tarifa nos 250. Nos mantemos firmes e recusamos o seguro e percebemos o acerto da decisão quando nos entregaram o carro: um gol velho, cheio de pequenos problemas. Por exemplo, a maçaneta do lado do motorista estava péssima e toda vez eu entrada no carro pelo lado do passageiro e atravessava os bancos para chegar na minha posição de piloto; o carro fazia uns barulhos esquisitões, o pneu tava baixo demais). Até evitávamos ficar andando nele quando havia outra possibilidade.

Rota Romântica Brasileira.

A chamada Rota Romântica Brasileira fica entre a planície do Vale dos Sinos até o planalto da Serra Gaucha, e percorre aproximadamente 184Km de São Leopoldo até São Francisco de Paula, tendo como destaques estradas lindamente floridas e arborizadas, natureza exuberante à beira das estradas, cidadezinhas fofas,  etc e tal.

Saindo de Porto Alegre, pegamos a BR 116 e seguimos, calmamente, apreciando bem a beleza toda, até Gramado. 




Uma pena que as hortênsias não estavam bem. Já estavam escuras :( Então, com as hortênsias escuras já é lindo, imagina com elas bem azuis? Imperdível! Em compensação, por causa da época, todas as cidades estavam bem enfeitadas com coelhos e ovos. Uma fofura!

Destaque para o outlet da Arezzo, em Novo Hamburgo (bem na beira  BR, e tem várias placas avisando), e vários outras lojas interessantes, como antiquários. Paramos em Dois Irmãos, para comer um xis, e em Nova Petrópolis para um sorvetinho. O calor estava de matar!

Gramado

Ficamos na Pousada Tango, escolhida e reservada pelo booking.com, com tarifa de 109 realidades. Gostamos bastante! A pousada é bem bonitinha e decorada com apetrechos do tango. É limpa, bem localizada, café da manhã bem satisfatório, estacionamento, wi-fi gratuito, e atendimento super cortês. Ficaria de novo. 


Gramado continua linda. Ô cidadezinha bonitinha. Tudo perfeitinho, limpa, com plantas nos locais corretos. Foi ótimo ter voltado lá, ainda que tenha sido só por uma noite. É que não tenho saudade de visitar os pontos turísticos e tals, mas de apenas passear a pé pelas ruas, ver as vitrines bonitas, espiar as lojas de chocolates... Mesmo sem grandes pretensões, fizemos várias coisas legais.

No dia que chegamos, 17 de março, era dia St. Patrick's Day, padroeiro da Irlanda. Cervejeiros têm tradição de comemorar a data, bebendo cerveja e vestindo-se de verde. Googando onde festejar nosso St. Patrick's Day, descobri que o Santa Brígida Irish Pub, em Gramado, teria uma programação especial com banda e chopp verde. 

Pagamos os muitos 40 reais da entrada por uma camiseta, a banda e um chopp verde e fomos. De bom, teve os chopps da casa, por 6 reais. 






Uma delícia, de qualidade surpreendente. Destaque para o Golden Ale e Brigida Ambar. O chopp Abadessa, em compensação, era horrível. Opinião nossa, pois quando disse para o garçom que não gostei ele ficou impressionada, levemente irritado, e disse que ele já tinha sido eleito o melhor chopp de alguma competição que não lembro qual.


Também tinha chopp da Rogue Hazelnut e BrewDog 5AM, todos por 16 contos. Tomamos um de cada. O Hazelnut agradou, mas é bom em pequenas doses, como aperitivo mesmo. Cumpre bem a promessa de lembrar amêndoa. O 5Am da BrewDog era do caralho, mas não ficava na frente do chopp da casa, então, por lógica econômica, ficamos com os de casa a noite toda.

A banda era meio ruim. A camiseta era laranjada (???) e nos reservaram umas GG. 

A carta da casa é extensa e cara pra dedéu. Jesus! Uma Paulaner Weiss custa 28 reais! A Wheisthephan Vitus, 42. repito: 42. 

No mais, há um extenso quadro negro para os clientes deixarem suas mensagens e nós registramos a nossa lá. Ó que linda:






Esse zoológico é unanimidade! Todo mundo só fala bem. É muito parecido com o Parque das Aves de Foz do Iguaçu, e é como todo zoo devia ser: limpo, sem mau cheiro, agradável de andar, bichos em recintos decentes e com pinta de saudável, etc e tal. O Gramado zoo só tem bichos da fauna brasileira. A entrada é salgadinha, 20 reais por cabeça, e ainda cobram 8 reais pelo estacionamento (descoberto, na cara da entrada - achei completamente desnecessária essa cobrança). 

O trecho a ser percorrido é único, e eu adoro isso, porque aquela andança de lá pra cá no sol é bem desgastante. Na chegada, a gente passa por um viveiro de aves livres, leves e soltas. Uma delícia. 




 

mordeu meu pé :)


No caminho, passamos por emas, capivaras, macacos, onça pintada, onça pintada negra, puma, jacaré, flamingos. 

No meio do caminho há uma lanchonete lindinha (com pipoca e brigadeiro de colher - enlouquecedor) e no final do trajeto a gente cai numa lojinha, a la Disney :) Claro que, no livro de visitantes, a Bolachilda ficou bem registrada!




Indico muito a visita e, se tiver tempo, teste o safári noturno. Ouvi falar muito bem, mas não deu pra gente fazer.

Restaurantes em Gramado

Swiss Cottage


Apesar de atraente por fora, entrei nesse restaurante sem grandes expectativas, simplesmente porque ele ficava bem na beira da Avenida das Hortências, principal rua de Gramado, cheia de cheia atraindo turistas. Mas, era perto do hotel e do pub (fomos lá antes de ir para o Santa Brígida) e a gente não tinha muita referência.


Mas foi bom que só!


De entrada, fomos de bruscheta de brie com geléia de fisales, por R$ 12,00. Delícia, ainda que com a originalidade do pão integral com linhaça. 






De prato principal, eu fui de truta ao pesto com risoto de cogumelos, por R$ 39,00, e o Vinicius de côngrio em crosta de pilnhões, por R$ 47,00. Pessoas, o meu estava tão delicioso que nem registei a prova que fiz do côngrio. O tempero da truta estava divino, e o risoto também. Apesar de parecer estranho, os itens do prato combinaram.






Recomendo!



Esse a gente já foi empolgado porque tínhamos algumas boas referências. Só tivemos decepção nos preços, porque achávamos que seria muito mais caro!!!


A decoração do local é de embasbacar. Linda de morrer. Tirei tanta foto que parecia que estava na Casa Cor. Até do banheiro tirei foto. Saca só:






Para comer, precinhos lindos! Além das opções a la carte, o restaurante oferece o menu degustação, 2 entradas, prato principal e sobremesa, por R$ 65,00. Nossa opções foram:


1ª ENTRADA
Consomé Méditerranée
Consomé de Alho Poró ao Creme e Finas Ervas e 
Consomé de Champignon Paris ao Creme com Tabasco








2ª ENTRADA

Champignon Paris (Champignon Paris com recheio ao Catupiry e Parmesão ao Sauvignon Blanc e Requeijão com Ervas Finas) e 

Siri ao Béchamel (

Siri ao Bechamel Gratinado ao Forno):







PRATO PRINCIPAL
Crevettes au Shimeji (
Camarões ao Molho Shimeji, Vinho Chardonnay, Creme, Avelã, Amêndoa, Passa de Uva, Tomate Seco e Sálvia servido com Trufinhas de Mussarela e Manjericão, de Tomate Seco e de Castanha de Caju) e 
Médallion à Fraise (
Medalhões de Filé Grelhados servido com Penne ao Molho Quatro Queijos e Molho de Morango reduzido com Aceto Balsâmico e flambado com Cointreau):





SOBREMESA
Crème Brulée e  Gateau Méditerranée:




Estava tudo muito gostoso. 
O prato com molho de morango na carne é bem irreverente. Gostei, apesar de não ser um prato para muitas vezes. O que não gostei 
foi esse penne com molho quatro queijos, que não acompanhou bem a carne e ainda tirava um pouco do glamour do prato.



O prato de camarão estava 
fantástico. Mesmo!!! 


O creme brulée tava de comer de joelhos de tão suave e macio.



Pedimos um vinho, Reserva da 
família RAR, 2005, carbenet sauvignon/merlot, por uns R$ 90,00, 
servido no decantador, e ca
fé, servido com mimos:



Adoramos e recomendo. Aliás, o La Table D'or é quase obrigatório!


Caimos no Il Piaciere porque o La Caceria (um restaurante famoso de carnes de caça) estava fechado no almoço (só funciona a noite. Pode isso, gente?). 


Gostamos. No almoço, a gente escolhe a carne e se serve num buffet de saladas e acompanhamentos (meio fraco).


Pedimos uma boa picanha grelhada, para duas pessoas, por R$ 99,00. Olha o tamanho da porção, que já tinha sido mexida:



Ah, antes disso, o Vinicius, para relembrar os tempos de infância, pediu uma morcilla, pequena, só para viver uma nostalgia. Olha só a parte que voltou, porque a outra quase metade já estava no prato dele:


É isso. Para comida simples e farta vá de Il Piacere.

De Gramado, fomos para a Pousada do Engenho, em São Francisco de Paula.


Pousada do Engenho - São Francisco de Paula


São Francisco de Paula, ou seu Chico, é uma cidadezinha com algumas coisas interessantes: o lago, a livraria, a Pousada do Engenho, a loja Luz Divina, com moda evangélica e um incrível jardim maquiavélico em uma das esquinas da praça do lago. Veja a foto e observe a bruxa em cima da pedra. Não dá pra ver direito, mas abaixo tem um caldeirão de onde saia fumaça e os olhos da bruxa e da coruja ficavam acesos:





A Pousada do Engenho é um refúgio lindo, romântico e confortável. Descobri o ouro no blog Nos no Mundo e, desde que vi o post, fiquei louca pra conhecer. 


As poucas cabanas ficam cravadas em meio a tanto verde que eu me sentia no céu. Ar puro, canto dos pássaros.... Dentro da cabana, muito conforto com roupas de cama gostosas, lareira, banheira, som com opções de CDs muito bons (jazz, clássica), iluminação adequada. Enfim, um luxo!


Pela pousada, quadras de tênis, piscina, uma sala de jogos muito legal, banquinhos em lugares apropriados e o Gilberto, gato lindo querido molenga zarolho que recebeu muito afago da gente.




Daí, obviamente, tudo isso não custa pouco. Eu até achei cara demais da conta: 450 realidades, com café da manhã. Acho que uns 300 seria justo. Ou, pelo menos, incluir a janta no valor da diária atual (e o restaurante também é bem caro) e/ou o uso do spa.


Não me arrependi de ter ido e foram dois dias deliciosos, com lareira, banhos de banheira, muito verde, o gato Gilberto, equipe super simpática, comida muito gostosa, passeio de bicicleta, etc, etc, mas não iria de novo. Tenho a impressão de que existe pousada bem do tipo por metade do preço. 


O restaurante da pousada é o Casa de Babbete, delicioso! As porções são bem servidas para uma pessoa, e mal servida para duas.  Não tenho fotos legais de quase nada (nem da comida, nem da pousada), porque realmente relaxei. Mas destaco a sopa de feijão com macarrão (R$ 28,00) e o frango à mineira (R$ 48,00).

Mas, voltando a falar em preço, cara de tirar os dois rins é a pousada Parador Casa da Montanha, que conhecemos por ser o local de almoço de passeio ao  Cânion Fortaleza que fizemos.  A pousada tem cabanas com vista para a montanha e as diárias acima de 700 durante a semana, e pouco abaixo de 1000 no fim de semana! Só com café da manhã. Quase caí pra trás. As cabanas são fofas, o local é lindo, a vista é maravilhosa, mas, de fato, ela é muito menos bonita que a Pousada do Engenho e aquela vista e aquela cabana não valem uma diária de quase 1000 realidades. Não mesmo.

Basta lembrar que a diária no Tshukudu, na África do Sul, foi 450 reais em outubro do ano passado, com direito a 3 refeições bem decentes, lanches entre as refeições, 2 safáris diários, caminhada com filhotes de leão e convívio diário com os guepardos. Inacreditável, né?

Cânion Fortaleza

São Francisco de Paula está a uns 70km de Carambá do Sul, ponto de partida para   passear pelos cânions da região. Conhecemos o Cânion Fortaleza, localizado no Parque Nacional da Serra Geral, a uns 25 km de Cambará do Sul.

Optamos por comprar o passeio pela pousada, por R$ 175,00 por pessoa, com almoço. Apesar de estar com carro e poder fazer o passeio sozinho, a opção de terceirizar o passeio valeu a pena. O guia, Marcos, da Coiote Adventure, era bem legal e foi nos falando da região e tals. Batemos um bom papo. 


De Carambá do Sul até o cânion a estrada é de terra. E de pedra. Dá pra ir com carro pequeno, mas a estrada é ruim! Agradeci muito por não ter encarado a aventura no Gol fuleiro sem ar que tínhamos alugado na Avis.


O Cânion Fortaleza é incrível! Um dos maiores do Brasil e lindo, lindo. Fizemos uma pequenas trilhas para curtir uns "mirantes" antes de subir no topo da montanha. A subida, de uns 3 km, é bem tranquila, ainda que tenha pedras e seja quase uma escada. Vá devagar e sempre observando a paisagem toda. Curta o silêncio, aprecie o ar puro, a vista espetacular.


A entrada no parque é gratuita e, na verdade, não há a mínima estrutura turística. Não tem banheiro, lanchonete, nada. Ficamos por lá umas 2 horas, caminhando, parando para observar a vista, imaginando, agradecendo, pulando, descansando e suspirando. A natureza é foda, né?









O dia estava completamente favorável (palavras do guia, que vai lá todo dia!): lá de cima, víamos uma boa parte do litoral do Rio Grande do Sul e Santa Catarina!



Almoçamos na pousada Parador Casa da Montanha e foi muito bom. Comida deliciosa, vista linda,bom papo.

Enfim, o passeio é Imperdível!

Depois da Pousada do Engenho, o destino seguinte foi Blumenau para o atividade fim da viagem: o Festival Brasileiro da Cerveja, que terá post específico.


Voltamos para Porto Alegre para devolver o carro e fizemos o trajeto Porto Alegre-Blumenau de ônibus, porque os horários do vôos não eram nada compatíveis aos nosso. Comprei as passagens de ônibus pela internet, empresa Penha, 100 legais cada em semi-leito.


Devolvemos o carro no aeroporto e seguimos para a rodoviária de metrô. Fácil e barato. Tem uma estação dentro da rodoviária, praticamente. Saimos de Porto Alegre umas 21h30 e chegando em Blumenau às 7h. Econômico, eficiente e confortável (para uma noite, claro :))


Blumenau 

Em Blumenau não fizemos tantas coisas e ficamos bem conta da programação do Festival da Cerveja mesmo que, na nossa programação pessoal, incluia uma boa dormida quase a tarde toda :)


Ficamos no Hotel Steinhausen, escolhido por ser perto da vila germânica. Gostei bastante. Não tem nada demais, mas  perto do terminal de ônibus e de pontos de táxis e supermerados, é limpo, e vale a diária de 140 reais.


Além de sermos enrolados por dois taxistas, que deram voltas imensas e desnecessárias, rodamos a pé o centro da cidade, fomos à catedral, à loja da Hering (preços ótimos, variedade incrível), fomos ao shopping (almoço no Jin Jin Wok por 34,00 o quilo - com cortesia de café expresso no Rei do Malte), museu da cerveja, fábrica da Eisebahn ( que tem precinhos lindos de deus! A Lust custa menos de R$ 60,00) e no bar anexo à fábrica da Bierland.

Na comilança, fomos de pizza fuleira de shopping, subway, comida japonesa no Sushi Yuzu (bonzinho, com almoço executivo por 21,90, mas tepanyaki doce demias!), Bier Vila (bar da Bierland na Vila Germânica), Trattoria di Mantova (comida muito gostosa e com preço bem legal).


Uma coisa boa da cidade é que o google maps te dá todas as dicas para realizar os trechos de ônibus, com horários e linhas precisas. Uma beleza! 


Parque Beto Carreiro

Num dos dias em Blumenau, alugamos um carro na Localiza e formos ao Beto Carreiro, a uns 70km dali. Para curtir, esqueça os parques de Orlando. Se ficar comparando, vai ter um péssimo dia. Os dois ingressos custaram R$ 132,00 e o estacionamento absurdos R$ 22,00.

O parque é legal, bonito e os espetáculos são bem bacanas! Mesmo. Superou as expectativas . Gostamos de todos que vimos, desconsiderando o "Monga", classificado como espetáculo, e parece ter parado lá nos anos 90. 


Dos “inclusos”, vimos os o Extreme Show (que não perde em nada para o  Light, Motors, Action!  de Orlando, e você pode ver o grande final aqui) e o Acqua, com shows de contorcionismo, equilíbrio e humor leve. Tudo bem produzido, coisa phyna!

Para a hora do almoço, há duas opções de almoço com espetáculo pagos à parte. Optamos pelo West Selvagem, R$ 35,00 por pessoa. Espetáculo de humor, dança, música, beeem legal. A comida é bem fraca (arroz, maionese, salada, frango assado, bife de contra-file, farofa) e os talheres são revoltantes. Gente, olha o cabo desses talheres! Que horror.




Dos brinquedos radicais, nenhum me conquistou de verdade. Em orlando, descobri mesmo do que gosto: brinquedo com emoção e macio, daqueles que vocë verdadeiramente parece que voa. No Beto Carreiro, as montanhas russas não são macias. Dão muitos trancos e eu batia muito a cabeça! Fiquei toda dolorida no dia seguinte. 


Existem outros dois de queda livre que eu não me arrisquei. Primeiro porque ainda tenho trauma da “queda” da Sheikra, de Tampa, e segundo porque fiquei impressionada com o acidente na torre do hopi hari. E a torre do Beto Carreiro é muito maior.

Um parte negativa do parque é a quantidade de atrações a parte, inclusive o Portal da Escuridão, que faz o papel do trem fantasma, do qual, alás, senti muita falta.  Acho isso muito chato, especialmente para um parque que não tem tantas atividades assim para todas as idades. Ah, e 22 de estacionamento é um abuso. Cadê o PROCON? Sem falar nos talheres...

O zoológico é bem bacana e gostei muitos de ver os bichos bonitos em recintos bem cuidados.

Sobre aluguel do carro: alugamos pela Localiza, sofremos as ameaças de sempre qdo recusamos o seguro mas, dessa vez, fomos convencidos quando eles ofereceram de cortesia um carro uma categoria acima caso optássemos pelo seguro. Aí, sim :)

Blumenau foi basicamente isso. Para o aeroporto de Navegantes, clientes Gol tem transfer gratuito, e você pode conferir os horários aqui.


Beijocas. Vanessa.

segunda-feira, 5 de março de 2012

Fernando de Noronha – Fev/Mar de 2012


Pessoas,

acreditam que cheguei de viagem com o post praticamente pronto? Isso é eficiência! Fruto da vida tranqüila que se tem na praia e do longo vôo de volta. Tô morrendo de orgulho de mim, apesar do trauma de até hoje não ter finalizado os posts da África do Sul. Mas, eles sairão. Só não garanto prazo :)

Vocês já devem ter lido por aqui que não sou fã de praia. Não mesmo. Acontece que numa mesa de almoço de um domingo qualquer, nós e meus pais combinamos alguma viagem juntos. Os votos foram:

- Vanessa: Bonito
- Vinicius: Fernando de Noronha
- Papi: Fernando de Noronha
- Mami: absteu-se de votar.

Eleito: Fernando de Noronha.

Pois bem. Já havíamos passado pelo arquipélago há alguns anos, num cruzeiro. Realmente passamos, porque o navio ficou atracado lá só 1 dia e meio e foi tudo bem corrido. Ainda assim, eu já me dava por satisfeita. Os meninos, não.

Indo e vindo: vôos.
Destino decidido, fomos comprar as passagens. Mãe do céu. Pense numa coisa cara – 2 mil realidades por cabeça. As duas opções são TAM + TRIP ou Gol. Se o preço permitir, prefira Gol. Saindo de Brasília e fazendo conexão em Recife, os horários de vôos são melhores. Viemos de TAM porque os preços estavam mais baixos e foi quase um caos.

Nosso vôo original era Brasília-Rio-Recife-Noronha, saindo de casa 5 da matina e chegando em Noronha 14h, de uma terça-feira. Na segunda a tarde, por volta das 15h30, a TAM liga dizendo que o vôo Brasília-Rio fora cancelado e não há vôo direto de Brasilia que chega em Recife a tempo de pegar a conexão da TRIP, ao meio dia. Nos ofereceram, então, ir na segunda a noite para Recife, pernoitar lá, e no dia seguinte pegar o vôo da TRIP. Por conta deles, claro. No começo briguei, mas logo percebi (isso significa que o Vinicius lembrou) que , na verdade, essa opção era muito mais confortável. Afinal, ter que estar às 4h da madrugada no aeroporto (como era originalmente) é quase a mesma coisa que não dormir. E, pior ainda, sair quicando de aeroporto em aeroporto na manhã seguinte depois de dormir mal seria pior ainda.

Daí, apesar de o Vinicius levar falta no ensaio do Whisky Leaks e ter de deixar a Bolacha um bom período sozinha (a companhia dela, Gustavo, só chegaria em casa terça a noite), fomos.

Deu tudo certo, mas meio aos trancos e barrancos. Quando chegamos no aeroporto de Recife, não tinha ninguém da TAM nos esperando, como haviam informado pelo telefone. Depois de ir pra lá e pra cá e falar com umas 3 pessoas, nos deram o voucher para janta no aeroporto (25 reais por cabeça), transfer de táxi de ida e volta para o hotel, e a diária no hotel Vila Rica.

Quando fomos pegar o táxi para o hotel, já deixaram reservado o horário do transfer da volta: 10h30 do dia seguinte. Devíamos estar no aeroporto às 11h.

Chegando no Hotel Vila Rica, na Avenida Boa Viagem, bem na beira da praia, ninguém sabia de nada. Tínhamos o voucher em mãos, mas a TAM não tinha feito reserva junto ao hotel. Depois de ouvir um “eu nem devia hospedar vocês, mas...” e “ esse tipo de convênio dá um trabalho” recebemos o cartão do quarto e subimos.

O hotel era bacana e o café da manhã bem legal também. Acordamos cedinho e fomos caminhar/correr na orla. Delícia. Nessa hora, gosto de praia J 6Km depois retornamos ao hotel, tomamos a segunda parte do café da manhã e fomos nos providenciar o check-out. Mais estresse.

Segundo a recepcionista, a TAM ainda não tinha enviado a liberação da diária e a gente teria que esperar isso ser resolvido ou ligar na TAM cobrando. Esperar a gente não podia, e ligar na TAM quem deveria era eles, pois nós já tínhamos entregado o voucher que autorizava a diária! Depois disso dito, surge um cara de terno e gravata lá de dentro e diz que tá tudo resolvido.

Nisso, passa de 10h30 e nada do transfer pro aeroporto aparecer. Pedi, humildemente, pra recepcionista ligar na empresa de táxi responsável para saber se o táxi já estava a caminho. Ela perguntou o telefone. Eu disse que não sabia. Ela disse que nem ela. Eu sugeri que olhasse no Google. Ela disse que não tinha acesso á internet.

É isso: um hotel na avenida mais importante de Recife não tem o telefone de uma empresa de táxi e nem acesso à internet no balcão de atendimento.

Graças ao meu plano de dados da Claro, consegui entrar em contato com a empresa, às 10h45 e adivinha? Não tinha nada marcado em nosso nome. Mas eles já estavam mandando um carro.

O táxi chegou às 11h e deu tudo certo. Mas, inevitavelmente: imagina na Copa.

Para aproveitar o visual desde o primeiro até o último instante, na ida, sente-se do lado esquerdo da aeronave. Na volta, do lado direito. Se for de Trip, evite as fileiras entre 14 e 16, pois ficam bem em cima da asa.

Na volta, nosso vôo original era Fernando de Noronha-Recife-Brasília. Mas claro que a TAM cagou de novo e nos remanejou para um ótimo Noronha-Recife-Rio-Brasília. Saimos de Noronha às 17hs e chegamos em casa 1 da manha. Valeu TAM!

Para entrar em Fernando de Noronha, é preciso pagar a Taxa de Preservação Ambiental, de R$ 43,20 por pessoa, por dia. Para quem paga antes pela internet, tem uma entrada especial no aeroporto. Além disso. leve preenchidos os formulários de controle de turistas. Para mais informações, pagamento da taxa e preenchimento dos formulários, clique aqui.

Pousada Dois Irmãos.
Ficamos na Pousada Dois Irmãos, pela Bancorbrás. A decoração da entrada é bem charmosa e os responsáveis super simpáticos. O quarto é simples , mas tem TV e ar condicionado, além de todo o resto funcionar muito bem.

Vista de fora da Pousada Dois Irmãos
Hall de entrada.
Sala de café da manhã
Hall de entrada

Eles disponibilizam transfer gratuito do aeroporto, com a agência Blue Marlin. As áreas comuns são charmosas e o café da manhã tem variedade de sucos, pães, chás, ovo mexido, bolos. Senti falta das frutas, mas nem sempre elas chegam de Recife. Disseram que estavam há 2 semanas sem frutas. A localização tb é bem bacana, mas não acredito que haja algum lugar na ilha com localização ruim. Tudo é relativamente perto e tem bastante táxi. As únicas desvantagens é não terem toalhas para os turistas levarem para a praia (ou seja, levem a de vocês!) e acho que deixam a desejar na limpeza dos quartos.

Fernando de Noronha – visão geral
Apesar das dificuldades gerais com abastecimento dos mantimentos para sobrevivência (tudo vem de barco), o arquipélago está relativamente bem estruturado. Em quase todo local que fomos aceitavam cartão de crédito. Têm restaurantes de todo tipo (até sushi!) e não achei tudo muito caro, como ouvi dizer (creio que seja o efeito “viver em Brasília”).

Os preços são acima da média, claro, mas é um caro normal. Uma latinha de cerveja por 5 reais não é absurdo. Esse é o preço que cobram pela lata nos shows do Nilson Nelson, em Brasília.

Mais alguns preços, verificados em fevereiro de 2012:
- Aluguel de máscara, snorkel, pé de pato e colete: 20 reais por dia (não é caro. Em qualquer outra praia, seria o mesmo preço.)
- Havaiana: 20
- Água: 5
- Picolé de frutas: 5 ou 6
- Picolé Magnun: 8
- Ruffles no Sueste: 5 reais
- Long Neck (Heineken, Stela, Devassa): 8
- Corrida de táxi: por volta de 15 reais
- Dramin: 1 real a unidade
- Toalha fuleira: 20
- Óculos de sol meia boca: 20
- Empadinha de lagosta: 4
- Quinua Jasmine: 14
- Biscoito Cookies Jasmine diet: 6
- Creme para pentaer Seda Cabelos Cacheados: 6
- Litro da gasolina: 3.80
- Cerveja Colorado, no Mergulhão: 23,00 a de 600 ml

Uma boa dica é sempre que precisar comprar algo, procure nos supermercados. Minha mãe comprou um sabonete por 4 reais numa lojinha e depois achamos no supermercado por menos de 2 reais. Enfim, dá pra viver de boa, especialmente por poucos dias.

Do povo de lá, se ouve dizer que o “paraíso” é só para o turista que passa poucos dias. Para quem vive ali, as coisas não são muito fáceis. Quase tudo depende do transporte de barco vindo de Recife e Natal, e nem sempre o barco chega como deveria. Aliás, no aeroporto indo para lá uns moradores pediram pra usar a nossa cota de bagagem que estava sobrando para levar mantimentos. Demos uma olhada nas embalagens para verificar se não acabaríamos presos como traficantes, mas o que tinha mesmo era comida e material de limpeza.

Mulher grávida com desejo se lasca. Falando nisso, na ilha não tem maternidade. Por volta dos 6 meses, a mãe ganha a passagem do governo e o encaminhamento para ter o filho no hospital público de Recife. Médico também não é fácil. Ouvi de um morador que, há pouco tempo, um galhinho de macaxeira furou seu olho quando tentava cortá-lo. O médico que estava na ilha o mandou para o continente. Ocorreu que a moça que autorizava a emissão da passagem, que seria paga pelo governo, estava na praia e ninguém mais poderia resolver a burocracia. Depois de umas horas indo e vindo tentando resolver, com o galho no olho, o empregador pagou a passagem. Acreditam?

Com exceção do asfalto da BR (a menor do Brasil, com apenas 7km), que é federal, o asfalto do restante da ilha é horrível. Também é comum ver um lixo ou outro acolá e um monte de coisas que poderiam estar menos desarranjadas. Daí, aperta o coração a lembrança do pagamento da taxa de conservação ambiental recolhida pelo Governo de Pernambuco, na faixa de 40 reais por dia, por turista.

O acesso ao continente pelos moradores dá-se apenas por avião, e custa R$ 120,00 para eles. Achei bem caro. As promoções de passagens aéreas nunca chegam por lá. Os barcos são só para carga.

Para todo o mais, precisa-se de autorização da Administração da Ilha: reformar, construir, e até para procurar empregados. O empregador diz que precisa de alguém para tal coisa e a Administração da Ilha intermedeia todo o processo. Se a pessoa vier de fora para morar na ilha, tem que trazer certidão negativa de tudo que você pensar.

Ainda assim, quem mora lá quer ficar. Falam das dificuldades, mas sempre emendam que não sairiam dali. Conheci um que já morou em muitos lugares (por último São Paulo) e acabou voltando pra ilha. É que a vida de vila por ali é encantadora. Ninguém tranca nada e as janelas sempre estão abertas. Quase não sabem os nomes das ruas, mas sabem quem mora onde e o local de cada pousada ou restaurante. Qualquer morador tem a informação que você precisa. Invariavelmente, alugar e devolver um buggy é tão simples quanto comprar um picolé na cidade grande. O povo se cumprimenta, está sempre de cara feliz. As roupas são simples, os cabelos ao vento, os pés no chinelo e, logo ali, tá cheio de tartaruga, golfinho, tubarão, arraias, peixes lindos com cores vibrantes e, como se não bastasse, milhares de mirantes para observar visuais de tirar o fôlego. Passar uns dias em Fernando de Noronha nos deixa menos ignorantes e nos faz enxergar além do nosso próprio umbigo. Faz a gente perceber e exercitar a beleza e o prazer na simplicidade.

Ouvi dizer que fizeram licitação para melhorar a infra-estrutura da ilha, especialmente quanto ao acesso às principais atrações. Quem ganhou foi a mesma empresa que estruturou Foz do Iguaçu, um exemplo de pólo turístico no Brasil. No arquipélago ela se chamará Eco Noronha. De cara, achei legal. Depois, me preocupei um pouco com essa chegada de “infra-estrutura”. Meu medo é a fiscalização não ser suficiente para conter o predador humano, que em menos tempo na Terra que todos os outros, foi o que mais a destruiu. Há uma teoria sobre o fato, batizado de Antropoceno.

Só nos restar torcer para dar certo, porque ao mesmo tempo que aquela biodiversidade precisa ser preservada, acredito que todo mundo deveria chegar até ali e se deslumbrar com o local. Não só isso. Ouvir os guias, biólogos e guardas ambientais faz germinar no nosso coração um sementinha de amor pela natureza, a gente sente uma coceirinha de preservação ambiental. E todos nós precisamos disso, mesmo aqueles que, como eu, têm no seu dia-a-dia hábitos de sustentabilidade, como separação de lixo reciclável, uso de sacolas recicláveis, etc. A gente veste, ainda mais, a camisa da responsabilização sócio-ambiental.

Sobre internet: na pousada não tinha, mas em Fernando de Noronha existe a rede wireless Noronha digital, naquele esquema “tem, mas acabou”. Ela tá funcionando mal e porcamente desde o ano-novo. A internet sem fio da Claro não estava ótima, mas serviu para as bobagens desnecessárias da vida social virtual.

Com a mesma agência do transfer fechamos os passeios. Importante ressaltar que dá pra conhecer quase tudo por conta própria. Exceto a Praia da Atalaia, que tem entrada restrita e é cheia de regras, se tiver disposição para andar, sem nem ao menos pegar um taxi, ou alugando um buggy você consegue desbravar quase todas as atrações. Como já disse, as distâncias da ilha não são grandes.

No último dia, alugamos um buggy (130 reais) e ficamos passeando pelos lugares preferidos ou praias ainda não conhecidas. Foi bem útil.

Eu não sou fã de praia, mas adorei Fernando de Noronha porque lá é cheio de bichos! E eu amo bicho. Assim, o desconforto causado pela areia/água salgada/cabelo duro/sol forte/ era quase esquecido porque eu estava procurando algo ou lembrando da belezura que acabara de ver.

O kit máscara e snorkel são utensílios quase obrigatórios. Você pode alugá-los lá por uns 15 reais o dia todo, ou barganhar um preço melhor para mais dias. Se for a sua praia ir pra praia, talvez valha a pena até comprar. Para a Baía do Sueste, é obrigatório o uso do colete flutuador (porque não pode pisar nos corais) e o pé de pato. O kit com os 4 (máscara e snorkel, pé de pato e colete) sai por 20 reais a diária.

Ah, outra coisa obrigatória é o repelente. Pessoas, é tão obrigatório que muitos locais deixam nas mesas a disposição dos clientes.

Ah, mais uma: uma câmara subaquática. Tem para alugar lá em todo canto. Minha ma~e tem uma amadora bem satisfatória. Todas as fotos do post foram feitas com ela.

De passeios comprados fizemos o Ilha Tour, Lancha Vip, os meninos mergulho com cilindro, Expedição Navi, Atalaia Curta. Fomos algumas vezes ao Projeto Tamar. Assistimos ótimas palestras e participamos da Tartarugada. Já falo sobre.

PASSEIOS

Ilha Tour, R$ 100,00 por pessoa.
É um passeio de dia todo (das 8 s 18), passando pelos principais pontos da ilha, a bordo de um 4x4 com guia. É plenamente possível alugar um buggy e fazer o trajeto todo sozinho. O guia não faz tanta diferença (sempre tem nativos nos locais e guardas florestais para dar informações e dicas) e você pode manejar o tempo conforme lhe convier.

Ah, não aconselho levar cachorro. Hein? É. Um turista que foi com a gente levou o yorkshire dela e tanto ela como o guia levaram bronca no Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha.

Primeiro fomos na Praia do Leão, dentro do Parque Nacional Marinho. Lá é o principal ponto de desova das tartarugas marinhas Verde em Noronha. A gente só passa lá para dar uma olhada do alto e ouvir algumas informações.

Dizem que a praia chama-se do Leão porque a escultura na pedra parece um leão. Não concordo. Só vejo um cachorro com o queixo apoiado no chão.

Depois seguimos para a Baía do Sueste. Aqui a coisa começa a ganhar graça. Com mergulho usando máscara, snorkel, pé de pato e colete (que você aluga lá por 20 reais o dia todo e dá pra negociar o valor para mais dias), dá pra visualizar uma infinidade de vida marinha. É incrível e fácil. Vimos tartarugas verdes, tubarão limão, lagosta, mil peixes. O guia entra também e vai ajudando a achar os bichos. Para chegar até o ponto alto do local se nada uns 400 metros e cansa, porque a ida é contra a correnteza. Mas vale cada suspiro. A volta é mais fácil, a maré quase te expulsa. Ali é super seguro de mergulhar, por causa da formação rochosa que quase faz um círculo, com a maré sempre em direção à praia. Pela mesma razão, a vida marinha é tão abundante. As espécies têm proteção natural contra os grandes predadores. Após o mergulho, agüente a grudeira da água salgada com suor com sol. Não tem água doce pra uma duchada. Mas vale a pena. Demais da conta.

Tartarugas do tipo Verde, a única que desova na ilha.
Lagosta
Peixe beijoqueiro. Eu fui abençoada :)

Filhote de tubarão limão. Tem muito por lá.
tu-tu-tu-tubarão!

Daí, seguimos para a Praia do Sancho. Ela já foi considerada a praia mais bonita do Brasil. Sinceramente, não tenho esse feeling. Praia pra mim é tudo quase igual. Eu as acho mais ou menos confortáveis, dependendo da sombra, da ducha de água doce. Definitivamente, não é o caso da Praia do Sancho. Ela é bem rústica, com acesso apenas pelo mar ou por meio de uma trilha, incluindo uma descida por escadas, ora de ferro dentre as pedra, ora nas próprias pedras. Não é das mais difíceis, não. Parece com aquelas escadarias de igreja famosa, sabe? Vale a pena descer, ainda que depois tenha que subir J Antes de descer, demos uma voltinha ali na beira das pedras e embasbacamos com o visual, a cor da água, o Morro Dois Irmãos, a Baía dos porcos. Tudo perfeito. Lá embaixo, mais mergulho em apnéia. Aqui a vida marinha não é tão rica como no Sueste, mas a gente ouve notícia de todo tipo: que viram tubarão, golfinho, tartaruga.


Baía dos Porcos: só da pra chegar cruzando as pedras que a separa da Cacimba do Padre.

Depois do Sancho, almoço (não incluído no valor do passeio). O guia nos levou ao Restaurante Delícias da Ná, um bom restaurante. Ele falou a palavrinha mágica para nos impedir que qualquer um se opusesse: ducha de água doce. Ufa! Haja grudeira naquela altura do campeonato (mergulho em água salgada no Sueste + suadeira da escadaria de descida e de subida do Sancho + sol escaldante). Já o conhecíamos, fica na rua da nossa pousada. Falarei dos restaurantes mais pra frente.

Saindo do Restaurante da Ná, fomos ao Museu dos Tubarões e ao Buraco da Raquel. Bonito, legal. Dá pra fazer umas boas fotos no Museu dos Tubarões, além de curiar as características desses bichos, e contemplar as formações rochosas e água azul do mar de fora.

Pós almoço, quando tudo que a gente queria era sombra e água fresca, o guia nos leva para a Praia do Boldró. O acesso a ela é fácil, mas a praia estava deserta (naquela hora, quem seria o louco?). Mas o fato é que não se tem muitas opções na ilha e ainda os guias dependem da maré do dia para organizar o trajeto. Andamos um pouco, fotografei uns peixinhos, um cachorro e voltamos para o carro para esperar o guia, que voltou com umas sardinhas na mão fazendo espetáculo com as fragatas pra salvar aquela parte do passeio. Ele levantou o braço com uma sardinha nas mãos e instantaneamente encheu-se de fragatas ao redor dele.

A seguir, fomos para a Praia Cacimba do Padre e Baía dos Porcos. Lindas. Na cacimba do Padre, tem a Barraca das Gêmeas. Dá pra comprar água, cerveja, refri, picolé,almoço (prato executivo por R$ 15,00 – não provei) e tem até TV. Acho que também alugam cadeiras e guarda sol. Para se chegar à Baía dos Porcos, é preciso atravessar as pedras partindo da Cacimba do Padre. Bem tranqüilo e super vale a pena. A Baía dos Porcos é estreitinha e cheia de pedras, formando piscinas naturais. Uma delícia. Ficamos um bom tempo nesse trecho. O sol já estava baixando, a temperatura da água maravilhosa. Lá, eu fui “beijada” por um peixinho Beijoqueiro (listrado de preto e amarelo). Parece uma picada. Não é comum, creio que foi uma bênção...

Depois, para finalizar o passeio, fomos ver o por do sol no Fortinho. É o point do por do sol, com vista privilegiada e sempre cheio de gente querendo finalizar bem o dia. O sol se põe lindamente ao lado dos morros Dois Irmãos. Tem um restaurantezinho chamado Xica da Silva que serve bebidas e petiscos bem gostosos.




Foto na hora errada que ficou incrível!

Lancha Vip, R$ 150 por pessoa: não vale a pena. Faça somente o Acquasub, ou Plana Sub, que custa R$ 90,00.
Esse passeio oferece o Acquasub (ou Plana Sub) e um churrasco de peixe e picanha ao final. O Acquasub consiste num mergulho rebocado pela lancha. Você fica de máscara, snorkel, (colete, opcionalmente) e segura uma prancha presa à lancha por uma corda e vai sendo rebocado, podendo ficar observando a vida marinha sem precisar nadar. Como a visibilidade da água é muito boa, dá pra ver bastante coisa. Dependendo da posição que você colocar a prancha, pode mergulhar fundo.


Acquasub
O garoto do Texas bloqueava o snorkel com a respiração e ia lá no fundo!

Depois que todos fizeram o mergulho com a prancha, a lança dá mais algumas voltas por ali e para em algum ponto para o comandante fazer o churrasco, numa grelha George Foreman dentro da lancha apertada. O comida é bem chinfrin. Bem meia boca. E achei pouca. Éramos 6 pessoas na lancha. Duas não comeram, porque um cara estava passando mal e a esposa estava de suporte moral. Se todo mundo tivesse comido, ia ter um pedacinho de peixe pequeno para cada um.

Dá pra fazer também só o Acquasub, por R$ 90,00, e esse vale. Com a diferença de R$ 60,00, você come uma comida decente no restaurante mais caro de Fernando de Noronha. Pela diferença entre o preço do Acqua Sub sozinho, 90 pilas, e da lancha vip, 150 pilas, achei que seria um senhor almoço, feito num lugar decente, em condições confortáveis, não com a comida apoiada num mesinha arranjada quase caindo toda hora e ocupando todo o espaço de dentro da lancha. R$ 240,00 (a diferença de 60 reais vezes nós 4 jogados no lixo). Fico pensando no casal que nem comeu, e no cara ainda passando mal. Furada total.
Ah, vale o registro que no dia que fizemos esse passeio, os golfinhos estavam ali na região do porto todos cheios de disposição. Deram um show de piruetas e deixou o início do nosso passeio muito mais feliz :)

Expedição Navi, R$ 170,00 por pessoa cobrado pela agência, mas lá no local custa R$ 150,00.
A Navi é uma embarcação russa que tem uma lente de aumento no piso anterior. O slogan é “mergulhe sem se molhar”. Essa é a idéia mesmo. Para quem não mergulha de jeito nenhum (nem máscara e snorkel com colete, nem Acquasub, nem nada), a Navi é uma boa opção. Para quem já fez qualquer uma das opções acima, não vale a pena. Custa muito, é rápido (1 hora navegando) e só vale o $$$ se você der sorte de ver tubarão grande ou algo bem diferente, o que não é comum. No nosso dia, não vimos nada que não tínhamos visto no Acquasub (a Navi ficou exatamente no mesmo lugar do mergulho rebocado). E, pelo preço, acho que eles deveriam ter insistido um pouco mais, andado por outro ares. A lancha anda rápido, poderia ter ido mais longe. Mas, pra que? Nesse esquema, não falta cliente.

Uma coisa legal do passeio foi os golfinho em volta da embarcação quando estávamos indo para o local de visualização. Um monte, lindos, roteando, felizes, com filhotes...

Golfinhos.

Trilha Curta do Atalaia, R$ 60,00 por pessoa.
A Praia do Atalaia é um berçário natural. Ela faz um verdadeiro piscinão dentre as rochas e ali ficam filhotes de muitos tipos de peixes, inclusive tubarões. Só pode ir com guia e tem que reservar com dois dias de antecedência, porque é preciso autorização do IBAMA (a quantidade de pessoas é bem controlada) e depende das condições da maré. Como fica no mar de fora, voltado para a África, só se faz passeio ali quando a maré tá baixa e a piscina está bem definida.

Optamos pela trilha curta, que é bem fácil e rápida. A longa é longa e difícil. As instruções são: dentro da piscina natural, não se pode ficar de pé sobre os corais, tem que flutuar, evitando bater as pernas e movendo os braços com gentileza, ainda que a água bata nos joelhos; uso de máscara e snorkel é obrigatório e o de colete aconselhável; não pode passar protetor solar e nenhum creme antes de entrar, porque estava ocorrendo alteração da coloração dos corais.

Gostamos bastante. É uma delícia flutuar naquela calmaria com a cara na água vendo uma infinidade de coisas bonitas! Filhotes de milhares de peixes coloridos, moréias, tubarões. Recomendo. Saímos 07h30 da manhã e umas 11h estávamos de volta.

Mergulho com Cilindro – Atlantis, R$ 330,00 por pessoa.
Esse só os meninos fizeram. Tentei mergulhar com cilindro uma vez, mas não consigo fazer aquelas manobras de descompressão.

Sinceramente, eu acho quase desnecessário fazer mergulho com cilindro em Noronha. O que se pode ver de vida marinha com máscara e snorkel já é tão diversificado e farto, que tem que ter muita sorte no mergulho com cilindro pra ele realmente valer a pena.

Apesar disso, os meninos gostaram. O mergulho, chamado de batismo para quem não é credenciado, é com um guia para cada um. Meu pai viu uma moréia gigante. O Vinicius viu moréia verde grande e muitos peixes esquisitos, bem diferentes.

Eles fazem foto durante o passeio, e têm a coragem de cobrar absurdos 35 reais por cada uma. Eles não compraram porque nenhum valia os 35 reais, como talvez valesse alguma que tivesse um tubarão de boca bem aberta atrás deles ou a moréia enrolada no tórax do meu pai.

Projeto Tamar – Palestras gratuitas e Tartarugada (R$ 50,00).
O Projeto Tamar é super atuante em Fernando de Noronha. Todos os dias, às 21h, tem ótimas palestras gratuitas. Cada dia é um tema. Fomos na terça, sobre tartarugas marinhas, quinta, sobre o Parque Nacional Marinho, e sexta, sobre tubarões. Todas são excelentes, mas a dos tubarões é imperdível, porque desmistifica muito a idéia que temos deles.

Por lá, descobrimos que estava na época de desova das tartarugas e rolando a Tartarugada: toda noite, um biólogo, com a gente foi o Roberto, passa a noite na Praia do Leão para monitorar as tartarugas que sobem para desovar na praia, e eles deixam 4 pessoas de fora acompanhar o monitoramente. Oba!!! Eu e Vinicius fomos, e tinha também uma turista carioca no grupo.

A atividade é das 20h às 06 da matina, fazendo ronda na praia a cada hora e meia pra procurar o rastro da tartaruga. Em Noronha, só desovam as tartarugas verdes. Se tiver alguma, a gente acompanha a desova e o biólogo faz o trabalho científico: tira medida, verifica a marcação da tartaruga para saber se ela já esteve ali antes ou marca a bichana com uma presilha de metal para que ela seja monitorada a partir dali, marca o local do ninho, bem como o dia para prever quando esse ninho eclodirá e etc.

Foi o máximo! Primeiro que estar naquela praia deserta a noite foi maravilhoso. Um céu estrelado, uma lua linda, uma brisa confortável. Apesar de ter uma casinha na praia de apóio ao projeto, logo que chegamos, pegamos uns sacos de dormir e deitamos na praia mesmo, tão agradável estava o clima. Batemos um papinho e fizemos ronda às 22h. Nada. A ronda consiste em verificar se há rastro de tartaruga na praia e, se tiver, segui-lo até encontrar a moça.

Voltamos para nossos sacos e dormimos na praia. Delícia. Delícia. Delícia. A próxima ronda, o Roberto nos deixou dormindo e fez a ronda sozinho. Bingo! Uma tartaruga tinha aparecido. Ele nos chamou e fomos observar a desova. Era uma tartaruga verde, imensa. De casco, tinha 1 x 0.98 metros. A pata dianteira era do tamanho do meu antebraço. Quando chegamos, ela estava cavando o ninho. Pacientemente, com as patas traseiras. Ela fazia uma espécie de pá com a pata e ia cavando. Depois, alargava só o fundo do vinho. Calmamente. Parava, respirava. Mais um pouco. Até que começou a desovar. Desovou, desovou. A média é de 120 ovos por desova. Depois ela começa a fechar o ninho e, em seqüência, a disfarçá-lo. Joga areia pra todo lado até ficar bem fechadinho e escondidinho. Daí, volta pra água. Linda de morrer!

O processo todo durou 2 horas e quando voltamos optamos por dormir na casinha de apoio, pois o vento já incomodava um pouco. Na ronda das 03h30, optamos por ficar e o Roberto nos chamaria, se tivesse alguma tartaruga. Tinha, mas não deu tempo de chamar porque ela não desovou. Quando ele saiu, ela estava voltando pra água e tinha o lastro de meia lua: saiu da água, subiu um pouco e estava retornando pra água. Desistiu de desovar por alguma razão. Ele conseguiu pegar as medidas (era maior ainda: 1,10 metros de de cumprimento de casco) anotar a marcação dela.

A última ronda foi às 05h30 e nós fomos. Não tinha tartaruga, mas o nascer do sol estava deslumbrando e a brisa voltara a ser como deveria: calma, serene, confortável.

Biólogo locando a haste para marcar o ninho. Dali a 45 dias o ninho eclodirá.
Rastro da tartaruga. Não é de trator. Lá na frente, o grupo indo embora às 06 da matina.

Com certeza, umas das melhores experiências da minha vida. Mudei de brinco. Guardei o elefante. Chegou uma tartaruga :)

Dias ou períodos livres
Nos horários sem passeios, nos fomos:
  • Praia do Cachorro: sentamos e vimos a manhã passar. Fomos a pé e tinha uma barraquinha que quebrava o galho pra uma água e cerveja. Nesse dia, os golfinhos estavam bem mais perto da costa e lá da cadeira na sombra a gente via o espetáculo deles. Sempre fico pensando se golfinhos são felizes ou loucos, porque haja disposição e fofurice!
  • Baía do Sueste: fomos de manhã, com a maré baixa e não mergulhamos, ficamos de pé na borda da praia, com água na altura dos joelhos. Se vimos alguma coisa? Sim!!! Vários filhotes de tubarão, arraias, tartarugas, peixes e aves mergulhando para comer os peixes... Tudo ali, há menos de dois metros dos nosso pés, com água na altura do joelho ou abaixo disso. Nesses momentos é que a gente conclui como a Navi é dispensável.

    Arraia. Quando chegamos, tinham duas, uma ao lado da outra.
    Aves pescando.

    Filhote de tubarão, ali a poucos metros dos dedos dos nossos pés.


  • Praia da Conceição: uma praia bem bacana e com uma barraca bem legal. Se chama Bar do Duda Rei. Abre às 10h e fecha às 18h e é ideal pro estilo praia com conforto.
  • Enseada dos Tubarões: tem um pedaço de mar por lá, perto da Igrejinha de São Pedro, chamada enseada dos tubarões. Dizem que na maré cheia, eles vão até ali se alimentar. Não conseguimos estar lá no momento certo, mas acredito que deve ser o máximo. A vista é de cima de um morro, e a água da enseada é transparente. Nos disseram que dá pra ver perfeitamente o tubarão chegando, se alimentando e indo embora. Uma pena não ter conseguido apreciar esse momento.
Restaurantes

Delícias da Ná: a comida é caseira, simples, mas bem gostosa. O preço médio é de R$ 70,00 a refeição para duas pessoas. A picanha para duas pessoas na chapa sai por 90 reais. A moqueca de camarão, também para dois, vale os 75 reais. Uns camarões gigantes! Eu acho o preço um pouco salgado para a estrutura oferecida. É bem simples. Por esse preço (na verdade, ainda menos, comemos no Zé Maria), que é lindinho que só.

Peixe Meca grelhado com arroz, fritas e salada, por uns 70 reais.

Moqueca de camarão.

Zé Maria: localizado na Rua Nice Cordeiro, fica numa das pousada mais famosas do arquipélago. O ambiente é lindo, e o atendimento bem gentil. Nos atendeu um garçom que nasceu em Buenos Aires, em Pernambuco. Comemos o prato Lombo de Peixe Meca que serve 4 pessoas e custava R$ 84,98. Eu juro! Era peixe Meca, com 4 fartos pedaços, acompanhado com 3 tipos de arroz (branco, de jaca e com gergilim), dois tipos de purê (batatas e jerimum), farofa de banana, molhos de tomate e shoyo com cebola, e ainda, de cortesia, farofa de pão seco do Zé Maria. Pedimos um vinho chileno bem ok por 35 legais e, de entrada, não resisti em provar o Tartare de Atum, por R$ 44,98. Tudo delicioso! Ah, e todos os preços terminam com ,98, por alguma questão de numerologia. Ah, lá também tinha rodízio de pizza, por absurdos R$ 49,98.



Mergulhão: fica no porto, numa localização super demais, bem de frente pra praia, com vista maravilhosa. A comida até podia ser ruim que a gente ia querer voltar. Mas, não é! E ainda tem cerveja Colorado. Amém! O preço é um pouco mais salgado, porque os pratos são realmente individuais. Mas, vale a pena! A Colorado de 600ml sai por R$ 23,00. E o café é coado na hora. Na sua frente. Um mimo.



São Miguel: é um tem de tudo. Serve grelhados com acompanhamentos, pizzas, sanduíches e, de noite, comida japonesa. A qualidade é bem boa e os preços são ok. Um temaki custa uns R$ 20,00, o grelhado de filet mignon R$ 32,00, de peito de frango R$ 26,00, misto quente por R$ 8,00, e a pizza por absurdos R$ 52,00. Vai entender! Aqui, vai um exemplo de exemplar vida em sociedade: se quiser pagar no cartão de crédito, você se dirige a um quiosque do outro lado da rua e paga. Sem ninguém do restaurante te acompanhar para verificar se você pagou mesmo.
Varandas: bem localizado e com uma varanda linda com vista agradável. Tem opçõesde pratos individuais ou para duas pessoas e o preço é bem similar ao Zé Maria. Mas, o ambiente do Zé Maria é bem melhor.
Du Mar: fica do lado do Tamar e por isso fomos lá duas vezes. É bom para comer antes ou depois das palestras. A comida é gostosa e farta. O filet é macio e no ponto certo. em também umprato de peixe cozido com legumes que fez todo mundo se render de amores. Eles oferecem transfer de cortesia. Um nativo me disse que o Cheiro Verde, que fica bem em frente, é mais barato e tem a comida ainda mais gostosa. Não tivemos tempo de conferir.
Grelhado de filet com arroz com amêndoas e legumes ao vapor, por R$ 33,90.

E assim foi! Nós ficamos 4 dias cheios, sem contar os pedaços de dias de chegada e saída. Eu acho que 2 dias cheios, com a tarde da chegada e a manhã da saída tá de bom tamanho.


Ah, essa época tinha muita gente surfando, essa época de fevereiro é ótima para isso. Alguns dias, tinham ondas imensas.



Tchau, Noronha!


Vista da Praia do Sueste (essa entrância com água bem clara) e, depois do pedaço de terra com a ponta que parece o mapa do Brasil, a Praia do Leão.

Beijocas! Vanessa