terça-feira, 25 de setembro de 2012

África do Sul - Outubro/2011 - Plettenberg, Mossel Bay e Hermanus.


Pessoas,

vou ser mais sintética no registro da viagem à África do Sul. Queria fazer algo detalhado, mas não consegui finalizar até hoje (a viagem já vai fazer 1 ano!) e, para piorar, fui atualizar meu celular e perdi todas as notações e gravações de voz que fizemos durante a viagem. Não, eu não fiz back up. 


O post sobre a viagem da África do Sul anterior a este foi sobre o comecinho do trecho no litoral, a Garden Route, logo depois dos safáris. De Jeffrey's, zarpamaos para Plettenberg, parando no Tsitsikama Park para emoções, como contado aqui. Então, nesse post registrarei Plettenberg, Mossel Bay e Hermanus. Cape Town ficará para o próximo e último post, para que esse não fique maior ainda.


Plettenberg 

É o melhor ponto de parada na Garden Route. Opte por ela se for escolher um só local: cidade maiorzinha e mais centralizada, deixando acessível diversas opções de lazer. 


Ficamos na Halcyon GuestHouse por sugestão do booking.com. Uma delícia! Tinha mais cara de casa ainda que a guesthouse que ficamos em Jeffrey's, porque a dona morava lá. A casa era lindamente decorada, gigante, com muitas flores que deixavam o ambiente super perfumado.

"Nossa parte" era a de cima da casa: uma antesala, corredor, dois quartos e dois banheiros! Ocupamos o Nautilus Room, com direito à varandinha no quarto com vista para o mar, TV com DVD e tudo mais. Na antesala, vários livros, revistas e DVDs a disposição, além de chás, cafés e sempre um licorzinho com bombons eram colocados no aparador de noite. Um mimo fofo que só!

O carro ficava na garagem coberta dentro da casa, que tinha duas vagas: uma pra nós, outra pra dona :) Ganhamos o controle da garagem, a chave de casa, tínhamos acesso à cozinha, sala, mesa de sinuca, bar (com a ficha para anotações caso consumíssemos algo).

O café da manhã era espetacular, cheio de opções, enfeites e simpatia. Na hora que a gente quisesse, a partir das 08h, mais ou menos.


Super recomendo. O valor da diária? Inacreditáveis R$ 160,00. Para nossos 3 dias por lá, programamos uma visita ao Santuário dos Elefantes, Arvorismo no Tsitsikamma Park, visita a Knysna, a Outshoorn para conhecer a famosa gruta Cango Cave, além de, obviamente, acatar as sugestões de bons restaurantes da cidade. Foram dias bem tranquilos, descansamos bastante e assistimos o filme I Am Sam, cada noite víamos uma pouquinho. Vamos por tópicos:

  • na nossa primeira noite, fomos ao restaurante Nguni, indicado pelo hotel com a ressalva de que era um restaurante caro. Tem página no facebook. Um dos melhores da viagem! Localizado numa espécie de taberna, é cheio de estilo! O precinho sul africano continuou nos fazendo feliz! Pedimos o vinho mais caro da restrita carta, um Rustenberg John, e custou R$ 64,00. De entrada, provamos o inesquecível e suculento carpaccio de springbok (uns R$ 13,00). Carpaccio suculento? Pois é. E veio um pão gostoso e divertido pra comer com manteiga decente. De prato principal, eu fui de peixe muito bem temperado com  ervilhas e brócolis (uns R$ 23,00), o Vinicius de cordeiro com purê (uns R$ 18,00). Para sobremesa, um coisa meio brownie/pudim/brulee de doce de leite, dos bons, por míseros R$ 8,00. Atendimento VIP, comida muito gostosa e preço pequenos. O paraíso na terra.




  • no dia seguinte, bem cedinho, fomos ao The Elephant Sanctuary: É um local que resgata elefantes doentes, caçados e impossibilitados de voltarem à vida selvagem. Daí eles oferecem um programa de visitação no qual eles passam várias informações e agente pode ter contato com os elefantes (escovar, andar de "mãos dadas", alimentar, e montar. É divertido pra quem gosta de bichos. Pegamos o pacote completo, mas não recomendo a parte de passear nas costas do elefante: não é confortável, é super rápido (ainda bem, na verdade) e é a parte mais cara, dobrando o preço do pacote, que ficou em quase R$ 200,00 por pessoa.


  • na tarde do mesmo dia, fomos fazer arvorismo no Tsitsikamma Park, ali por perto e fácil de chegar com o GPS. Reservei por aqui, R$ 225,00 para os dois, e foi bem divertido. Durou umas 3 horas e teve lanche no final: suco e um sanduíche de atum simples, mas delicioso. Não temos fotos, mas garanto que é bem legal observar a floresta pelas copas das árvores e é uma maneira de  explorar a floresta Tsitsikama de perto, já que o Tsitsikama não está aberto à visitação  O local do arvorismo ficava a 30 minutos de carro do Santuário dos Elefantes e fizemos um lanche entre as atividades em alguma lanchonete por ali. 
  • na volta para casa, paramos em um observatório em Natures Valley para observar a beleza e fazer a foto clássica :)



  • Moby Dick's: um restaurante famoso por lá. Não gostei muito não e os preços nem são muito atrativos. Fomos duas vezes e achei a qualidade da comida bem mediana. Ainda, as ostras que o Vinicius comeu lá não desceram nada bem. Mesmo.                                                                        
  • Knysna é uma cidadela sul africana conhecida como “capital mundial das ostras”. Fica do ladinho de Plettenberg. É bonitinha, mas não empolgou. Tem uns pontos bonitos para ver o mar, ilhas, e só. Talvez não curtimos muito porque o tempo não estava dos melhores, e ainda ventava muito! Não comemos ostras por lá porque não achamos um lugar com cara de “vamos parar aqui pra comer” (comemos no Moby Dick’s e repito que não recomendo!).

  • Num dos dias, fomos até George, saindo da via N2, a “capital mundial das fazendas de avestruz”. A paisagem nessa parte da viagem é espetacular, com vales e formações rochosas impressionantes. Um dos pontos altos da viagem! Não paramos em nenhuma das fazendas de avestruz, mas vimos milhares de dentro do carro. De George, fomos até Outdshoorn, onde está localizada a gruta Cango Cave, aberta para visitação e cheias de estalactites e estalamitites. É tudo lindo, tanto a estrada para se chegar até lá, quanto a gruta (uns R$ 15,00 a entrada). Vale muito a pena! Nós chegamos por lá por volta de meio dia, e tem visitas a cada meia hora. Ah, e você pode escolar a visita standart, sem emoção, ou adventure, com emoção (passando por pontos estreitos, escalando pedras...). Optamos pela primeira, para evitar a fadiga. Almoçamos por lá mesmo, no Cangos Caves Restaurant, e comemos carne de avestruz. Gostei, parece boi. Lá foi "caro": a refeição saiu por uns R$ 50,00, acima da média, e só pedimos um prato.




  • ainda em Plettenberg, mais dois restaurantes que agradaram muito: o Kitchen Café Bar, descoberto pelo TripAdvisor (que ganhou muito meu respeito depois dessa viagem à África - dicas quentes e certeiras), é um local que serve de tudo um pouco (sandubas, sushis, pizza, "comida"), ambiente bem legal, ótimo atendimento, com vista para o mar e muito aconchegante a noite. Não gostamos do sushi, mas amamos a pizza, a lareira, o vinho e a sobremesa :-). O outro foi o Scotty's, dica da dona da nossa casa em Plettenberg. O restaurante é muito bom mesmo, comida gostosa. Infelizmente, estivemos lá no dia que o Vinicius tinha comida as malditas ostras e estava super mal. Não aproveitamos o restaurante como ele merecia. 


Mossel Bay

Mossel Bay é uma cidade portuária, bem pequenininha, famosa por ter sido descoberta pelo navegador português Bartolomeu Dias na época das navegações. Por isso, lá tem o Museu Bartolomeu Dias com a réplica do navio utilizado em 1488 para cruzar o Cabo da Boa Esperança. E também tem ponto de observação de baleias (não vimos nenhuma de lá!). O que era pra ser uma tragédia tediosa (reservamos 2 dias para lá e ainda estava frio) acabou sendo salvo por descobertas improváveis: o micro e nunca recomendado museu de tubarões e a Guinness com o melhor preço nunca visto antes na vida: menos de R$ 5,00 nos bares, e menos de R$ 3,50 na distribuidora de bebidas. Pena que só vendiam depois da 10h. Ainda assim, passamos boas horas sentados e bebendo Guinness. Não dá pra dizer que foi ruim, né?

Nos hospedamos na guest house Cross Court. A diária custou uns R$ 100,00. Essa é um pouquinho diferente. Não ficamos bem na casa da dona, que morava numa acomodação ao lado da nossa. Nosso "quarto" era um bela casa de dois andares e comportava facilmente 4 pessoas. Apesar de grande, era meio envelhecido e a limpeza não era das melhores. Também não tinha café da manhã. Tudo bem. A proprietária, de uma simpatia exemplar, tinha um gato :-) e, logo ali na esquina, bar de frente pro mar cheio de surfistas com Guinness por menos de R$ 5,00.
  • Complexo Bartolomeu Dias: fica numa área ampla, com bastante verde, e é onde está o Museu Bartolomeu Dias, um museu de vida marinha e a caixa de correspondência em forma de sapato, em referência à maneira que os marujos do século deixavam mensagens para os companheiros: no sapato pendurado na árvore. A grande atração do Museu Bartolomeu Dias é a réplica da embarcação usada em 1487 pela frota que saiu de Portugal e parou lá em Mossel Bay. É muito legal entrar naquela embarcação e imaginar como seria viajar naquilo mar adentro. Pessoas, é muito pequenina! Essa réplica foi criada para comemorar o V centenário da passagem do Cabo da Boa Esperança e fez o mesmo percurso da original em, salvo engano, 3 meses (a original demorou 6 meses!). No museu de vida marinha, o que mais chamou a atenção foi um polvo em um aquário. Nunca tínhamos visto um polvo se movendo e é bem interessante. A caixa postal em formato de sapato funciona até hoje (mandamos postais que chegaram!) e ainda vem com um carimbo diferenciado.



 

  • passeando a pé pela orla de Mossel Bay, próximo a um dos pontos de observação de baleias, passamos por um casinha muito simples com uma placa indicando tratar-se de um museu de tubarões, ou centro de pesquisa de tubarões. Custava 5 randes (algo como R$ 1,00) para entrar. Com a falta de opções na pequena Mossel Bay, entramos. Cara, foi super legal! O local era bem tosco, mas tinha um bocadinho de tubarões em aquários (todos alvos de pesquisas). Além disso, vimos o que muito possivelmente jamais veríamos nessa vida: ovos de tubarão! Sim, há tubarões ovíparos.

  • não comemos em nenhum lugar digno de nota em Mossel Bay. Ficamos ali pelo Delfino's Restaurant, perto de casa, com wi-fi, de frente para a praia, Guinness e cardápio extenso no qual nada era realmente bom. Em cima do Delfinos há o KingFischer Restaurant, mais restaurante, menos bar, mas comida igualmente mediana e mais caro (aqui a Guinness custava 14 rands. No Delfino's, 9). 

Hermanus

Depois de Mossel Bay, o destino era Cape Town, a última parada da viagem. Entre ela, existe Hermanus, tida como um dos melhores pontos do mundo para observação de baleias. Então, paramos por lá, a 120 km da Cidade do Cabo. A cidadezinha é fofa e me pareceu que vive, basicamente, das pessoas que vão ali observar baleias. Pessoas, pensa no tanto de japas com máquinas e binóculos gigantes! O mês de outubro é tido como o mais cheios de baleias, ainda que, por causa do aquecimento global, elas tenham aparecido o ano inteiro.

Podem levar a sério o termo "observação de baleias". Como são lentas e calmas, alguns bons minutos são necessários para avistá-las e observá-las. É terapia ocupacional. Senta lá, fixa o olhar naquele mar lindo e azul, e espera. Se tiver paciência, verá espirros de água para cima (vimos vários!), rabinhos de baleia para fora da água (vimos um). Mas, na maior parte do tempo, o que se vê são coisas imensas na água se movendo lentamente, e você acredita que são baleias porque todos dizem. Poderia ser um hipopótamo ou um iceberg :) Na primeira foto abaixo, todas essas "coisas" que estão na água são baleias. Alguma delas com filhote. Eu juro! Marquei com um círculo para facilitar :-) Na segunda foto, tem uma baleia jorrando água para cima. Eu também juro!



Na verdade, passamos duas vezes em Hermanus, nessa ida para Cape Town, e num outro dia quando fomos de Cape Town para Gansbay mergulhar com tubarões brancos (registro no post sobre Cape Town)! Nas duas vezes, comemos no Fabio's Restaurant, uma cantina italiana com comidinha gostosa e reconfortante.






Próximo post: Cape Town.

Beijocas. Vanessa.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Jalapão-TO


Pessoas,

mais um post feito pela minha amanda irmã, Andréia, que foi para o Jalapão com a amiga Ju e voltou cheia de vontade de ir de novo!

"Você sabia que o Brasil tem uma região desértica? E você sabe o que é uma região desértica? Aposto que pensou no Saara ou no Atacama e isso te dá meio certo. Uma região é considerada desértica não somente porque é composta de areia, areia e areia. Mas, sobretudo, por ser pouco habitada. E assim é o Jalapão, o deserto do Brasil.

Há poucas maneiras de se chegar até lá. Não sei nada sobre todas, só sobre uma: pela empresa de turismo Korubo e, não! Eles, infelizmente, não estão me pagando por isso.

A viagem começa em Palmas. Você vai, por sua conta, de sua cidade até Palmas. O hotel em que se hospeda é por conta da Korubo, quer dizer, você pagou por ele, né? É um hotel razoável, só pra uma noite ta ok! Tem ar-condicionado, box no banheiro e um excelente café da manhã [itens que eu considero importante]. No dia posterior à chegada, a aventura começa. De Palmas ao Jalapão são 300 km, mas a viagem dura umas 6h porque a estrada é todinha de terra e de um visual que é de acreditar que deus existe.



Um caminhão vai te buscar no hotel. Meninas, abusem do sutiã porque é um sacolejo sem fim. A primeira parada é na cidade Ponte Alta. Lá se almoça e troca de caminhão. O almoço é numa mini-pousada que mais parece uma casa. Comida super caseira, sem glamour, mas com sabor. Importante! Na troca do caminhão, peça ao guia para ir na “cobertura” do caminhão. O visual é des-lum-bran-te. Natureza riquíssima e estonteante de linda.




Após almoço e troca de carro, uma parada rápida no Canyon de Suçuapara. 




Então, na parada do almoço, ponha roupa de banho ou, se você for adepto ao nudismo, sinta-se à vontade.

Depois de muito sacolejo no caminhão, chega-se ao camping da Korubo. Eu nunca acampei e nem vou acampar. Lá não é um acampamento, apesar do nome. É um verdadeiro hotel diferenciado. As barracas têm cama [boa], vaso sanitário, pia e um espaço para as malas. O espaço é bem excelente. A comida que eles servem merece um capítulo a parte. Você acha que comida de mãe é boa? Precisa comer a comida de lá...





No segundo dia, após o café da manhã, saímos de canoa pelo Rio Novo. É super legal e seguro. Se você nunca canoou, não precisa ter medo. É fácil e uma delícia. Aquela paisagem toda e você lá deslizando sobre as águas. Até dá dó na hora que acaba. Importante! Sabia que o Rio Novo é um dos últimos do mundo com água potável?





Após o almoço, tem saída para as dunas e, se possível, leve um babador. Não vou me alongar sobre porque as fotos dizem por si. Retorno ao “camping”, jantar e cama.








No terceiro dia, tem saída pro Poço do Fervedouro que é uma nascente de água cercada por bananeiras e com fundo de areia branca. Por conta da pressão da água que nasce, é impossível afundar e a sensação é de flutuarmos nas águas. É bem divertido. E a água é morninha. 




Saindo de lá, fomos a um outro fervedouro que fica numa fazenda da Korubo. Almoçamos na fazenda e seguimos para a Cachoeira da Formiga. Bonita, mas ok! É que eu não sou dada à água. No retorno, paramos numa cidade chamada Mateiros para compra de artesanatos feitos com capim dourado. E ó! Nunca mais compro capim dourado que não seja lá. Uma bolsa que aqui custa R$ 200,00, lá custa R$ 20,00.

No quarto dia, fomos fazer a Trilha do Mirante da Serra, são 6km de andança. Nada muito pesado e nem muito leve, mas há casos de parada cardíaca no percurso. A gente sobe uma montanha que lá de cima dá uma vista panorâmica do Jalapão. De lá, também avistamos as Dunas visitadas no dia anterior. Da mesma maneira, não vou me estender porque é indescritível. Veja as fotos! Tá vendo aquela montanha ali? Vamos subir? 



No meio do caminho [repare que ao final da estradinha de terra, tem um carro. olha o tanto que se caminha]!



Chegamos. Olha o visual:


Vem pro Jalapão, gente!


Após, retorno ao “camping” almoço e tarde livre.

Último dia e hora de dizer adeus. Café e pé na estrada. Visita à Cachoeira da Velha, parada em Ponte Alta para almoço e Palmas.




Sobre a comida: nunca comi tão bem! Uma comida de-li-ci-o-sa. Comida de mãe, de vó, seja lá de quem você queira imaginar. Bem executada, simples e saborosíssima. O café é rico de frutas, pães, sucos, café, leite, chá, omelete e outras coisas que não me recordo. O almoço e jantar é sempre comida. Afinal, gastam-se um bocado de calorias por lá. Todo dia um cardápio, todo dia uma agradável surpresa. O melhor brigadeiro da vida, foi lá. Não tem Labecca, Marina, Maria Amélia, etc que concorra... Não tem!

Nos passeios que se estendem pela tarde, eles fornecem pequenos lanches como biscoito, sanduíches, sucos.

Ah! Uma parte importante: o banho! Para o banho, o banheiro é coletivo [homem separado de mulher, claro], mas super reservado e bem estruturado. O chuveiro é melhor que de qualquer hotel fino que já me hospedei. A água é aquecida e de uma temperatura que não dá vontade de nunca mais sair. É bem amplo e a luz que fica sobre o box é colorida. Além de tomar banho, faz uma terapia de cromoterapia.

Pelo que se paga [hotel em Palmas, todas as refeições, passeios, hospedagem no camping] eu acho que o preço é até barato. 

Considerações:
  • Descrevendo assim parecem que são poucos os passeios, mas não são. As distâncias são longas [do camping aos locais] e a estrada é muito, muito ruim. Então, leva-se um bom tempo no deslocamento. Leve um livro, mp3...
  • Não morra sem ir lá.
  • Reitero: não tenha preconceito por se chamar camping. É um hotel diferenciado.
  • Consideramos, Ju e eu, que lá é muito mais bonito e legal que o Safari que fizemos na África do Sul. Mas muito mais!
  • Não morra sem ir lá.
  • Considere levar uma roupa por dia, por exemplo, uma calça/bermuda/camiseta/meia para cada dia, porque os passeios nos deixam num estado de que não dá pra repetir a roupa.
  • Não morra sem ir lá.
  • Quando for, me chama! É capaz d’eu aceitar.
Até!"

Eu já era louca para conhecer o Jalapão, e minha loucura piorou.

Beijocas. Vanessa. 

quarta-feira, 30 de maio de 2012

IV Festival Brasileiro da Cerveja, 2012 - Blumenau/SC

Pessoas,

este ano fomos nos fartar na IV edição do Festival Brasileiro da Cerveja, em Blumenau. Aconteceu em março e, como disse aqui, zarpamos para lá depois de romancear pelo sul do país.

O festival foi sensacional! Muito melhor do que esperávamos. Aconteceu em março, durante 4 dias, no Parque Vila Germânica, o mesmo local onde ocorre a Ocktoberfest, e foi pura alegria. Além de cerveja, tinha também palestras sobre o temas, programação musical, protestos, competição (South Beer Cup) e alguns restaurantes da cidade fazendo as vezes da "praça da alimentação", fundamental para manter os níveis de glicemia adequados.

Pouca alegria foi a minha burrice de atualizar o software do meu celular e perder todas as anotações do festival, fato que me impedirá de fazer um post decente, reduzindo-o a quase um registro pessoal e nada inormativo. Em 4 dias, provamos dezenas de cervejas. Talvez centenas. A cada prova, gravávamos o nome da cervejaria, da cerveja e a impressão. Até batizamos os áudios de Podcast Blog de Nós Dois. E estavam ficando tão divertidos! A cada cerveja degustada, o nível de felicidade aumentava, assim como o humor nas gravações. Uma lástima perder tudo aquilo! Back up? Não, não fiz.

O festival começava por voltas 18hs e ia até 01 da matina. A gente chegava sempre umas 19h, bem jantados para aguentar o tranco sem pedir pra sair, e ia embora por volta das 23h. Ainda que estivéssemos num paraíso, cansava e depois de um tanto de degustação, qualquer gole fica mais ou menos igual.

Tinha gente de toda categoria: cervejarias maiores, cervejaria menores, microcervejarias, nanocervejarias, cervejeiros, consumidores, visitantes, importadores, comerciantes, representantes, famílias, pais, mães, filhos, amigos, garotas e garotos na caça, etc, etc, etc.

A entrada custava R$ 10,00. Lá dentro, era o seguinte: primeiro tínhamos que trocar o dinheiro em real pelas Ninkasi, a moeda do festival, e depois era só escolher o que degustar dentre mais de 500 rótulos diferentes, servidos em diversos tamanhos de porções, dentre cervejarias bem conhecidas como a Colorado, Backer, Wals, Bambergm, Eisenbahn, Season, dentre muitas outras, como os cervejeiros caseiros. Esses, para mim, foram a melhor parte do festival.



Para quem curte cerveja, é muito bom conhecer uma galera que produz cerveja no quintal de casa. Eles, sempre com um bom humor da porra e totalmente dispostos a mostrar seus produtos, explicar, provar junto e abertos a nossa opinião. A gente, quase sempre de cara com as delícias que saem dos quintais. Era ótimo parar em cada stand e bater um bom papo sobre cerveja!

Das cervejas caseiras, lembro das Stannis, DUM, Sambaqui (e sua excelente harmonização, foto abaixo), Fucking Beer, drei Adler, Alquimista, Cerveja Fortuna, Ogre Beer, Bier Hoff, Morada (e seu hidromel realmente muito bom), Brix, Palta (e sua fantástica rauchbier) e mais um monte que lembro da etiqueta, mas não do nome, da localização no pátio, mas não do nome, das pessoas com quem papeamos, mas não do nome. Shit!









O caso é que ano que vem tem mais, em março, acho que de 20 a 23. Então programe-se, porque é imperdível! Muitos sabores, muitas novidades, muitos bons papos, muita diversão! Não vá por poucos dias. Será uma tortura escolher o que beber dentre tantas opções.

Ah, registro que encontramos por lá os caras que tem a melhor carta de cervejas de Brasília, eleitos pela Veja Brasília Comer e Beber 2012, Alberto e André, do Agrippina Bistro, e o Flávio, da BeerMart. Devemos ter novidade chegando em Brasília, né rapazes? E também encontramos as "mamães" da Mamãe Bebidas. Não pestanejei: quando vi duas moças com a camiseta escrito Mamãe Bebidas, fui lá, cutuquei, disse que eu era a Vanessa de Brasília, cliente, e que elas eram minhas ídolas :) Ganhei abraços e sorrisos.


A Colorado tá de parabéns por levar tatoos fakes do selo Beba Menos Beba Melhor (apesar de que, no festival, o menos ficou de fora) e do seu mascote de ursinho pra gente se enfeitar. Eu peguei várias e ainda pedi mais. Devo ter pro ano inteiro!





No mais, visitamos a fábrica da Eisenbahn (pequenina, mas charmosa, com barzinho e petiscos muito bons e preços das biritas lindo de morrer, como a Lust por uns 60 reais, o licor de cerveja, BierLikör , por não lembro quanto, mas tipo metade do valor dele no próprio festival da cerveja).

Sobre o BierLikör, estou bebericando-o neste exato momento e não acho que pareça cerveja. Me lembra doce de leite/chocolate/baunilha. Tô achando enjoativo.

Pra fechar o post, o vídeo oficial do 1º dia do Festival, com explicações gerais sobre a idealização do evento e, melhor de tudo, essa que vos escreve quem estando no lugar certo, na hora certa, acabou dando entrevista \o/ Nada como uns vários copos de IPAs antes da câmara pra deixar a gente bem a vontade.



Detalhe: na entrevista, eu falo sobre a Wals Petroleum, que ganhou ouro na categoria Imperial Stout do South Beer Cup. Mais uma prova viva de eu sou o extremo oposto do Mick Jagger (mais sobre isso no post da Veja Brasília). Veja os outros ganhadores aqui.

Dedico este post à Marina, pessoa amiga querida fofa linda com quem trabalho, recém aprovada na OAB, que está, nesse momento, tomando uma Guinness e fez questão de me matar de inveja com uma foto no Facebook. Pra quem não sabe, a Guinness é a substituta oficial do meu café nas manhãs dos dias em que não devo nada a ninguém. Infelizmente e inexplicavelmente ela não pinta na minha geladeira há algum tempinho.

Beijocas. Vanessa.