domingo, 21 de julho de 2013

Arequipa

Pessoas,

continuando os posts sobre o Peru, depois de Nazca fomos para Arequipa. Achei estranho quando solicitei ao hotel um transfer da estação de ônibus para o hotel e eles negaram alegando que era melhor pegarmos um táxi porque eles não saberiam nosso horário exato de chegada.

Tinham razão. O ônibus, previsto para chegar 07h, chegou quase 08h30. O hotel havia nos informado que o táxi seriam 8 soles, e o guichê  de informações turísticas da estação de ônibus também. Porém o taxista nos cobrou 10 soles e quando revidei ficou dando umas explicações de rua que sobre e que desce. Topamos  pra evitar a fadiga (afinal, tínhamos viajado a noite toda e estávamos loucos para chegar no hotel, não valia a pena brigar por S./ 2 ou R$ 1,63), mas odeio esse "pega trouxa" em turismo.

Ficamos em Arequipa apenas esse dia e uma noite, pois no dia seguinte seguimos cedo para o Canion de Colca. Hospedamo-nos no hotel La Hosteria, reservado pelo booking.com, por $69 com café da manhã. O hotel é super bem localizado, nas costas do Convento Santa Calina, bem no centro, pertinho de tudo. Nos deixaram fazer o check in mais cedo e o atendimento é bem cordial. Fica num casarão antigo e tem belos portão e jardim. O quarto era grande e a roupa de cama muito confortável. Pontos negativos: as tomadas dos quartos eram tão velhas que não segurava o plugin dos carregadores de celular e tals, achamos uma decente e por sorte tínhamos um T; chuveiro com ducha fraca e água que não esquentava bem (isso é um problema corriqueiro no Peru); não tinha wifi nos quarto; no box do banheiro, não havia suportas para sabonete, shampoo; não tinha secador de cabelo no quarto e o da recepção era péssimo, além de claro, não fixar na tomada. Valeu para 1 noite e por $69.

Depois que chegamos ao hotel, gastamos umas duas horas com banho, café e resolver duas coisas: ir até à Giardino (do ladinho) pagar o tour do dia seguinte (Canion de Colca), e  resolver a passagem de Cusco para Lima, que compramos a parte pela Star Peru porque não consegui emitir esse trecho por milhas. Só que a Star Peru resolveu mudar nosso voo e complicar nossa vida, porque ficaríamos com o tempo muito curto entre chegar em Lima, desembarcar e embarcar novamente. Exemplo claro de quando o barato sai caro. Mas o bom na vida é ter problemas que se resolvem com dinheiro, né? Cancelamos a passagem da Star Peru (eles cancelaram sem problemas ou taxas), que tinham saído por $289,34 e compramos da Taca pela internet, por $353,06 as duas passagens com taxas. Pronto. 

Arequipa é uma cidade liiinda! Pode ir conhecer. Ficamos praticamente meio dia e uma noite e achei bom. Só não conseguimos conhecer a parte interna da catedral, que é esplêndida, mas porque tivemos perrengues. Começando mais cedo, umas 10hs, dá pra fazer tudo em um dia.

Portal à esquerda catedral, que é magnífica por fora.

Tudo resolvido, fomos conhecer a Juanita. A Juanita é uma das múmias mais bem preservadas do mundo. Segundo contam, foi sacrificada como oferenda aos deuses pelas comunidades Andinas há mais de 500 anos. O corpo foi encontrado congelado em 1995 no topo do vulcão Ampato e hoje está no Museu Santuários Andinos, cuja entrada custa uns S./ 20, a visita é guiada, dura por volta de 1 hora e vale a pena. Não pode tirar foto.

Daí, fomos almoçar no Chica, mais um restaurante do Gaston Acurio. Foi ótimo! O ambiente é lindo, ora clássico, ora peruano, ora descontraído, ora formal. O atendimento foi ótimo e a comida muito boa. Recomendo demais! A conta com dois piscos sour, uma água com gás, um ceviche, um arroz com pato, uma salada e uma sobremesa bateu em S./ 194 (R$ 158,59).

Milho crocante salgado pra gente beliscar. Viciei nisso. Não cobrado

Couvert com pães deliciosos e quentinhos. Não cobrados, o que acho muito gentil e honesto por parte da casa. 
Salada orgânica com alface, abobrinha, berinjela, aspargos, tomate e um molho de limão, ervas e azeite balsâmico dos deuses. Sabem aquela salada farta e deliciosa que te faz feliz como prato principal? É essa. S./ 26 (R$ 21,00)

Sobremesa de Pana Cotta com Lúcuma, S./ 21 (R$ 17,16), Ceviche de Corvina, S./ 49 (R$ 40,50), Arroz com Pato, S./ 49 (R$ 4050), Pisco Sour e Cholopolitan (ou Piscopolitan), S./ 21 (R$ 17,16), da esquerda para a direita. Tudo maravilhosamente ótimo.


Depois do almoço, fomos ao Convento Santa Catalina. Imenso! Ocupa praticamente o quarteirão inteiro. E era uma cidade mesmo para as freiras, que não saiam dali. Há ruas, praças, fontes. Logo após a entrada, que custa S./ 35,  há guias que oferecem a visita guiada em várias línguas por S./20. Aceitamos e valeu a pena, pois as explicações foram bem detalhadas e nos contaram muitas coisas interessantes. Dura por volta de 1 hora.





Foto tirada de um terraço no convento.



Depois do Convento Santa Catalina, tentamos conhecer a catedral, mas já estava fechada. Pena. Daí a gente foi andar na praça, compramos chocolates Ibérica, vimos uma loja ou outra até que deu fome novamente. Tiramos poucas fotos, mas juro que a cidade tem cada monumento lindo e grandioso, muitos feitos com a famosa rocha branca "sillar", vulcânica, e que apelida a cidade de Cidade Branca.

Catedral na Praça de Armas

Praça de Armas

Praça de Armas, e a catedral quase toda ao fundo.

Algum lugar lindo que não sei o que é.




Daí jantamos no Zig Zag, por dica do TripAdvisor. Lugarzinho bem bacana, cuja conta com uma água, uma entrada, um prato principal e um vinho bateu nos S./ 167 (R$ 136,52). Preferi o Chicha, mas esse é bem confortável e a comida também é bem gostosa.

Couvert não cobrado. Não era muito bom.

Vinho peruano, S./ 80 (R$ 65,40). Definitivamente, os vinhos peruanos não são bons. Puxam para o azedo, são estruturados e complexos demais. E não são muito aromáticos.


Entrada chamada Antipasto Marítimo, S./ 38 (R$ 31,00), com camarões, salmão e truta. Bem gostoso.

Uma das especialidade da casa: carne na pedra vulcânica. Esse prato é a Trilogia de Carnes, com boi, alpaca e cerdo, porção de 200gr., por S./ 45 (R$ 36,78), acompanhado de batatas nativas salteadas e salada verde. Ah, e um babador :-) Uma delícia e é interessante observar como a carne de alpaca é diferente. Não parece nada com boi, nem com porco. É muito gostosa e bem leve.


No caminho de volta para o hotel, demos uma paradinha num "biergarten" que tínhamos visto mais cedo. Pub meio fuleiro e sem cerveja decente. Tocava música pop e vazamos rapidamente. Na verdade, o melhor de ir até lá foi dá de cara com uma parada gay que estava rolando em Arequipa! Pura diversão. E estava relativamente cheia, com pessoas de todos os sexos e idades. Pareceu séria.





Depois, casa, cama e, no dia seguinte, Canion de Colca, que fica para o próximo post.

Beijocas. Vanessa.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Nazca - vôo sobre as famosas linhas de Nazca.

Pessoas,

ainda sobre nossa viagem ao Peru.

De Lima, fomos para Nazca. Foi uma parada rápida para fazer o vôo sobre as linhas de Nazca e já seguir viagem. 

Madrugamos numa sexta-feira e às 07h pegamos ônibus de Lima para Nazca. Fomos de táxi do hotel (que nos deixou um sanduíche e suco preparados num saquinho, já que não teríamos café da manhã - olha que fofo) para a estação de ônibus da Cruz Del Sur. Em Lima, não há apenas uma rodoviária para todos os ônibus, como é comum. Cada empresa de ônibus tem sua própria estação. No caso da Cruz del Sur, a estação é muito bem organizada e o check in parece de empresa aérea, com entrega de bagagens, etiquetamentos, tripulação toda bem arrumada. 

A viagem dura 7 horas e meia. O ônibus é bem confortável. Tem travesseiros e cobertores, wifi, lanches com bebidas quentes e frias. Tem também televisão e fica passando filmes ou pegadinhas todo o tempo. Compramos as passagens pelo site da Cruz del Sur (pelo site www.go2peru.com também dá pra comprar, mas tem taxa extra. Aproveite-o apenas para fazer pesquisas) e retiramos os bilhetes na própria estação antes de embarcar. Custaram S./ 146 (R$ 118,31) as duas passagens regulares (segundo andar do ônibus).

O cenário da viagem é todo bem desértico, e com umas casinhas perdidas no meio de uma nada. Não entendi o que elas faziam ali. Depois perguntei para nosso guia em Cusco e ele disse que era a casa de repouso de quem plantava nas montanhas ou pescava por ali. Mas, cara, era um deserto de perder de vista. Enfim.

Chegamos em Nazca umas 14h30 e já partimos para o vôo. Fizemos o passeio com a Alas Peruanas, cujo escritória fica anexo ao hotel Alegria e em frente à estação de ônibus. Em frente mesmo! Ainda assim, eles mandam alguém te recolher na estação. A localização da estação e da agência foi muito útil porque na mesma noite seguimos viagem para Arequipa também de ônibus pela Cruz Del Sur, então não precisamos de transfers para lá e para cá. As malas foram conosco e ficaram guardadas na agência.

O vôo custou $100 (R$ 226,17) por pessoa. Da agência, nos levaram para o aeroporto e lá pegamos um aviãozinho tão pequeno que até fiquei com medo. Era o piloto e co-piloto e atrás eu e Vinicius. Tipo um helicóptero :-)



O passeio é muito legal! E com emoção, já que são feitas várias manobras para que o avião fique bem posicionado facilitando a visualização dos desenhos. 

Condor

Astronauta (na verdade, um menino :-))


À esquerda, árvore. A coisinha preta no meio, o observatório. Viram como a pista passa muito perto? O desenho à direita eles chamam de mãos, mas me parece um passarinho. 

Depois do vôo, fomos dar uma voltinha na cidade e descansamos um pouco no lobby do hotel Alegria (onde tinham dois gatinhos lindos!) para matar o tempo até o horário do ônibus para Arequipa.

Na cidade, na região central, paramos no restaurante Via La Encantada para almoçar/lanchar. Eu pedi um ceviche de corvina, mas não estava muito bom, não. Havia partes desagradáveis do peixe (digo, não apenas a carne). O Vinicius pediu um creme de aspargos, que estava bom. Com uma cerveja Cusqueña, a conta ficou em $16,22 (R$ 36,68).



Depois, mais tarde, comemos uma boa pizza barata numa pizzaria que não sei o nome, mas era bem do lado do La Via Encantada. Não anotei nome, nem tirei foto, nem anotei preço por uma simples razão: estávamos assistindo no notebook os últimos episódios da última temporada de How I met Your Mother :-)

Depois foi embarcar rumo à Arequipa. Para Arequipa fomos também com a Cruz Del Sur, compramos as passagens pela internet, por S./ 111 (R$ 89,94) cada uma. Esse trecho compramos o assento VIP, na parte inferior do ônibus, bem mais confortável, com travesseiro, coberta, lanche e com bancos em couro e que inclinavam 160º. Deu pra dormir bem (ainda que tivesse alguém roncando de vez em quando). Chegamos em Arequipa por volta de 08h30 do dia seguinte.

Foi assim.

Beijocas. Vanessa.

Lima - restaurantes (parte 2 - Astrid Y Gastón, Luchitta, Tanta e Songoro)

Pessoas,

vamos a segunda parte dos registros dos restaurantes de Lima. Alguns preços estão em dólares americanos, porque tive que verificar a conta na fatura do cartão.

Astrid Y Gastón: o mais falado de todos os restaurantes de Lima merece aplausos. Foi uma grande noite. Eu ainda sinto mais saudade e amor do La Mar, mas um restaurante desse nível cuja conta com 1 água, um vinho, duas entradas, dois principais, a melhor sobremesa de todos os tempos, dois cafés saia por S./ 418 (R$ 338,00) é de impressionar (pense em qualquer restaurante bom em Brasília. É daí para mais). Assim como no Central, optamos pedir a la carne ao invés de conhecer o menu degustação da casa, que tem 17 passos e custa S./ 345 (R$ 279,50) por pessoa. Desistimos porque, pessoas, 17 passos, inevitavelmente, é comida para toda uma vida! Não queríamos aquela sensação de conseguir andar depois da janta. E o la carte te dá a possibilidade de explorar o cardápio conforme sua conveniência. Não me arrependi da escolha, mas confesso que fiquei MUITO curiosa com o menu degustação. Curiando algumas mesas ao lado, vimos chegar uma coisa que era literalmente um ninho e os comensais iam catando algo lá de dentro. Mais tarde, o garçom vem vindo com uma caixa com gelo seco, cuja fumaça ia deixando um desenho do lastro dele pelo salão. Daí, parava na borda da mesa, abria a caixa para os comensais e eles recolhiam algo lá de dentro (acho que picolé e já era parte da sobremesa). Não é só a comida, é todo um show, que me pareceu muito bem adequado ao nome do menu: El Viaje. Quem optava pelo menu degustação ainda ia embora com uma lembrança que continha um livreto muito chique sobre o restaurante. Achei bem interessante. Nossas escolhas:

Boas vindas da casa: cesta de pães e manteiga fantásticos e essa folha de arroz toda trabalhada e enfeita sobre uma pedra. Criatividade é isso aí! Não cobrados. O vinho peruano escolhido foi o Tabernero Gran Tinto Fina Reserva Malbec Merlot, o mais barato da carta, S,/ 100 (R$ 81,03), não era assim muito bom, mas fomos descobrindo que nenhum vinho peruano é.

Entradas: Cuy Pekines (pele laqueada, carne confitada, crepes de maiz morado e molho de chifa, por S./ 59 (R$ 47,81) e Três Ceviches, também por S./ 59 (R$ 47,81). Pedimos o prato de cima sem saber o que era cuy (essas 4 tirinhas com cara de gordura). Depois de provar e sentir gosto de porco, perguntamos ao garçom. Resposta: porquinho-da-índia. EITA!!! Ainda bem que não sabia, senão jamais pediria :-) Tem gosto de porco e só.

Principais: acima à esquerda, "entre costillas dse res em seco", com molho, cenoura, ervilhas, tutano e batatas nativs, por S;/ 68 (R$ 55,10); abaixo, lomo salteado tradicional (filet em pedaços, com molho da própria carne, com cebolas, pimentões e batatas fritas, que me conquistou pela discrição "tradicón en toda la vida. sin más palavras", por S;/ 68 (R$ 55,10). Veio acompanhado de uma panelinha de arroz com milho.

Acima, a melhor sobremesa de todos os tempos! La esfera sensible, S./ 28 (R$ 22.68), é uma bola de chocolate recheada por dentro com compota de framboesa, sorvete de lúcuma e espuma de creme brulée. A  bola é com chocolate endurecido, mas o garçom vai jogando chocolate quente e ela vai derretendo. Olha, inesquecível! Dessas que você se lembra a viagem todinha. A caixinha de gavetas abaixo é o mimo que vem com a conta! Em cada gavetinha, dois docinhos maravilhosos, tipo trufas, macarrons, marmelada. Assim que a gente se apaixona.

Luchita: almoçamos por lá no dia do tour privado que fizemos em Lima com a Lima Mentor. Fica no bairro de Chorrilos e em um casarão impressionante. Com certeza foi de gente muito importante no passado, porque tem teto com afrescos, chão de madeira, portas grandes. Quase em palácio. Não sei nada dos preços, mas a comida estava bem gostosa. Vale a pena se estiver pela região.


Milho de couvert, ceviche misto, com camote e milho cozido de entrada para mim (muito bom!) e, de principal, peixe grelhado com alho, com arroz e mandioca frita (ok). 

Prato principal do Vinicius nas duas fotos acima: Tacu-tacu de peixe (tacu tacu é muito tradicional no peru e é quase um mexidão de arroz, feijão, ovos e temperos); a guia que estava conosco pediu um peixe salteado (peixe em pedaços com molho e batata frita). Para sobremesa, essa tortelete de doce de leite. 

Tanta: o Tanta é um dos restaurantes que levam o nome do Gastón Acurio. A nossa ida foi rápida, depois do tour de dia inteiro em Lima, já cansados e numa noite bastante fria. Fomos na unidade de Miraflores. Eu não tirei foto do cardápio, nem da conta, então não tenho detalhes :-( Comemos dois pratos principais, uma taça de vinho e um pisco sour. A conta deu $ 39,11 (R$ 88, 45).

Prato de cima, tacu tacu a lo pobre, e abaixo spaghetti com pesto. Bons!

Sóngoro Cosongo: esse foi o restaurante que caimos quando o estávamos batendo perna uma noite em Barranco. Antes dele, tentamos o Tio Mário, bem na frente, cheio e famosinho. Mas o forte da casa é carne. Daí, o Tripadvisor deu a dica do Sóngoro, a gente curtiu a cara e a chamada dele: "comida peruana hecha em casa". Era um local bem caseiro mesmo, com cara de comida boa e simples. E assim foi. A família proprietária do restaurante é quem te atende. A conta com 1 pisco sour, uma taça de vinho (ruim!), um ceviche e uma causa de frango saiu por $27,03 (R$ 61,13).

Ceviche S./ 29 (R$ 23,00) e Causa de frango por S./ 14 (R$ 11,35). Muito gostosos.

E assim foi.

Estão perdidos nos posts de Lima? Para hotel e passeios, clique aqui. Para o outro post também sobre restaurantes, aqui.

Beijocas. Vanessa.

Lima - restaurantes (parte 1 - La Esquina, Central e La Mar)

Pessoas,

nesse post aqui falamos sobre os passeios e hotel de Lima. Para que não ficasse gigante, outros dois posts terão os registros dos restaurantes. Esse é a parte 1, com La Esquina, Central e La Mar. Na parte 2, teremos Astri Y Gastón, Luchita, Tanta e Songoro. Os preços informados são primeiro em Novo Sol peruano e, no parêntese a seguir, em reais, considerando a cotação entre os dias 06 e 07 de julho de 2013.

Uma das maiores empolgações da viagem ao Peru, com certeza, estava em torno da gastronomia. Olha, foi muito bom! Primeiro porque é uma comida bem saudável. A variedade de batatas, frutas, milho e cereais é infinita! Segundo que, com o Pacífico do lado, os frutos do mar são frescos, deliciosos e frequentes. Terceiro que eu amo milho. Amo pipoca, milho cozido, pamonha. E milho lá no Peru é usado como petisco na mesa (apenas tostado com sal), cozido como acompanhamento, pipoca é fácil de encontrar nas ruas. O céu. 

Em todo o Peru, há restaurantes do chef Gastón Acurio, o mesmo do Astrid Y Gastón. Conhecemos alguns e, olha, pode confiar. Decoração sempre legal, atendimento esperto, preços justos.

O La Mar foi, de longe, o que mais gostamos. E é adivinha de quem? Do Gastón Acurio. Almoçamos nele duas vezes e só não fomos a terceira e quarta porque não deu tempo e não abre na janta. 

La Esquina Wine Bar: almoçamos no nosso primeiro dia em Lima nesse restaurante porque ele era exatamente em frente ao nosso hote. Aquilo de chegar de viagem, fazer check-in e ir comer logo alguma coisa. Era bonito e o cartaz ao lado de fora anunciava menu com entrada, prato principal e sobremesa por 26 soles (R$ 21,00), com taxas e serviço (uns vinte e poucos reais). Foi bem legal e atendeu bem nossa expectativa: comida gostosa e rápida, afinal, tínhamos uma Lima inteira a desvendar. O local tem uma adega imensa exposta e também bastante opção de vinhos em taça.

Decoração com dardos gigantes!


Couvert básico peruano: algum tipo de batata cortada em lâminas e fritas. Tipo crips de batatas


Entrada do Vinicius: batatas a la riojana com chorizo e maionese de alho. Prato apimentado e bom para dias frios


Tapa de abobrinha com lulas e molho romesmo: um enroladinho de abobrinha com lula. Estava  muito bom, talvez a lulu estivesse um pouco borrachuda. Mas valeu. Não lembro nada do molho, acho que nem toquei nele.




De principal para mim, tilápia a la florentina com purê de cenouras. Delícioso!

Para o Vinicius, uma irreverente lasanha de cordeiro com menta, champignon e nozes.  Um arraso!  A menta suavizando o cordeiro, em formato de lasanha.


Sobremesas: media luna de maçãs e mousse de canela e muffin de mirtilos e espuma de frutos do bosque. Com uma descrição dessas, a expectativa foi lá em cima, né? Estavam bem sem graça.



Central: o restaurante oferece um menu degustação de 10 passos por  S/. 285 por pessoa (R$ 231,00). Optamos, no entanto, por pedir a la carte e explorar o cardápio conforme nossas vontades. O restaurante é bom, claro (tá na lista da Restaurant em 50º lugar), mas não me deixou querendo voltar. A conta com piscos pequenos, 2 águas, duas entradas, dois principais e duas cervejas artesanais bateu em S/. 368 (R$ 298,00).


Antes de sermos acomodados no salão principal,  nos deixaram por alguns minutos no bar do restaurante (mesmo tendo reserva). O Vinicius pediu um pisco sour de maracujá e, quando o barman olhou pra mim esperando meu pedido, informei que iríamos compartilhar. Não sei o que ele entendeu, mas nos foram servidos 2 piscos pequenos,  S/. 18 cada (R$ 14,58)


Couvert com pães quentes e deliciosos. Tinha pão de batata, de quinoa...não lembro bem. mas era divinos. Não cobrados.


Ponto extra para a casa: eles tinham cerveja artesanal peruana. Essa Barbarian custou S/. 18 (R$ 14,58) e  senti falta de corpo. 


Entrada: atún confit de 6 grados, com queijo de cabra, pimenta, murta (planta) e óleo de limão.  Por   S/. 42 (R$ 34,03), fantástico. Foi a estrela da noite.

Ceviche caliente, S/. 79 (R$ 64,01). Uma sopa de frutos do mar com batatas carbonizadas (essas pedrinhas pretas ao lado). Gostosa, pena que não estava quentinha de verdade.

Assado de tira 24 horas, com molho da própria carne (segundo o cardápio, "crema de vaca feliz"), e essa coisinha do lado era um enrolado de algo que parecia ricota. Bem gostoso, mas a carne tinha apenas o gosto de uma carne bem cozida, um sabor comum. Por  S/. 84 (R$ 68,06).

Mero assado com quinua negra, batata huamantanga, "micro verde" e lulas. O meu prato não estava bom. Primeiro que o peixe estava frio! E tinha uns remendos, como se fosse alguma parte da carne que não o filet. Esse micro verde eu não sei do se trata, mas talvez seja ervilha. E essa coisa branquinha envolta pela quinua? O prato veio acompanhado de uma tigelinha de purê de batata com lulas, bem quentinho e saboroso. Só não entendi o que uma coisa tinha a ver com a outra. Por  S/. 72 (R$ 58,36).


Docinhos feitos no restaurante que chegaram junto com a conta. Chocolate e marmelada. Deliciosos! Não cobrados.

Docinhos feitos no restaurante que chegaram junto com a conta. Chocolate e marshmallows. Tudo de bom! Não cobrados.


Cevicheria La Mar: ah...o La Mar. O melhor restaurante de Lima. Serve uma comida especial com preços bem amigos. O ambiente é descontraído, os garçons são alegres. Vive cheio e de peruanos. No site, tem o cardápio completo com preços. Acabo de descobrir isso e agora gosto ainda mais deles. Gostamos tanto na primeira ida que programamos voltar assim que possível. Infelizmente só conseguimos ir duas vezes, porque o restaurante só funciona no almoço. Uma pena. Eu sugiro sentar por lá e ficar pedindo entradas. São lindas e gostosas. Na primeira visita, a conta bateu nos S./ 170,00 (R$ 137) com 1 água, uma taça de vinho, um pisco sour, um prato principal (grande, para compartilhar) e 2 cafés expressos. Na segunda visita, pagamos S./ 193,50 (R$ 156,80) por dois pisco sour, um piscopolitan, uma água com gás, 2 entradas (uma degustação de ceviche e uma causa) e uma sobremesa.

O magnífico couvert da casa: balde com crisps de milhares de tipos de batatas, molhos mais ou menos picantes e milho "maiz" - esse é grelhado em azeite e servido com sal - um vício incontrolável! Couvert não cobrado.

Chilcanazo: pisco sour tradicional com manjericão e gengibre. S./ 22 (R$  17,82)

Cholopolitan, por S./ 22 (R$ 17,82). É a versão peruana do Cosmopolitan, também chamada por lá de piscopolitan. Esse leva pisco acholado, cranberry, lima-limão, cointreau e toque maracujá. Fantástico.
La Mar Sour, S./ 22 (R$ 17,82), pisco sour com physalis. Ótimo.

Piqueo Chalaco, S./ 59 (R$ 47,00): um sampler da vida, com ceviche, camote (essa verdira laranja, que parece abóbora e tem gosto de batata doce) , peixe empanado, batata frita, lula, "torta" de frango e batata, milho cozido (chamado de choclo). Um arraso!

Degustação de ceviches, S./ 59 (R$ 47,81). O meu preferido é o tradicional mesmo, com pescado fresco, suco de limão, cebola. Aí tem o Nikei, que é de atum e levemente adocicado (lembra comida japa), o misto, com frutos do mar e até um com peixe empanado.
Causa super nikei, S./ 36 (R$ 29,17). Causas são bolinhos/purê de batata. Essas vieram recheadas com salmão e atum. Delícia!
Queso Helado, S./ 20 (R$ 16,20), com espuma de côco e canela. Não senti sabor algum de queijo, mas estava deliciosa. Mesmo.

Tiramisú, S./ 22 (R$ 17,82), receita tradicional com um toque de lúcuma, uma fruta bem gostosa do Peru, boa para sobremesas e sorvetes. Gostoso até, como tudo lá.

Mimo que veio com a conta: sorbet de hortelã. Show!

A parte 2 está aqui!

Beijocas. Vanessa.